Absinto, Ópio, Tabaco e Outros Fumos

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Autor: Fernando Pessoa
Género: Poesia
Edição: Mar/2018
Páginas: 112
ISBN: 9789897023736
Editora: Guerra & Paz

 

 


Um livro de vícios

Pouco nos interessa saber se Fernando Pessoa se embebedava, se afundava no ópio ou se espetou alguma agulha morfinómana no delicado braço. Neste livro, o que conta é a forma como os vícios, as drogas americanas que entontecem, lhe iluminam a escrita.
A presente antologia, alvarinha e desassossegada, nasceu da vontade de ter Fernando Pessoa no meio de nós, na rua, no café, onde ele possa fumar e beber. Tê-lo connosco, agora, enquanto ainda, em ruas e cafés, se possa fumar e beber.

Ópio e morfina compram-se nas farmácias. Este livro de Fernando Pessoa compra-se nas livrarias. O que une tudo isto, livro, ópio e Pessoa, morfina, inocência e decadência, é serem, como ele mesmo disse, escadas para o sonho.
Este é um livro de vícios: pessoal e íntimo.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Mensagem
Prosa Íntima e de Autoconhecimento
A porta e outras ficções
Quando Fui Outro
Teatro Estático
Novelas Policiárias: uma antologia

Autor:

Fernando Pessoa, um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos, nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta. 
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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