A Sagração da Primavera

 

 

 

Autor: Alejo Carpentier
Edição: Ago/2013
Páginas: 500
ISBN: 9789896375423
Chancela: Saída de Emergência

 

 

Alejo Carpentier é um dos escritores mais importantes de todos os tempos. O não-Nobel mais polémico de sempre!
O conhecido ballet de Stravinski A Sagração da Primavera, com os seus motivos de morte e renascimento como ritos de passagem da natureza, dá título a uma das mais ambiciosas obras literárias de Alejo Carpentier (1904 – 1980), cuja trama gira em torno de dois personagens: Vera, bailarina russa que fugiu do seu país após os acontecimentos de 1917, que atua na companhia de Diaghilev, e Enrique, membro de uma família cubana endinheirada, que, por sua militância contra a ditadura de Gerardo Machado, se vê obrigado a exilar-se no Paris boémio dos anos 30.

Uma obra na qual o autor aprofunda alguns dos mais destacados acontecimentos sociais e políticos do século XX, desde a guerra civil espanhola até à revolução cubana, refletindo-se nela o processo de iniciação artística de Carpentier e onde se exalta o vigor colossal das forças da arte e da revolução para renovar e rejuvenescer os processos históricos.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Os Passos Perdidos

Autor – Alejo Carpentier

Autor:

Alejo Carpentier (Havana, 1904 – 1980) abordou a realidade americana, descobrindo a magistralidade de um continente onde o maravilhoso se podia encontrar a cada passo. Escritor universal, proporcionou uma nova linha criativa que transcende a sua narrativa, indicando novos caminhos para a literatura. Considerado um dos criadores do Realismo Mágico, foi inspiração para Gabriel García Márquez, e muitos outros escritores latinoamericanos.
Jornalista, musicólogo e crítico de arte, Carpentier permitiu uma comunicação entre o velho continente e a América em matéria de cultura. Ganhou prémios como Melhor Livro Estrangeiro, Prémio Mundial Cino del Duca, Honororary Fellow, Prémio Miguel de Cervantes, Prémio Médicis Étranger, o mais alto reconhecimento com que França galardoa os escritores estrangeiros.

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Comentários

  • Sebastião Barata

    Agosto 19, 2013 às 20:36
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    Vera e Enrique encontram-se em Paris após a Guerra Civil de Espanha, quando este consegue ser libertado depois da derrota das forças republicanas em que ele militava, pelas do general Franco. Ele, cubano, é comunista, mais por influência dos colegas da universidade onde estudava arquitetura do que por convicção, pois pertence a uma família rica que apoia o ditador Machado. Ela é russa, bailarina, cuja família de comerciantes fugiu do seu país em 1917, após a vitória do regime comunista que depôs o Czar.Mais por carência afetiva do que por amor, acabam por se envolver. Está-se em 1938 e, após […] Ler Mais...Vera e Enrique encontram-se em Paris após a Guerra Civil de Espanha, quando este consegue ser libertado depois da derrota das forças republicanas em que ele militava, pelas do general Franco. Ele, cubano, é comunista, mais por influência dos colegas da universidade onde estudava arquitetura do que por convicção, pois pertence a uma família rica que apoia o ditador Machado. Ela é russa, bailarina, cuja família de comerciantes fugiu do seu país em 1917, após a vitória do regime comunista que depôs o Czar.Mais por carência afetiva do que por amor, acabam por se envolver. Está-se em 1938 e, após o Pacto de Munique, o regime nazi começa a ganhar cada vez mais poder, adivinhando-se uma próxima guerra na Europa. Por isso, decidem fugir para Cuba, onde Enrique apresenta Vera à sua família como sua esposa. Assim começa uma relação que terá vários avanços e recuos, mas que atravessou os sucessivos regimes políticos até à vitória de Fidel Castro, à implantação do regime socialista no país e à fracassada invasão americana para acabar com a revolução, naquela que ficou conhecida como batalha da Playa Girón.Através do romance entre estas duas personagens e toda uma panóplia de outras personagens que giram à sua volta, o autor dá-nos um retrato do mundo desde 1917 até 1961, uma fase crucial da História, em que ocorreram duas guerras mundiais, nasceram e se espalharam os regimes socialistas, floresceram e definharam ditaduras, nomeadamente o nazismo e fascismo na Europa e os regimes autocráticos e ditatoriais na América Latina.Através da história de Vera, que não ligava nada à política, mas passou a vida a fugir de conflitos armados, Carpentier mostra-nos como, no meio das maiores adversidades, podemos manter vivos os nossos sonhos e realizar os nossos ideais. No final, o impossível vai tornar-se possível, onde e quando parecia mais improvável.Como toda a boa literatura, este não é um livro muito fácil. São muitos os nomes de compositores, coreógrafos, bailarinos, atores, escritores, políticos, obras musicais, literárias, discográficas e cinematográficas, muitas citações e em diversas línguas. É preciso ter uma grande cultura geral ou ter sempre à mão uma boa enciclopédia para compreender integralmente a riqueza do texto. Embora não me considere dos menos cultos, os meus conhecimentos falham em algumas da áreas envolvidas, o que, aliado ao pouco tempo de que que dispus para esta leitura, não me permitiram saborear esta fantástica obra como desejava. Talvez volte um dia, com mais vagar, porque fico, de certo modo, insatisfeito. Read Less

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