Álbum de Verão

FaceBook  Twitter  

 

 

  

 

 

Autora: Emylia Hall
Edição: Jun/2012
Páginas: 304
ISBN: 9789722635240
Editora: Civilização

Beth Lowe recebe uma encomenda.
Lá dentro há uma carta que a informa da morte da mãe, com quem cortou relações há muito tempo, e um álbum de recortes que Beth nunca tinha visto. Tem um título – Álbum de Verão – e está repleto de fotografias e lembranças reunidas pela mãe para recordar os sete gloriosos verões que Beth passou na Hungria rural quando era criança.

Durante esses anos Beth dividia-se entre os pais divorciados e dois países muito diferentes. A sua encantadora mas imperfeita mãe húngara e o seu pai inglês carinhoso mas reservado, a fascinante casa de uma artista húngara e uma casa de campo sem vida no interior de Devon, Inglaterra. Esse tempo terminou do modo mais brutal quando Beth completou dezasseis anos.
Desde então, Beth não voltara a pensar nessa fase da sua infância. Mas a chegada do Álbum de Verão traz o passado de volta – tão vivo, doloroso e marcante como nunca.

 

Autora:
Emylia Hall nasceu em 1978 e cresceu na região rural de Devon, filha de um artista inglês e uma artesã húngara. Depois de estudar na Universidade de York e em Lausanne, Suíça, Emylia passou cinco anos a trabalhar numa agência de publicidade em Londres, antes de se mudar para ao Alpes Franceses. Foi aí que começou a escrever. Emylia vive agora em Bristol com o marido, também ele escritor. Álbum de Verão é o seu primeiro romance, inspirado nas recordações de férias na Hungria rural.

Mais informações sobre a autora em http://emyliahall.blogspot.com/

Veja o booktrailer aqui:

Comentários  

 
#4 Inês Oliveira 2012-12-27 08:20
Este livro é um autêntico álbum de memórias dos verões passados... Ainda não tenho idade (tenho 18 anos) para fazer nostalgias de infância e dizer que tenho saudades deste e daquele verão, mas quando estiver na casa dos trinta, gostava de ter um álbum como este que me fizesse recordar como a vida tinha coisas espantosas e, surpresa, eu tinha passado por elas...

Acho que todos chegamos a um ponto na vida em que a sobrecarga de trabalho, os problemas familiares e todos os afazeres que temos nos fazem esquecer de pequenas coisas divertidas, como correr na chuva e chapinhar em poças de lama...

Ao ler este livro, fui vendo como uma jovem, após ter voltado as costas à mãe húngara, devido a uma mentira imperdoável, recordou sete verões da sua vida...

Este álbum era constituído por fotos de Beth quando era mais pequena, tiradas no Verão, nas semanas em que Beth ser divertia bastante e gostava de explorar todos os bosques que circundavam a casa de sua mãe.

Contudo, no que foi o seu sétimo verão passado na Hungria após o divórcio dos pais, Beth descobre algo que a faz voltar as costas a este seu país de origem e ao seu nome húngaro - Ersébet.

Um livro escrito de forma extraordinária que não se torna de forma alguma maçador... Valeu a pena lê-lo no Inverno, para poder matar as saudades que já existem do ar quente do Verão.
 
 
-1 #3 Maria João 2012-11-04 18:49
Este livro deixou-me dividida. Por um lado, não atingiu bem as minhas expectativas, provavelmente por as ter tão elevadas. Por outro, tem passagens muito bonitas. Realmente, bastante contraditório.

A relação de Beth com o pai é bastante estranha. Não é que mais tarde não venha a fazer sentido, mas quando iniciei a leitura, foi uma das partes de que não gostei. A forma como ela terá lidado com as revelações, com a prenda que o pai lhe deixa no colo por assim dizer, é bastante realista. Provavelmente, muitas pessoas reagiriam assim.

Depois, temos o espírito livre de Marika que deixa a filha regressar sozinha com o pai. Que mãe tomaria essa atitude?

Como eu disse, um livro que me deixou com um vasto leque de sentimentos, todos eles muito contraditórios.
 
 
#2 Helena 2012-10-29 13:57
Um romance denso sobre sentimentos. Boa parte da narrativa é sobre os sete verões vividos na Villa Serena, na Hungria, por Beth (dos 10 aos 16 anos de idade). Um lugar de doce memória que torna a leitura extensa, pausada (lírica no meu entender), muito descritiva e com pouca ação.

A parte mais intensa é a final, quando se revela o segredo que lhe traz dor e amargura. Nos catorze anos subsequentes, recalca as memórias desse passado e afasta as pessoas que dele fizeram parte.
Não gostei da nostalgia e noção de tempo perdido inerente.

Bem escrito e até belo, mas não correspondeu às minhas expetativas ou sequer à minha predisposição.
 
 
#1 Vera Neves 2012-07-31 15:13
Antes de iniciar esta leitura, fiquei bastante curiosa com a sinopse. Verão-Hungria-m orte da mãe - álbum de recortes que Beth nunca tinha visto - foram o suficiente para despertar o bichinho.
O livro oscila entre o presente e o passado. Beth trabalha numa galeria de arte e só vê o pai quando o vai visitar. Quando recebe um telefonema do pai a dizer que a quer visitar, Beth está longe de imaginar que a caixa de pandora está prestes a ser aberta. Tudo o que ela tentou recalcar, relacionado com a sua infância na Hungria e inevitavelmente com Marika, virá, dolorosamente, ao de cima.
Inicialmente, a história tinha todos os ingredientes para me agradar, mas ainda assim, não o fez. O facto de ser muito centrada no passado não ajudou muito. A pouca evolução de cada Verão na Hungria fez-me desanimar. Sim, havia um segredo, havia memórias deliciosas de outra cultura, da infância, de momentos marcantes… mas, por qualquer razão, não me convenceu.
Beth é filha de David e de Marika. Sendo ela oriunda da Hungria, juntos visitam este país e Marika decide ficar. Não regressa com o marido e com a filha. Por esse motivo, Beth irá começar a passar as férias junto da mãe. É dessa forma que ambas se irão conhecer verdadeiramente e Beth, ainda uma menina, passa o ano inteiro a desejar as suas férias de verão na Hungria.
Quando Beth, no presente, se predispõe a rever o passado, abrindo o álbum de fotografias, o leitor é presenteado com a história desses momentos, com um lago fresco, um sol insolente, um primeiro beijo, um céu cheio de vida… momentos que Beth julgou ter apagado para sempre.
No Verão dos seus dezasseis anos, Beth decidiu que queria ficar a viver na Hungria, com Marika e Zoltán, companheiro da mãe, e com Támas, o seu primeiro amor. Mas um segredo revelado irá afastá-la para sempre desse país que tanto a apaixonou.

Resumindo, esta é a viagem de Beth ao seu passado, à sua infância, à sua Marika. Uma viagem dolorosa, com lágrimas e risos, com caminhos tortuosos, com tréguas e reencontros, com palavras que ficaram por dizer… porque, por vezes, é demasiado tarde.
 

Tem de iniciar sessão para submeter o seu comentário.

Últimas Opiniões

  • O Leitor de Cadáveres
    Este livro foi uma verdadeira surpresa. Foi maravilhoso conhecer um pouco mais da China Medieval, os ...
  • 24.05.2013 18:26
  • Private: Agência Internacional de Investigação
    Private é uma agência especializada em trabalhos de investigação. Tem como clientes a elite da sociedade ...
  • 24.05.2013 10:46
  • Os Petiscos da Filipa
    Como amante de culinária que sou, gosto de conhecer e folhear todos os livros desta temática. A Filipa ...
  • 24.05.2013 10:18

Últimos Tópicos

Uma Pequena Palavra...

 "A beleza é diferente para cada um de nós. É como a felicidade. Cada um tem o seu conceito de felicidade."

"O navio do Ópio" de Fernando Sobral