
Autora: Emylia Hall
Edição: Jun/2012
Páginas: 304
ISBN: 9789722635240
Editora: Civilização
Beth Lowe recebe uma encomenda.
Lá dentro há uma carta que a informa da morte da mãe, com quem cortou relações há muito tempo, e um álbum de recortes que Beth nunca tinha visto. Tem um título – Álbum de Verão – e está repleto de fotografias e lembranças reunidas pela mãe para recordar os sete gloriosos verões que Beth passou na Hungria rural quando era criança.
Desde então, Beth não voltara a pensar nessa fase da sua infância. Mas a chegada do Álbum de Verão traz o passado de volta – tão vivo, doloroso e marcante como nunca.
Autora:
Emylia Hall nasceu em 1978 e cresceu na região rural de Devon, filha de um artista inglês e uma artesã húngara. Depois de estudar na Universidade de York e em Lausanne, Suíça, Emylia passou cinco anos a trabalhar numa agência de publicidade em Londres, antes de se mudar para ao Alpes Franceses. Foi aí que começou a escrever. Emylia vive agora em Bristol com o marido, também ele escritor. Álbum de Verão é o seu primeiro romance, inspirado nas recordações de férias na Hungria rural.
Mais informações sobre a autora em http://emyliahall.blogspot.com/
Veja o booktrailer aqui:









Comentários
Acho que todos chegamos a um ponto na vida em que a sobrecarga de trabalho, os problemas familiares e todos os afazeres que temos nos fazem esquecer de pequenas coisas divertidas, como correr na chuva e chapinhar em poças de lama...
Ao ler este livro, fui vendo como uma jovem, após ter voltado as costas à mãe húngara, devido a uma mentira imperdoável, recordou sete verões da sua vida...
Este álbum era constituído por fotos de Beth quando era mais pequena, tiradas no Verão, nas semanas em que Beth ser divertia bastante e gostava de explorar todos os bosques que circundavam a casa de sua mãe.
Contudo, no que foi o seu sétimo verão passado na Hungria após o divórcio dos pais, Beth descobre algo que a faz voltar as costas a este seu país de origem e ao seu nome húngaro - Ersébet.
Um livro escrito de forma extraordinária que não se torna de forma alguma maçador... Valeu a pena lê-lo no Inverno, para poder matar as saudades que já existem do ar quente do Verão.
A relação de Beth com o pai é bastante estranha. Não é que mais tarde não venha a fazer sentido, mas quando iniciei a leitura, foi uma das partes de que não gostei. A forma como ela terá lidado com as revelações, com a prenda que o pai lhe deixa no colo por assim dizer, é bastante realista. Provavelmente, muitas pessoas reagiriam assim.
Depois, temos o espírito livre de Marika que deixa a filha regressar sozinha com o pai. Que mãe tomaria essa atitude?
Como eu disse, um livro que me deixou com um vasto leque de sentimentos, todos eles muito contraditórios.
A parte mais intensa é a final, quando se revela o segredo que lhe traz dor e amargura. Nos catorze anos subsequentes, recalca as memórias desse passado e afasta as pessoas que dele fizeram parte.
Não gostei da nostalgia e noção de tempo perdido inerente.
Bem escrito e até belo, mas não correspondeu às minhas expetativas ou sequer à minha predisposição.
O livro oscila entre o presente e o passado. Beth trabalha numa galeria de arte e só vê o pai quando o vai visitar. Quando recebe um telefonema do pai a dizer que a quer visitar, Beth está longe de imaginar que a caixa de pandora está prestes a ser aberta. Tudo o que ela tentou recalcar, relacionado com a sua infância na Hungria e inevitavelmente com Marika, virá, dolorosamente, ao de cima.
Inicialmente, a história tinha todos os ingredientes para me agradar, mas ainda assim, não o fez. O facto de ser muito centrada no passado não ajudou muito. A pouca evolução de cada Verão na Hungria fez-me desanimar. Sim, havia um segredo, havia memórias deliciosas de outra cultura, da infância, de momentos marcantes… mas, por qualquer razão, não me convenceu.
Beth é filha de David e de Marika. Sendo ela oriunda da Hungria, juntos visitam este país e Marika decide ficar. Não regressa com o marido e com a filha. Por esse motivo, Beth irá começar a passar as férias junto da mãe. É dessa forma que ambas se irão conhecer verdadeiramente e Beth, ainda uma menina, passa o ano inteiro a desejar as suas férias de verão na Hungria.
Quando Beth, no presente, se predispõe a rever o passado, abrindo o álbum de fotografias, o leitor é presenteado com a história desses momentos, com um lago fresco, um sol insolente, um primeiro beijo, um céu cheio de vida… momentos que Beth julgou ter apagado para sempre.
No Verão dos seus dezasseis anos, Beth decidiu que queria ficar a viver na Hungria, com Marika e Zoltán, companheiro da mãe, e com Támas, o seu primeiro amor. Mas um segredo revelado irá afastá-la para sempre desse país que tanto a apaixonou.
Resumindo, esta é a viagem de Beth ao seu passado, à sua infância, à sua Marika. Uma viagem dolorosa, com lágrimas e risos, com caminhos tortuosos, com tréguas e reencontros, com palavras que ficaram por dizer… porque, por vezes, é demasiado tarde.