A Obra Ao Negro

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Autora: Marguerite Yourcenar
Edição: 2009
Páginas: 352
ISBN: 9789722037600
Editora: Dom Quixote
 

 

 


A Obra ao Negro é a história de uma dissolução: a da ordem de valores que a Idade Média chegou a admitir como incontestáveis, mas que, mercê de quase imperceptíveis alterações, acabaram por perder o seu sentido, abrindo-se à metamorfose.
Uma personagem, Zenão, concentra em si o desejo de mudança, a vontade de alcançar, num mundo conturbado por conflitos vários, a liberdade de pensar e conceber.

E só um grande escritor poderia acompanhar, de forma simultaneamente tão minuciosa e bela, os contornos dessa personalidade, ao longo do doloroso caminho que a leva a enfrentar e a assumir a própria morte. Acaso se verificará então, nesse decisivo instante, uma das máximas possibilidades da Grande Obra alquímica, o opus nigrum, a tentativa de calcinar as formas para permitir a erupção de novo.

Autora:

Marguerite Yourcenar é o pseudónimo da escritora francesa Marguerite de Crayencour (1903-1987), nascida em Bruxelas e que veio a naturalizar-se americana. As suas Mémoires d'Hadrien (Memórias de Adriano,1952) tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Öuvre au Noir (A Obra ao Negro, 1968), uma biografia imaginária de um herói do século XVI atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou la vision du vide (1981) e Comme l'eau qui coule (1982). Foi a primeira mulher de Letras a ser eleita para a Academia Francesa.

Comentários  

 
#1 Fátima Rodrigues 2009-04-24 10:45
Trata-se de uma obra de uma enorme intensidade psicológica, com personagens extremamente ricas. Aqui vê-se o drama de um homem que nasceu antes do seu tempo, de um homem que simplesmente teve a grande qualidade de conseguir pôr em causa, de procurar respostas, de ter a coragem de levantar perguntas complicadas. Passa-se no século XVI, mas em alguns aspectos parece-me tão actual.
 

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