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Autor: Marc Levy Edição: Nov/2010 Páginas: 352 Editora: Contraponto
O amor é a derradeira aventura - mas todas as aventuras implicam perigos. Do alto dos planaltos da Etiópia às paisagens glaciais dos Urais, Marc Levy conclui com o seu novo romance a epopeia iniciada em O Primeiro Dia.
Excerto: «Há uma lenda que conta que a criança no ventre de sua mãe conhece todo o mistério da Criação, da origem do mundo até ao fim dos tempos. Ao nascer, um mensageiro passa por cima do berço e põe um dedo sobre os seus lábios para que a criança nunca revele o segredo que lhe foi confiado, o segredo da vida… (…) Este dedo pousado que apaga para sempre a memória da criança deixa uma marca. Essa marca todos nós a temos sobre o lábio superior, excepto eu. No dia em que nasci, o mensageiro esqueceu-se de me visitar, e eu lembro-me de tudo.»
Obras mais recentes do autor no Segredos dos Livros: Os Filhos da Liberdade A Próxima Vez Sete Dias para a Eternidade O Primeiro Dia
Autor: Marc Levy é o autor de língua francesa mais lido em todo o mundo: os seus livros contam com cerca de 20 milhões de exemplares vendidos em mais de 41 países. Mas este autor não é só um favorito entre os leitores, também a crítica lhe tem reconhecido um talento excepcional como contador de histórias originais, provocantes e sempre comoventes. Nasceu em Boulogne Bilancourt, em 1961. Aos 18 anos, juntou-se à Cruz Vermelha Francesa, instituição com a qual colaborou durante seis anos. Paralelamente, formou-se em Gestão e Informática na Université Paris-Dauphine. Em 1983, fundou uma empresa especializada em design e informática, com projectos em França e nos EUA. Mais tarde, viria a dedicar-se ao design de interiores, fundando outra firma em Paris. Aos 37 anos, Marc Levy escreveu o seu primeiro romance. E Se Fosse Verdade… começou por ser uma história destinada ao homem que o seu filho viria a ser. Encorajado pela irmã, enviou o manuscrito a uma editora, que aceitou publicá-lo. O sucesso fez-se sentir imediatamente e, desde então, os seus romances são presença constante nas listas de best-sellers. Marc Levy tem-se dedicado inteiramente à escrita e dois dos seus romances foram já adaptados com grande sucesso ao cinema.
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Comentários
Uma verdadeira aventura, quase alucinante, que nos leva mais uma vez a diversos países.
Gostei um pouco mais deste livro que do primeiro, até porque é o final e ficamos a saber o que representam os fragmentos e também o porquê do casal de protagonistas estar sempre em perigo. Gosto também da quantidade de informação que o livro contém, das conversas que Keira e Adrian vão tendo com diversas pessoas, os raciocínios das personagens.
Sem dúvida que o final é surpreendente, não conseguia imaginar no que iria ser descoberto e foi algo que me surpreendeu e que me leva a questionar que mistérios andam escondidos pelo nosso mundo, alguns desconhecidos e outros supostamente desconhecidos. Será que não há também informações deste tipo que nos estão a ser escondidas na realidade?
Quanto às personagens, que no volume anterior tinham achado um bocado frias, subiram um pouco na minha consideração. No entanto, continuei a achar Keira muito irresponsável e imprudente e o pobre do Adrian que está louco de amor, vai atrás de toda aquela loucura que tantas vezes os colocou em perigo. Alias, são imensos perigos, quase que não dá tempo de respirar entre eles. Talvez o livro se tornasse monótono se não houvesse todas estas situações, mas acho um pouco exagerado, quase a roçar os filmes do Indiana Jones.
No entanto, o Marc Levy fez um excelente trabalho com estes livros. As explicações, quer de astronomia quer as históricas foram o que mais me prendeu a atenção neles e, apesar de não ser entusiasta dos livros, recomendo-os a quem gosta do tema de aventuras, descobertas e afins.
Humor e ironia surgem em todas as peripécias e situações que envolvem Walter Ivory, inteligente jogador de xadrez que joga a sua vida no desfecho desta investigação científica que ele mesmo iniciou.
Assim, temos um romance apaixonante como a relação dos dois cientistas, que com muita acção e alguma descrição e enquadramento me mantiveram absorvida na leitura até à última página. Essa característica é mesmo apanágio de Marc Levy, excepcional e talentoso contador de estórias.
Recomendado pela reflexão que impõe e pelo prazer que proporciona.
Adorei esta continuação e tive pena quando o livro chegou ao fim, porque a leitura é tão acessível, o autor sabe incorporar momentos divertidos com a acção que o livro tem e, mais uma vez, viajámos pelo Mundo ao sabor da escrita do Marc Levy.
Vi confirmada uma dúvida, uma questão em aberto que tinha do livro anterior – O Primeiro Dia.
Todas as pontas soltas são juntas e o final consegue ser credível. No entanto, é sempre um tema controverso e haverá sempre opiniões diversas.
Mas, no final do livro, o escritor não podia deixar de fazer referência à Religião, à fé das pessoas em Deus e de falar na possibilidade de vida depois da morte. Abordou o tema de como surgiu o primeiro ser humano, numa perspectiva muito interessante, mas é claro que eu não vou contar qual foi… têm mesmo que ler o livro.
Recomendo.
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