Acqua Toffana

 

 

 

Autora: Patrícia Melo
Edição: Ago/2013
Páginas: 168
ISBN: 9789897221194
Editora: Quetzal

 

 

 

Uma mulher suspeita que o marido a trai e procura a polícia, convencida de que ele é também o brutal assassino de mulheres que habita as manchetes dos jornais.
O funcionário de um cartório, pai de família aparentemente exemplar, vê a sua vida transformar-se diante do ódio incontrolável que o faz aproximar-se de uma vizinha para planear minuciosamente a sua morte.

Ciúme e ódio, testemunha e perpetrador, em duas narrativas paralelas – que se cruzam de forma inesperada – e em que o sexo surge como o poderoso elo entre o assassino e a vítima.

Desta autora no Segredo dos Livros:
Ladrão de Cadáveres

Autor – Patrícia Melo

Autora:

Patrícia Melo é romancista, dramaturga, jornalista e argumentista, e uma figura de destaque na literatura brasileira contemporânea. Os seus livros foram finalistas e vencedores de importantes prémios literários dentro e fora das fronteiras do Brasil: Jabuti, Femina, Deux Océans, IMPAC e Portugal Telecom, entre outros.
No ano de 2000, a revista TIME incluiu-a na lista dos cinquenta “Líderes Latino-Americanos para o Novo Milénio”.
Patrícia Melo vive atualmente entre o Brasil e a Suíça.

2 comentários
0 likes
Anterior: Prémio Maria Helena Vaz da Silva para Cláudio MagrisSeguinte: Amor Proibido

Comentários

  • Sónia

    Outubro 20, 2013 às 18:22
    Responder

    Narrativa que, numa primeira fase, penetra na mente distorcida de um psicopata com tendência para criminoso, assim como na de uma provável próxima vítima que desconfia ser o seu marido o estuprador da Lapa. Numa segunda fase, deparamo-nos com um homem pacato, casado, pai de dois filhos, uma pessoa quiçá até banal face à vida que leva, que não é um criminoso, mas, de um momento para o outro, vê despertar o seu lado mais negro, perante uma vizinha sua...Duas estórias, aparentemente sem qualquer ligação, que deixam o leitor preso à leitura, até ao momento em que a findamos. Comigo […] Ler Mais...Narrativa que, numa primeira fase, penetra na mente distorcida de um psicopata com tendência para criminoso, assim como na de uma provável próxima vítima que desconfia ser o seu marido o estuprador da Lapa. Numa segunda fase, deparamo-nos com um homem pacato, casado, pai de dois filhos, uma pessoa quiçá até banal face à vida que leva, que não é um criminoso, mas, de um momento para o outro, vê despertar o seu lado mais negro, perante uma vizinha sua...Duas estórias, aparentemente sem qualquer ligação, que deixam o leitor preso à leitura, até ao momento em que a findamos. Comigo aconteceu. Com a mais valia de ser um livro pequeno e constituído por frases curtas, dei por mim a lê-lo quase compulsivamente, para ver o que estava por detrás de algo tão negro... Muito bem escrito, prende o leitor do início ao fim. Patrícia Melo é uma escritora com um estilo muito próprio e muitas das suas obras foram premiadas dentro e fora do Brasil, de onde é natural. Se o [i]Ladrão de Cadáveres [/i] constituiu uma surpresa, [i]Acqua Toffana[/i] é a confirmação de um talento. Uma autora a seguir. Read Less

  • Liliana Patrícia Pereira Pinto

    Agosto 15, 2013 às 11:12
    Responder

    Patrícia Melo nasceu em 1962 e é romancista, dramaturga e argumentista. Publicou Acqua Toffana em 1994 e os seus livros estão traduzidos em mais de 10 línguas.Acqua Toffana não é um livro qualquer. Não pode ser considerado um policial, nem pode ser considerado um thriller.Gostei da relação entre o título do livro e o seu papel na história. Acqua Toffana é um veneno renascentista que, se colocarmos uma gota numa bebida durante dois anos, é mortal. Neste livro, vemos o desenrolar de duas histórias que parecem não se relacionar, mas que no final se interligam.Na primeira história, conhecemos uma rapariga […] Ler Mais...Patrícia Melo nasceu em 1962 e é romancista, dramaturga e argumentista. Publicou Acqua Toffana em 1994 e os seus livros estão traduzidos em mais de 10 línguas.Acqua Toffana não é um livro qualquer. Não pode ser considerado um policial, nem pode ser considerado um thriller.Gostei da relação entre o título do livro e o seu papel na história. Acqua Toffana é um veneno renascentista que, se colocarmos uma gota numa bebida durante dois anos, é mortal. Neste livro, vemos o desenrolar de duas histórias que parecem não se relacionar, mas que no final se interligam.Na primeira história, conhecemos uma rapariga de 22 anos (é a única coisa que sabemos sobre ela) que tem a certeza de que o seu marido é um serial-killer que anda a assombrar o seu bairro. Mais de metade desta história é escrita como uma confissão, tendo vários momentos em que a rapariga nos leva até às suas memórias. De forma um pouco abrupta, termina esta história e começa a segunda.Na segunda história, acompanhamos o dia-a-dia de um homem que trabalha num cartório, é casado e tem dois filhos. Uma família normal. Até ao dia em que a sua vizinha Célia (sem se dar conta disso) desperta nele outra faceta. Uma faceta negra. Ao longo das páginas, vamos vendo a sua mudança de homem pacato a assassino e os seus planos para matar a sua vizinha de forma a não ser apanhado. Podemos dizer que ele se tornou obcecado pela sua morte, pensando todos os minutos nisso, ao ponto de perder o emprego e ficar depressivo quando ela viaja.Tenho de dizer que o facto deste livro ter frases curtas e capítulos também curtos ajuda à sua leitura, porque, se fosse de outra forma, iria demorar vários dias a lê-lo. A linguagem usada é um pouco estranha e por vezes tive de voltar atrás para tentar perceber o que tinha lido. Com este aspecto, é possível perceber que os protagonistas viviam num estado de loucura, pois, no mesmo parágrafo, temos uma fala e um pensamento da personagem, sem estarem devidamente assinalados.Não recomendo este livro a toda gente. Mas é um livro interessante e foi uma boa surpresa. Read Less

Comentar

Siga-nos no Facebook
Facebook Pagelike Widget
Últimos Livros Comentados
Tópicos recentes