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A Rosa Rebelde
Terça, 30 Junho 2009 20:42


Autor: Janet Paisley
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 384
Editor: Bizâncio
Colecção: Ilhas Encantadas

Numa época em que a guerra civil dividia a nação, Anne acreditou que podia bater-se com os melhores guerreiros. Pela espada. Por convicção. Por paixão. A Rosa Rebelde conta-nos a fascinante e turbulenta história de uma notável figura histórica, Lady MacIntosh, que ficou conhecida como coronela Anne.

Foi uma heroína das Terras Altas da Escócia, uma encantadora rebelde, uma Braveheart que arriscou tudo, incluindo a sua vida, por amor ao seu país e ao seu rei. Fruto de uma cuidada investigação histórica, e com notável mestria, Janet Paisley criou uma extraordinária história de amor, conflito, lealdade e traição que se lê compulsivamente. Uma sensual aventura histórica, repleta de emoção, protagonizada por uma heroína apaixonada e irresistível.


Este livro irá brevemente passar para a sétima arte. Veja mais pormenores aqui.
Comentários
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Roberta Gonçalves   |11:16:07 15-08-2009
A minha opinião vai começar pela capa! Este livro tem uma capa muito bonita, não tem?!?! Ficamos logo com a certeza que nos irá contar a história de uma grande Mulher ;)
Realmente é isso que acontece!
Anne conquista-nos logos nas primeiras linhas. Uma adolescente rebelde mas com um coração do tamanho do mundo, que após a morte de seu pai acaba por casar o chefe do clã MacIntosh. Numa altura em que a luta pela idependencia da Escócia em relação aos Ingleses era uma prioridade, muitas factores irão influenciar a vida de Anne. Para manter as suas terras e o seu clã o marido de Anne vê-se obrigado a apoiar a União da Escócia com Inglaterra ficando assim Anne e o marido em campos de batalha opostos. A partir daí tudo acontece, traição, romance, morte e muitas aventuras.
Este é um livro bem recheado de muitos factos da História, descreve-nos muito bem como era a vida dos Clãs naquela altura na Escócia confrontando esse modo de vida com a dos Ingleses. Gostei sobretudo do papel das mulheres, nada era feito sem o seu acordo e não havia homem algum que travasse a vontade de uma mulher, mesmo que ela fosse a sua esposa. No caso das Inglesas era exactamente o contrário, elas só tinham de se submeter às vontades dos seus "Senhores". Ter que deixar de beber cerveja e comer papas de aveia ao pequeno almoço para passarem a beber água quente com umas folhinhas pretas que faziam com que as mulheres se engasgassem ;)
Agora digam-me lá se a Coronela Anne não tinha toda a razão?!?!?!
Bem, a verdade é que a parte do chá nem a desagradou muito!!!
Na parte do romance também há muito a se dizer, mas apenas vos direi que o Amor e a Amizade prevalecem sempre, as provas dos mesmos que vão aparecendo ao longo da história encheram-me os olhos de lágrimas algumas vezes.
Este é um livro que vou querer reler, posso dizer que dava um belo filme, mas mesmo que isso acontecesse eu não o iria ver, pois não iria querer perder as imagens que criei da Coronela Anne no seu fato de montar de veludo azul, em cima do seu cavalo branco, com a neve a cair-lhe em cima...
Um Romance Histórico maravilhoso, daqueles que se fecham com tristeza pelas incriveis personagens que deixamos para trás, mas também o fechamos com satisfação pois é daquelas leituras que nos colocam com todos os sentimentos à flor da pele ;).
Resumindo: a pesquisa histórica é notável, o romance é avassalador, a escrita é excelente e a encadernação mostra bem o que que o leitor deve esperar deste livro. Não deixem de o ler ;)
maria dos anjos pereira  - A Rosa Rebelde   |13:07:59 12-10-2009
Mais um belo livro com uma história fantástica sobre uma mulher com uma coragem e determinação notáveis em luta para manter o seu povo e a sua pátria - a Escócia - como sempre conheceu, numa época em que vivem tempos de invasão por parte dos Ingleses, que provoca a divisão dos clãs e se envolvem numa guerra civil.
Uma batalha descrita com tal pormenor que quase se sente o som dos cascos dos cavalos e das espadas ao desferir o golpe certeiro ao decepar os corpos e os gritos de terror das mães que perdem os filhos nos seus próprios braços e das mulheres que são um suporte físico e mental na linha da frente, com tal determinação e coragem, apesar da sua dor e das suas perdas.
Ao mesmo tempo, conta-nos uma história de amor, entre duas pessoas que se amam, mas que devido às circunstâncias tem que fazer opções e tomar posições bem definidas, pela mesma causa, mas em posições opostas, para salvaguardar ou evitar que o seu povo seja destruido numa guerra sem tréguas em que tudo vale e o mais forte prevalece.
E quando o mais forte é o amor à terra, ao povo, ao clamor das suas raízes que vem da alma de que são feitos, a traição, a dor e mágoa e todo o sofrimento a que foram sujeitos podem ser curados por novos sentimentos, mais profundos e prontos a enfrentar as mudanças que se adivinham nas Terras Altas da Escócia, e mesmo restaurar vidas e fortalecer o casamento de Anne e Aeneas.
Com tantas outras personagens igualmente importantes e carismásticas e outras cruéis e barbaras que nos prendem da primeira à última pagina e que ficam na nossa mente, marcantes sem dúvida.
Forte, intenso e dramático e ao mesmo tempo suave e arrebatador.

Sem dúvida um livro a não perder.
Catrina   |18:17:44 09-11-2009
Este é um daqueles livros, que nos cativam logo desde o inicio da história.
Ana, uma rapariga rebelde desde tenra idade, com as suas ideias bastante convictas e ideais bastante vincados, que nem a força do amor os faz abandonar.
É uma história bastante real, que nos fala das lutas havidas entre os Escoceses e Ingleses, quando os Escoceses batalhavam pela sua independência.
Ana pode-se dizer que foi uma mulher com M maiúsculo, com a sua forte personalidade comandou o seu exército de Escoceses composto por membros dos clãs das Terras Altas, e mesmo indo contra a vontade do seu marido Aenas lá foi ela para o campo de batalha.
É um livro, que nos fala também do sentido de lealdade para com a família e não só.
Tem algumas cenas bastante fortes, mas necessárias não fosse esta história baseada em lutas travadas no passado.
Gostei de ver em como após tantas peripécias o casal ( Ana e Aenas ) conseguem acertar as suas diferenças e ficam juntos.
É um romance histórico muito bom, baseado numa pesquisa bastante boa, e que aconselho a quem gosta deste género literário.
Mais um pequeno detalhe, a capa é linda !!
Júlia   |21:34:50 19-11-2009
Não se pode dizer muito mais do que já foi dito.
A rosa rebelde conta a história de como Anne ficou conhecida como "a coronela" quando junta os rebeldes jacobitas e lidera as operações aquando das divergências entre a Escócia e a Inglaterra. Uma guerreira que luta até ao fim contra tudo e contra todos, até contra o marido.

Um livro muito intenso, mas que se lê muito bem onde os horrores das batalhas e dos dados históricos são intervalados com a vida de Anne, sobretudo no amor.

Gostei muito de saber que naquela altura as mulheres escocesas eram tidas como pessoas com cabeça tronco e membros, ou seja, eram ouvidas e tidas em conta pelos seus maridos em relação às decisões a tomar. Eram também muito amadas por eles, mas o contrário se passava em Inglaterra, onde eram submissas aos homens.

O que não gostei muito neste livro foi o facto de, a cada página, termos muitas palavras não traduzidas, no dialecto das pessoas das terras altas, o que, além de não ser fácil, quebrava a leitura.

Um livro que me ficará para sempre na memória.
fernanda carvalho   |12:33:56 07-01-2010
Bem, aqui está um livro que é um autêntico tesouro!
A autora consegue um equilibrio fantástico entre a parte histórica e a parte romanceada. O relato do conturbado período da história da Escócia (que eu desconhecia por completo!) onde a luta contra o domínio inglês tomou demasiadas vítimas, é intercalado com o relato romanceado da vida de Anne Farquarson, a Lady MacIntosh era o símbolo máximo da vontade de independência escocesa. Não hesitou por um segundo de que lado se colocar quando a batalha começou. Contra os ingleses e contra o seu próprio marido!
Adorei ficar a conhecer o espírito escocês, e a mentalidade de um povo que caso não tivesse sido "castrado" pelos ingleses seria hoje, sem dúvida alguma, um dos mais avançados dos nossos dias.
O respeito pelas mulheres, ao invés de as diminuirem (como os ingleses e o resto do mundo naquela altura) era uma coisa extraordinária. Uma mulher era tida sempre em conta, as suas opiniões válidas e uma personalidade rebelde considerada uma mais valia. Onde é que, ainda hoje em dia, este tipo de atitude poderia ser encontrada num homem?
Relativamente à leitura em si, houve algumas partes que me custaram a ler... O maridão só perguntava se eu estava bem disposta. lol Bem, devem imaginar que eram as partes das batalhas, não é?
Mas valeu a pena. Gostei muito deste livro. Foi um bom começo de ano de leituras.

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