
Autora: Jojo Moyes
Edição: Jun/2012
Páginas: 456
ISBN: 9789720043702
Editora: Porto Editora
Inglaterra, 1960. Quando Jennifer Stirling, uma mulher de vinte e sete anos, acorda no hospital, após um trágico acidente de automóvel, não tem qualquer lembrança da sua vida passada. Não reconhece o marido, não recorda a sua própria casa e tão-pouco se identifica com a vida que lhe dizem ser a sua. Quando encontra uma carta apaixonada, escrita por um homem que assina apenas «B» e que lhe pede para abandonar o marido, irá a todo o custo tentar descobrir a identidade desse homem, enquanto enfrenta os preconceitos sociais estabelecidos.
Anos volvidos, em 2003, uma outra mulher, Ellie, descobre nos arquivos poeirentos do jornal onde trabalha a mesma carta enigmática. Fica de imediato obcecada pela história, que lhe permitirá escrever um artigo que relance a sua carreira e talvez até a ajude a lidar com a sua própria vida amorosa. Afinal, se aquela história tiver tido um final feliz, quem lhe garantirá que o homem com quem se envolveu não acabe também por deixar a mulher?
Uma história de amor apaixonante e arrebatadora, com um final absolutamente inesperado.
Primeiras páginas disponíveis aqui.
Da mesma autora no Segredo dos Livros:
Silver Bay - A Baía do Desejo
Um Violino na Noite
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Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Estudou Jornalismo e foi jornalista especializada na área da cultura e correspondente do jornal The Independent em Hong Kong até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Retrato de Família, e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro. Página da autora: www.jojomoyes.com |










Comentários
A minha preferida foi a que se passa em 1960. É mais fácil imaginá-la e até nos transportarmos para aquela época, sabendo que é algo possível de acontecer.
Apesar do início confuso, visto não haver datas dentro de 1960 e de, de capítulo para capítulo, a autora alterar entre diferentes meses, quando começamos a conhecer as personagens esquecemos tudo e essas alterações temporais deixam de ter qualquer importância. É ler sempre em frente e sentir cada pancada cardíaca mais forte ou sentir as desilusões mesmo cá no fundo. É sentir compaixão por Larry, para logo a seguir ter vontade de o esmurrar e ajudar Jenny a destruir-lhe o precioso escritório.
Achei genial a dualidade entre Anthony e Ellie, dois jornalistas, na mesma posição em relação ao trio amoroso, mas em anos e até séculos diferentes. No início, não se percebem bem essas semelhanças/pon tos em comum, porque ambos têm pensamentos e até atitudes bastante diferentes, mas, quando começa a terceira parte, em que somos transportados para 2003, tudo fica mais claro e vamos ter uma nova perspectiva sobre o romance da primeira metade do livro.
Curiosamente, não simpatizei com Ellie, acontecendo o oposto com Anthony. Tanto que torci por Jennifer e Boot, mas não por John e Ellie!...
O aparecimento da filha de Jennifer no final da segunda parte, Ésme, foi uma surpresa. Estava convencida de que ela não ia ter filhos ou então iria engravidar de Tony, mas Jojo não me ofereceu esse cliché, e ainda bem! Agarrou antes na história de Jenny e Boot e meteu-a num arquivo velho e pronto, para ir para o lixo no século seguinte.
Aqui surge então Rory. Não sei se foi sexto sentido feminino, mas, logo que ele apareceu e foi descrito, eu pensei para mim mesma: "Era bom que Ellie acabasse com este. E txaran!!!
Não estava à espera que Ellie e Jennifer se encontrassem, nem dos finais felizes, principalmente o de Jenny e Boot. Estava difícil, mas felizmente Moyes é cá das minhas e, apesar de os ter separado e junto inúmeras vezes, no final o amor venceu.
É impressão minha ou o homem que estava com tosse na cama ao lado de Anthony no hospital era o Larry? Apesar de achar que os tempos não correspondem, fiquei com essa impressão.
Por fim, apesar de não ter começado com o pé direito em relação a Ellie, tive que lhe tirar o chapéu no final!
Adorei e vou, sem dúvida, acompanhar a bibliografia desta senhora.
Vivem uma bonita história de amor, em segredo claro, até que Tony faz um ultimato a Jenny para que ela parta com ele para Nova Iorque, onde o espera um grande emprego na ONU. A londrina acaba por escolher o amante e foge de casa para se encontrar com ele na estação dos comboios. Contudo (talvez devido à forte chuva que se fazia sentir), acaba por ter um acidente, perdendo a memória e passando uma grande temporada hospitalizada.
Quando regressa a casa, todos a fazem acreditar que ela era uma mulher muito apaixonada pelo marido, Larry, e que tinham um casamento perfeito. No entanto, Jenny sente que não pertence ali: àquele mundo, àquela casa, àquele marido, àquela vida. Por obra do destino, acaba por descobrir várias cartas, escondidas em diversos locais, de um amor proibido que assina sempre com "B." (de Boot, como era conhecido Anthony). Ela percebe que realmente amava aquele homem e que, fosse como fosse, tinha que descobrir quem ele era, para lhe poder explicar o que tinha acontecido e porque não tinha ido ter com ele naquele dia, às 7h15 da tarde. Mas o destino é traiçoeiro e não conseguem ficar juntos.
Quarenta anos depois, Ellie encontra uma das cartas de B. no arquivo no jornal onde trabalha como jornalista e começa a investigar esta história de amor. Acaba por se identificar com Anthony já que ela própria tem um caso com John, um homem casado.
A partir daqui, desenrola-se uma história que nos faz acreditar que o amor não tem prazos de validade e que é possível continuar a nutrir um amor, mesmo que não estejamos com ele. Não imagino a angústia que deve ser não se lembrar de nada do que aconteceu para trás e pior ainda quando, como Jenny, se percebe que se perdeu uma grande oportunidade de ser feliz ao lado do único homem que realmente se tinha amado. Mas nunca é tarde demais!
Uma leitura compulsiva de uma escritora que é nova para mim, mas que, sem dúvida, quero seguir. Uma história que muda de cenário e de tempo com um subtileza espantosa, mas que, acima de tudo, não nos faz perder na história (como muitos outros). Não há defeitos a apontar a este livro: uma escrita excelente, uma história perfeita. Tenho de fazer um especial realce à forma como começam os capítulos: com outras cartas de amores acabados. É uma ideia simplesmente excelente.
É completamente enternecedor e escrito de forma bem inteligente. Os saltos no tempo estão muito bem planeados e muito bem estruturados. Cativou-me do início ao fim.
Não há momentos aborrecidos, não há nada para desgostar.
A história, as personagens, a narrativa, gostei de tudo!
Gostei igualmente do marcador de livro que acompanha este livro. Pormenores deste género agradam-me, tornam o livro ainda mais especial.
Gostava de um dia poder escrever assim. Fazer sentir nos leitores as emoções à flor da pele, como senti ao ler esta obra, a ânsia de acabar conjuntamente com a sensação de perda, quando a última frase foi lida. Gostava de já ter lido mais livros desta escritora... Mas isso é fácil de remediar, pois "Um violino na noite" repousa, há bastante tempo, numa prateleira cá de casa, chamando com urgência por mim.
É sublime como a autora consegue contar-nos uma história, com pormenores que nos deixam cativar e, já depois de ter avançado bastante no enredo, nos deixa "pendurados" e faz um salto para o presente, para uma história paralela... Duas histórias que se vão encontrar, mais tarde, dando um toque final muito especial a este livro.
Fiquei fã e recomendo!
Uma história de amor arrebatadora, aliás duas histórias (uma passada na década de 60 e a outra em 2003), contadas de um modo absorvente e viciante, repleto de ação e emoção.
Jojo Moyes no seu melhor. Imperdível.