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| A Rainha Corvo |
| Sexta, 17 Fevereiro 2012 17:11 | |||
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Autora: Jules Watson Maeve nasceu para ser um joguete que o seu pai poderia usar como bem entendesse de forma a manter as suas terras em segurança. Forçada a casar-se, os seus desejos nunca foram respeitados. Mas o espírito livre de Maeve não irá suportar muito mais as maquinações do seu novo marido, Conor, o astucioso rei de Ulster. Quando a morte do seu pai deixa a sua terra natal à mercê de senhores gananciosos e das forças de Conor, Maeve apercebe-se de que precisa de usar o seu próprio poder de modo a travá-los. Com perícia e inteligência, Maeve prova que é igual a qualquer outro guerreiro no campo de batalha e, para combater a perigosa magia dos mais antigos deuses, procura ajuda junto a Ruán, um druida errante, cuja paixão inesperada e estranha ligação ao mundo dos espíritos revelam a Maeve a verdade sobre si mesma, colocando-a em guerra com o seu dever e o seu destino.
Desta autora no DSegredo dos Livros: Autora: Saiba mais em http://juleswatson.com
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| Actualizado em Segunda, 20 Fevereiro 2012 11:23 |
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Comentários
É fantástica a mistura de vários heróis das lendas Celtas.
Aqui conseguimos ter um vislumbre de uma Irlanda que ainda inclui no seu dia a dia druidas e druidesas (mulheres sábias) e uma cultura que depende completamente dos ciclos (Estações).
Este livro abriu em mim uma vontade imensa de conhecer um pouco mais da cultura celta, abafada com a expansão do império romano.
Um livro grande, com muitas páginas, mas também um grande livro, onde mergulhamos num mundo fantástico.
Retrata a história de Maeve, mulher, amante, guerreira, rainha, deusa. Logo nas primeiras páginas, somos apresentados a uma mulher que luta para fugir ao domínio de um marido opressivo e de um pai dominador, que forja alianças utilizando a filha, como se de uma mercadoria se tratasse. E à medida que o livro vai avançando, vamos testemunhando a luta de Maeve para proteger o seu povo e, essencialmente, tornar-se numa mulher livre, com poder de escolha. Em suma, uma personagem com muitas facetas, mas com um ponto sempre presente, a sua humanidade. Página após página, transparece o seu melhor e o seu pior, as suas forças e fraquezas, são nítidas as suas batalhas interiores e as suas dúvidas, o que a tornam mais acessível e real.
Mas não só de Maeve se fez esta história. Para credibilizá-la, Watson cercou-a de um conjunto de personagens secundárias muito fortes, buscando a sua inspiração em antigas lentas irlandesas. Rúan, Finn, Fraech, Cúchulainn, Ferdia, Levarcham não só influenciam o desfecho da história, como também a enriquecem, ao conferirem-lhe carácter e humanidade.
Um dos pontos fortes do livro é, sem dúvida, as referências místicas. Os antigos deuses celtas, os sídle, os rituais druídicos fascinam o leitor e, como um íman, atraem-no para as suas páginas.
Adorei viajar pelos pântanos, vales e colinas da verdejante Erin. A autora revelou apetência para a descrição de cenários e acontecimentos que, não sendo exaustiva, dá uma visão clara, intensa e pormenorizada, sendo muito hábil na atenção aos detalhes. Esta habilidade é principalmente notada nas descrições de batalhas sangrentas e, simultaneamente , espirituais.
Não foi um livro que me motivasse uma leitura compulsiva, mas via-me a procurá-lo todos os dias, para mais umas páginas. Fui-o descobrindo aos poucos o que, aos meus olhos, o tornou ainda melhor.
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