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| A Sombra da Águia |
| Segunda, 03 Agosto 2009 16:14 | |||
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A Sombra da Águia, que Arturo Pérez-Reverte publicou em 1993 nas páginas do El Pais sob a forma de folhetim, e que se encontrava até hoje inédita em Portugal, é, na sua aparente simplicidade, uma das obras que melhor espelham o virtuosismo literário do seu autor, o seu sentido de humor e a sua fidelidade aos grandes temas do ser humano, como a guerra, o heroísmo anónimo e a noção de Pátria. O Autor: Arturo Pérez-Reverte nasceu em Cartagena (Espanha) em 1951. Depois de ter feito carreira como jornalista, nomeadamente como repórter de guerra, durante 21 anos, dedicou-se à literatura e tornou-se no escritor espanhol mais lido no mundo, estando já traduzido em 34 idiomas. É autor de uma extensa obra, quase toda traduzida em Portugal, com frequência adaptada ao cinema. Desde 2003 é membro da Real Academia Espanhola. Mais informações sobre o autor em http://www.capitanalatriste.com/ O que dizem: "Creio sinceramente que esta obra não fica aquém dos outros romances do autor. O ambiente histórico em que tem lugar - as guerras napoleónicas - constitui uma das especialidades de Pérez-Reverte. Por outro lado, talvez a imposição de um tamanho predeterminado tenha sido benéfica para o narrador. Através de um relato unitário, aparentemente simples, o romancista pode mostrar a sua visão de temas tão importantes para ele como a guerra, Espanha, o patriotismo ou o heroísmo anónimo de qualquer ser humano. Deste modo, o sentido de humor de Pérez-Reverte pode brilhar como poucas vezes, com um estilo muito desenfadado; em resumo: uma obra muito atractiva, que não merece ficar à sombra de nenhum símbolo imperial." Andrés Amorós "Arturo Pérez-Reverte é, hoje, o romancista mais perfeito da literatura espanhola."
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| Actualizado em Sábado, 19 Setembro 2009 16:32 |
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Comentários
Não é um livro que demore muito tempo a ler. No entanto, foi um livro que achei difícil, pelo menos no início. Este não foi o primeiro livro de Pérez-Reverte que li e a sensação que tenho é que ele é um autor que escreve de uma forma prolixa, a qual tem tendência a tornar-se demasiado enfadonha.
Em relação a este livro em particular, fiquei com sentimentos contraditórios. Por um lado, custou-me imenso a entrar na história, pelo que os primeiro capítulos foram verdadeiramente penosos. Por outro lado, gostei dos últimos capítulos, porque me deixaram mais interessado no que estava a ser narrado.
Porém, continuo a não gostar muito da forma de narrar de Arturo Pérez-Reverte e, apesar de não poder afirmar que nunca mais lerei um livro dele, a verdade é que não fiquei com grande vontade de pegar na sua restante obra.
Contudo, verdade seja dita, este livro tem um grande mérito: relembra-nos a figura de Napoleão, um homem que, quer se goste da ideia quer não, tinha «no bolso meia Europa e outra meia acagaçada» (pág.102). Fiquei com vontade de procurar mais informação acerca desta importante figura da História Universal.
Não foi a melhor leitura de sempre, mas não deixou de ser muito interessante. Não adorei, mas, mesmo assim, gostei.
Apesar do tamanho diminuto deste livro, a riqueza que nele contém transcende as suas páginas e acompanha-nos durante o resto do dia.
Uma pequena pérola do mundo literário.
Como nos seus outros livros, trata um tema da história de Espanha, mas, desta vez, fá-lo num estilo humorístico, em que ridiculariza Napoleão (a que chama Anão ou Petit Cabrão) e o seu Estado-Maior de generais bajuladores e medricas (os franciús) , que giram à sua volta como abelhas do mel. Mas os adversários (os ruskis) não eram melhores e só queriam vodka.
Um livro que se lê rapidamente e dispõe bem, que recomendo a quem quiser conhecer esta faceta inesperada de Arturo Pérez-Reverte.
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