A Profecia de João XXIII

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Autor: Paulo Loução
Edição: Dez/2016
Páginas: 480
ISBN: 9789899947818
Editora: Eranos

 

 

 

As coisas da terra falarão aos homens das coisas do céu
A descoberta arqueológica nos Açores que irá causar uma mudança nos destinos da humanidade.
- Giovanni, não são afloramentos naturais, são restos de muralhas construídas por mãos humanas. Estamos a passar por uma cidade submersa! - disse Beatriu, já excitada. - Giovanni! Tira fotografias!... Temos de enviá-las para o Centro de Operações... - terminou já em suspenso, com novo fôlego, comandou - Avança naquela direção, parece uma grande escultura!...

E aproximaram-se de uma magnífica esfinge com mais de dez metros de altura, estavam a viver uma experiência completamente extraordinária, dois biólogos a descobrirem umas ruinas fabulosas, submersas no Altântico.
Esta descoberta seria apenas o início de uma aventura fulgurante que culminará num acontecimento jamais previsto. Em pleno século XXI, a humanidade é confrontada com o absolutamente inesperado.

Deste autor no Segredo dos Livros:
A Magia das Aldeias de Montanha (coautor)
Dinis - O Rei Civilizador (coautor)
Os Templários na formação de Portugal
Grandes Enigmas da História de Portugal (coautor)

Autor:

Paulo Alexandre Loução é investigador do Instituto Internacional Hermes, professor da Escola de Filosofia Prática da Nova Acrópole e coordenador do Círculo Lima de Freitas, que se dedica ao estudo da matemática e geometria sagradas.
Como autor tem uma dezena de obras publicadas, entre as quais se destacam Os Templários da Formação de Portugal (12 edições) e Portugal - Terra de Mistérios (8 edições), ambas publicadas pela Ésquilo e pelo Círculo de Leitores.
Coordena com o historiador Miguel Sanches de Baëna a obra coletiva Grandes Enigmas da História de Portugal. Participou em vários documentários realizados pelo Canal História, nomeadamente na série "Templários".
Como filósofo, tem-se interessado pela área do estudo da consciência e, assim, foi o autor do projeto, e coautor do livro Experiências de Quase Morte - Relatos Verídicos (4 edições). 
No contexto do turismo cultural, foi publicada a sua obra Lugares Inesquecíveis de Portugal com a chancela da editora Eranos.
Na área do trabalho de campo em antropologia, realizou estudo identitário para a rede de aldeias de montanha da serra da Estrela (que deu origem ao livro A Magia das Aldeias de Montanha), a convite do Município de Seia e, neste momento, está a realizar um estudo sobre a cultura da ilha do Príncipe no golfo da Guiné.
Coordena o projeto "Seis Séculos de aventura e Inovação" a propósito das comemorações prospetivas do início da globalização iniciada pelos portugueses em 1415.
A Profecia de João XXIII é a sua primeira obra no campo da ficção, resultado de vários anos de pesquisas e meditação sobre os temas abordados.

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Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2017-06-18 09:45
O mito da Atlântida tem apaixonado a humanidade desde o tempo de Platão, um filósofo grego que viveu cerca de 400 anos antes de Cristo. Terá sido ele a primeira pessoa a divulgar em dois dos seus livros que existiu em tempos antigos uma civilização muito avançada e que esta se situaria numa ilha que foi arrastada para o fundo mar, mas que seria para lá das colunas de Hércules, o que tem levado à especulação de que tal ilha se situa no Oceano Atlântico. Neste romance, defende-se a sua localização nos Açores e seria um vasto território que, devido à intervenção dos deuses, foi mergulhada no mar, sendo as atuais ilhas os cumes das montanhas dessa ilha fantástica. Os motivos que levaram o conselho dos deuses do Olimpo a tomar tal decisão terão se ser conhecidos lendo o livro.

O título do romance baseia-se numa profecia atribuída ao Papa João XXIII que fala nuns rolos "encontrados nos Açores e falarão de antigas civilizações", através dos quais "as coisas da terra falarão aos homens das coisas do céu". Mas, ao longo do livro, poucas vezes se fala desta profecia, embora todo ele seja uma especulação do que elas poderão significar, tentanto ligá-las ao mito da Atlântida.

A trama romanesca não é muito extensa e poderia contar-se em muito menos do que as 470 páginas de uma escrita densa e em carateres pequenos. Começa com o relato de uma expedição científica de um grupo de biólogos aos Açores para observar a fauna marinha, ocorrida em 2002, na qual alguns desses cientistas descobrem por acaso as ruínas de uma cidade maravilhosa no fundo do oceano, que lhes parece corresponder à descrição da Atlântida de Platão. Mas são imediatamente detetados por uma sinistra "Tertúlia de Miami", capa do ultrasecreto "Grupo Midas 7", que tem como objetivo conquistar o poder mundial. Só por milagre escapam de um atentado e são forçados a passar à clandestinidade.
Aproveitam para estudar tudo o que se relaciona com a Atlântida, acabando membros de um grupo que se dedica ao estudo da mitologia egípcia e grega, que descobre os rolos de que falava João XXIII na sua profecia e começa a aparecer à luz do dia em 2012. Até 2014, o grupo estrutura-se e prepara-se para fazer frente aos desígnios do "Midas 7" que vai ser vencido no final da maneira mais inesperada, salvando a humanidade de se transformar em homens-máquina comandados pelo Midas 7 que, entretanto, tinha conseguido o domínio total dos governos, bancos e media, e estava pronto para surgir à luz do dia.

O grande valor deste romance está no pretexto para expor os grandes conhecimentos do autor sobre o esoterismo e a mitologia. Mostra como muitos artistas, filósofos e até governantes e ordens religiosas foram adeptos do esoterismo ao longo dos milénios e transmitiram as suas crenças através das suas ações, dos monumentos que construíram e das obras de arte que criaram, nas quais incorporaram símbolos ocultos que o cidadão não iniciado não é capaz de destrinçar. Este facto poderá, simultaneamente , ser o motivo pelo qual uma grande parte dos possíveis candidatos a leitores do livro não vão conseguir fazê-lo. Quem não tiver conhecimentos mínimos da mitologia grega não vale a pena começar a ler, porque lhe será muito difícil compreender a escrita do autor e, consequentement e, tirar prazer da leitura. O texto está recheado de longas tiradas sobre mitologia e sobre esoterismo, acerca de lugares e personalidades, de explicações sobre o sentido esotérico desses lugares, dos seus monumentos, das suas obras de arte, da sua arqueologia. A própria linguagem é bastante esotérica e recheada de termos cujo significado é desconhecido dos leigos na matéria e lhes vai dificultar (ou mesmo impedir) o entendimento de muito do que lerem.

No entanto, o livro tem muito interesse e vale a pena ser lido, nomeadamente como alerta para o perigo que o avanço incontrolado (e até incentivado) da tecnologia representa para a sobrevivência da raça humana. Por isso, aconselho os candidatos a leitores que não estejam dentro destes temas, a documentarem-se previamente, especialmente tomando conhecimento da mitologia grega, dos seus deuses, da hierarquia destes, das características de cada um, nomeadamente a sua genealogia, a sua função, os seus locais de culto e o que os seus adoradores procuravam neles. Não será difícil, porque hoje está tudo na internet; basta saber procurar.
Um último alerta para o leitor mais desprevenido. O romance tem um narrador que, além de introduzir as personagens e os acontecimentos, vai intervindo frequentemente na própria orientação das ações das personagens, acabando por ter um papel importante no desfecho da trama. E quem é este narrador? Nada mais que um dos deuses do Olimpo, cujo nome nunca é pronunciado ao longo do livro. Confesso que tive muita dificuldade em identificá-lo, o que, certamente, será fácil para quem for um grande estudioso da mitologia grega, o que não é o meu caso. Mas penso que agora sei quem é ele. Será que você, próximo leitor leigo na matéria, vai conseguir identificá-lo logo nas primeiras páginas? Terá o meu aplauso e admiração.
 

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