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| A Senhora dos Rios |
| Quinta, 16 Fevereiro 2012 11:12 | |||
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Autora: Philippa Gregory Jacquetta é casada com o Duque de Bedford, regente inglês da França, que lhe dá a conhecer um mundo misterioso de conhecimento e de alquimia. O único amigo de Jacquetta é o escudeiro do duque, Ricardo Woodville, que está a seu lado quando a morte do duque faz dela uma viúva jovem e rica. Os dois tornam-se amantes e casam em segredo, regressando à Inglaterra para servir na corte do jovem monarca Henrique VI, onde Jacquetta vem a ser uma amiga próxima e leal da sua nova rainha. Depressa os Woodville conquistam uma posição no núcleo da corte de Lencastre, apesar de Jacquetta pressentir a crescente ameaça vinda do povo da Inglaterra e o perigo de rivais pretendentes ao trono. Mas nem a coragem e a lealdade dos Woodville bastam para manter no trono a Casa de Lencastre. Jacquetta luta pelo seu rei, pela sua rainha e pela sua filha Isabel, para quem prevê um futuro extraordinário e surpreendente: uma mudança de destino, o trono da Inglaterra e a rosa branca de Iorque.
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| Actualizado em Quinta, 16 Fevereiro 2012 12:22 |
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Comentários
Mais uma vez noto que Philippa Gregory tem algo de diferente na maneira como conta as suas histórias. Talvez seja mesmo isso - ela conta uma história em que o narrador é o principal, mas sem apagar a "luz" de todas as outras personagens.
Outro ponto forte desta escritora é a maneira como ela transmite os sentimentos e acções mais cruas do Homem. Como ela mete a nu toda aquela crueldade e egoísmo, mas também todo o amor e carinho, estes dois últimos aqui muito bem transmitidos através de Ricardo e Jacquetta. É, sem dúvida, o melhor casal de personagens que já li nos últimos tempos.
A magia e a religião, mais uma vez, estão presentes em quantidades q.b., tal como o medo e a segurança aliadas a eles, respectivamente .
Os cenários de guerra, apesar de descritos aos poucos e indirectamente pelos mensageiros, estão muito vívidos e, além de nos fazerem sentir empatia pelos que estão no meio da batalha, também nos fazem sentir o mesmo por quem espera pelos seus homens.
Uma cena que me fez muita impressão foi quando Jacquetta e a Rainha Margarida estão muito próximas da batalha e nos descrevem alguns dos horrores que acontecem depois, i.e. pilhagem e violações. Fico particularmente sensível quando me descrevem estas últimas.
O final, para quem já leu A Rainha Branca, vai trazer aquele sentimento de nostalgia e fazer-nos ter vontade de pegar novamente nesse volume e reler, no mínimo, essa primeira parte. E é o que eu vou fazer logo que esteja perto dele!
Frase Preferida:
"Uma jóia de casa para um diamante de uma duquesa." página 115
Romance histórico muito bem escrito e nada monótono, é uma introdução ao que leva os Tudor à ascensão ao trono de Inglaterra.
Contado na primeira pessoa por Jacquetta, é através dos seus olhos que ficamos a conhecer as intrigas da corte e a loucura de Margarida para dominar e afirmar-se perante toda a Inglaterra.
Não há qualquer dúvida de que a autora fez um trabalho fantástico de pesquisa e nos leva a viajar por tempos conturbados.
Apesar de ser o terceiro volume editado, este livro deverá ser lido antes de "A rainha branca" - estória da filha de Jacquetta e Ricardo - e de "A rainha vermelha".
Enquanto lia este romance histórico, não pude deixar de pensar que talvez seja muito difícil escrever um livro neste género literário, pois conseguir prender o leitor com uma imaginação espectacular e, ao mesmo tempo, seguir determinadas linhas e fontes da História não deve ser tarefa fácil.
E é encantador, para nós leitores, quando descobrimos que, durante a maior parte da leitura, não nos encontrávamos cá, aqui em 2012, mas que fomos catapultados para 1430, para a França e a Inglaterra de então! Foi o que me aconteceu. E vi-me rodeada de personagens incríveis - Joana D'Arc, por exemplo - por lendas e bruxarias, por caças às bruxas e guerras de poder, por julgamentos e condenações à morte por traição, por lutas entre nobres, por destinos conduzidos ao sabor de caprichos de um rei e de senhores, por mulheres fortes e sábias, mas que tinham de se submeter aos seus maridos... A religião e a magia caminhando de mãos dadas!
Este livro é, todo ele, uma riqueza e, se gostei dos anteriores - Rainha branca e Rainha vermelha - , este superou as minhas expectativas. É completamente fantástica a forma como esta escritora consegue envolver-nos nesta trama histórica e o facto de ela nos ser relatada, na primeira pessoa, pela protagonista principal - Jacquetta - torna a história ainda mais plausível e real.
Uma personagem determinada, possuidora de um carácter forte, a quem as adversidades não enfraqueceram, uma mulher corajosa que luta pelo seu amor e pelo seu destino, como as mulheres da época não o faziam.
Uma escrita rica, cheia de ritmo, sem momentos entediantes e uma leitura que superou as minhas expectativas!
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