A Pista de Gelo

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Autor: Roberto Bolaño
Edição: Mar/2012
Páginas: 200
ISBN: 978972564998
Editora: Quetzal

 

Tudo se passa durante um mês de verão numa praia do Mediterrâneo. Há uma mansão em ruínas, uma bonita patinadora em decadência, e a paixão de um autarca de província. E há um crime, nas diferentes versões de três narradores que se vão completando e corrigindo. Remo Morán, Gaspar Heredia e Enric Rosquelles estão ligados a esse acontecimento central e, sem o saberem, podiam tê-lo impedido.
 

A Pista de Gelo – que se constrói sobre as linhas características do projeto narrativo de Roberto Bolaño – é um espaço de reflexão sobre a corruptibilidade dos políticos, sobre a ação perturbadora do amor nas pessoas, sobre o desenraizamento, a amizade e a dissolução dos sonhos. E mostra-nos que, mesmo na ausência de sentido, a vida prossegue.

Do mesmo autor no Segredo dos Livros:
2666

Autor:

Roberto Bolaño nasceu em 1953, em Santiago do Chile, filho de pai camionista e de mãe professora. A sua infância e juventude foram passadas entre o Chile e o México. Nos anos setenta, Bolaño vagabundeou pela Europa - lavou pratos em restaurantes, trabalhou nas vindimas ou como guarda-nocturno de parques de campismo -, após o que se instalou em Espanha, na Costa Brava, com a mulher e os dois filhos. Aí, dedicou os últimos dez anos da sua vida à escrita. Fê-lo febrilmente, com urgência, até à morte (em Barcelona, em Julho de 2003), aos cinquenta anos.
A sua herança literária é de uma grandeza ímpar, sendo considerado o mais importante escritor latino-americano da sua geração - e da actualidade. Entre outros prémios, como o Rómulo Gallegos ou o Herralde, Roberto Bolaño já não pôde receber o prestigiado National Book Critics Circle Award, o da Fundación Lara, o Salambó, o Ciudad de Barcelona, o Santiago de Chile ou o Altazor, atribuídos a 2666, unanimemente considerado o maior fenómeno literário da última década.

Comentários  

 
+1 #1 Sónia 2012-04-04 16:15
Parti para a leitura deste livro com bastantes expectativas. Primeiro, porque nunca tinha lido nada do autor e, depois, porque os outros livros foram bastante aplaudidos pelo público e pela crítica. No entanto, essas expectativas foram defraudadas. E lamento que assim tenha sido.

Desde o início que somos confrontados com uma narrativa a três vozes que, caso não tivesse lido a sinopse, me teria levado a pensar que seria um livro de contos. Também porque, até certa altura, os acontecimentos relatados por cada um dos narradores parecem não ter qualquer tipo de interligação. Possivelmente, foi o ter-me apercebido tardiamente que havia uma relação causal entre esses acontecimentos que me fez não apreciar o livro na totalidade.
Não sendo um livro policial, é um crime que deixa ansioso o leitor para chegar ao inusitado desfecho da história. Não sendo uma estória de amor, dá-nos conta duma paixão capaz de levar aos maiores desatinos. Não aborda directamente a política, mas trata com algum humor a corrupção no poder.

Espero que o facto de A Pista de Gelo ser o primeiro romance de Roberto Bolaño, publicado em 1993, seja a causa para ter sentido que a escrita é um pouco pueril e que esse handicap seja ultrapassado em futuras leituras de obras do escritor. No que diz respeito a esta, dar-lhe-ei nova oportunidade noutra altura e, quem sabe, já faça uma análise um pouco mais positiva do que esta.
 

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