A Última Ceia

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Autor: Nuno Nepomuceno
Género: Thriller
Edição: Jan/2019
Páginas: 344
ISBN: 9789898886385
Editora: Cultura Editora

  

 


O golpe perfeito. Dois amantes. Uma obra de arte

Uma nota enigmática é encontrada junto a lascas de tinta e tela, e à moldura vazia de um quadro famoso. O ladrão deixou um recado. Promete repetir a façanha dentro de um ano. De visita à igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão, uma jovem mulher apaixona-se por um carismático milionário. Mas quando alguns meses depois é abordada por um antigo professor, Sofia é colocada inesperadamente perante um dilema. Deverá denunciar o homem com quem vai casar-se, ou permitir tornar-se cúmplice deste ladrão de arte irresistível?

Enquanto a intimidade entre o casal aumenta, um jogo de morte, do gato e do rato, começa. E aquilo que ao início aparentava ser um conto de fadas, transforma-se rapidamente num pesadelo, enquanto um plano ousado e meticuloso é urdido para roubar a obra-prima de Leonardo da Vinci.
Requintado, intimista, inspirado em acontecimentos verídicos, A Última Ceia transporta-nos até ao elitista mundo da arte. Passado entre Londres e Milão, habitado por uma coleção extraordinária de personagens, para as quais a ambição e fama sobrepõem-se a qualquer outro valor, este é um thriller sofisticado de leitura compulsiva. Uma viagem surpreendente ao centro de uma teia de intrigas, romances e traições.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Pecados Santos
A Célula Adormecida
O Espião Português (Freelancer 1)
A Espia do Oriente (Freelancer 2)
A Hora Solene (Freelancer 3)

Autor:

Nuno Nepomuceno nasceu em 1978. Revelado através do Prémio Literário Note! 2012, é autor da trilogia Freelancer e de obras como A Célula Adormecida, ou Pecados Santos, publicado pela Cultura Editora em 2018. Representado pela Agência das Letras, já foi líder do top de vendas de livros em lojas como a Fnac, Bertrand, Wook, Google Play ou Amazon, transformando-se num dos escritores de policiais mais acarinhados em Portugal. A Última Ceia assinala o seu regresso ao thriller psicológico.

Saiba mais em www.nunonepomuceno.com/

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2019-03-03 20:18
Islamismo, Judaísmo, Cristianismo... O que se segue?
Depois da trilogia "O Espião Português", Nuno Nepomuceno enveredou por thrillers com conotação religiosa. A religião tem-se revelado um tema inesgotável para os autores do género, mas não tinha encontrado até agora quem escrevesse uma série em que cada volume versasse uma religião diferente. Será que ficamos por aqui?... Há mais religiões no mundo, o final deixa a porta aberta a algo mais e, acredito, a imaginação do autor já está a trabalhar.

Como nos livros anteriores, o Professor Afonso Catalão está no centro da história, mas, desta vez, tem um papel bastante discreto, assim como a sua esposa, a jornalista Diana que conhecemos de livros anteriores. A personagem central é Sofia Conti, filha do antigo embaixador italiano em Lisboa, também já nossa conhecida. Ela vai apaixonar-se por um famoso empresário italiano que a polícia sabe andar metido em negócios escuros e ser um refinado ladrão, mas não consegue provar nada. Ele, que se mostra também muito apaixonado e quer casar com ela, pretende, afinal, usá-la para realizar o seu mais audacioso roubo de sempre: roubar uma valiosa cópia de "A Última Ceia", o famoso fresco de Leonardo da Vinci, cópia essa feita pelo seu discípulo Giampetrino, portanto contemporânea do original, e agora propriedade da Academia Real das Artes de Londres. O casamento será um ato imprescindível para levar a cabo o audacioso plano. Mas será que tudo vai correr como planeado?

Mais uma vez, Nuno Nepomuceno criou uma trama bastante intrincada, com as secretas de vários países envolvidas, incluindo a portuguesa, claro. Procurou integrar as personagens centrais de livros anteriores, como o Professor Catalão, a jornalista Diana, o sempre enigmático POC e até o velho imã Yusef, que me pareceu ter terminado de vez a sua participação na série. Paz à sua alma! Os capítulos muito curtos continuam a surtir efeito, com a habitual frase final a aguçar a curiosidade do leitor para virar a página e ter dificuldade em parar a leitura. Tornámos a ver muito sangue, vilões audaciosos e implacáveis, assim como pessoas ambiciosas e pouco escrupulosas a tornarem-se veículos fáceis para os bandidos levarem o seu plano até ao fim. O final foi, talvez, ainda mais inesperado do que nos anteriores e dificilmente o leitor o vai adivinhar. Não vou adiantar nada sobre isso, mas fez-me lembrar os ladrões crucificados ao lado de Jesus Cristo, aos quais a tradição chama o "bom" e o "mau" ladrão. Jesus consolou o "bom" dizendo-lhe que "hoje mesmo estarás comigo no Paraíso". E o "mau"? Esse deve ter apodrecido nas profundezas do Inferno...

Se alguma coisa me soube a pouco, foram os cenários. Neste romance houve menos locais de sonho para os leitores ficarem a desejar visitar. Resumiram-se a Milão e Londres, mais concretamente o Convento de Santa Maria delle Grazie em Milão, em cujo refeitório está pintado o fresco de "A Última Ceia", e a Royal Academy of Arts de Londres, onde está exposta a original e verdadeira cópia executada por Giampetrino, à escala do fresco de Da Vinci. Ao lerem o romance, verão porque afirmo ser "a original e verdadeira cópia". Poderão, eventualmente, gostar de visitar também a igreja de Santo Ambrósio, na localidade de Ponte Capriasca, nos Alpes Suíços, e a Abadia de Tongerlo, perto de Antuérpia, na Bélgica, locais onde estão outras duas cópias desta que é a mais importante obra do grande mestre Leonardo da Vinci e, talvez, de toda a pintura de todos os tempos.

Já agora, e para terminar, informo que este romance contém também informações que vão permitir ao leitor menos informado sobre esta obra de arte (embora duvide que haja alguém que nunca tenha visto uma reprodução de "A Última Ceia") ficar a conhecer o significado de cada um dos seus elementos, sejam os gestos das personagens de Cristo e cada um dos doze Apóstolos, a comida que está sobre a mesa, nomeadamente o saleiro entornado, as tapeçarias das paredes ou as três janelas da sala. Até pela sua valiosa informação vale a pena ler este livro.
 

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