A Noite Imóvel

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Autor: Luís Quintais
Género: Poesia
Edição: Mar/2017
Páginas: 184
ISBN: 9789723719598
Editora: Assírio & Alvim

 

 

«Que lugar? Sobes o lance de escadas próximo. Frio. E ao cimo das escadas deparas-te com o estreito corredor que dá para uma sala onde a luz explode através das portadas abertas de par em par. Essa luz intensa, essa luz deflagrante é já uma promessa de cegueira, o casulo onde a noite se esconde. A noite servir-te-á de pretexto para tudo o que vieres a dizer.
Aí ficarás, suspenso de tempo e memória.»

Neste livro, Luís Quintais convida-nos a percorrer cenários de vazio e de destruição, de ecos e de sombras, luzes ténues e memórias turvas. Será possível encontrar uma inaudita beleza nos escombros deste nosso tempo?

O tempo pára, como se a música
dilacerasse as cordas da história,
e o anjo, o anjo necessário
batesse as asas depois da noite imóvel.

Autor:

Luís Quintais nasceu em 1968 em Angola. Antropólogo, poeta e ensaísta, leciona no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra. Como antropólogo tem publicado ensaios em diversas revistas da especialidade sobre as implicações sociais e culturais do conhecimento biomédico, em particular sobre a psiquiatria e seus contextos. Desenvolve atualmente investigação sobre as interações entre biotecnologias, arte e cognição. Tem vários livros de poesia publicados, com os quais já foi distinguido com o Prémio Pen Clube de Poesia e o Prémio Luís Miguel Nava - Poesia, o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa 2016, o Prémio P.E.N. Clube Português de Poesia 2015 e o Prémio Fundação Inês de Castro 2014.

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"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato