Alma

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Autor: Manuel Alegre
Género: Romance
Edição: Abr/2019
Páginas: 224
ISBN: 9789722067003
Editora: Dom Quixote

 

 


A memória nostálgica dos lugares encantatórios da infância. De Alma, vila mágica onde convivem tradição e subversão, melancolia e audácia, crendices, ideologia e futebol. Dessa infância vêm os cheiros, os sons, as imagens e as emoções que norteiam a vida. Toda a vida: não há flecha que não tenha o arco da infância.

Pela voz audaciosa de quem não receia dar-se a conhecer, chegam-nos os ecos de um Portugal dividido entre a República e a Monarquia, um país que era, à época, o mundo de uma criança expectante e atenta. Um testemunho autobiográfico que é também um documento histórico de um passado recente que muitos ignoram.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Todos os Poemas São de Amor
Auto de António
Jornada de África
O Canto e as Armas

Autor:

Manuel Alegre nasceu em Águeda em 1936 e estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde participou ativamente nas lutas académicas. Obrigado a prestar serviço militar, foi mobilizado para Angola, onde participou na primeira tentativa de rebelião contra a guerra colonial. Preso pela PIDE em Luanda durante 6 meses, foi recambiado para a Metrópole, com residência fixa em Coimbra. Seguiu-se o exílio em Argel, onde foi membro diretivo da F.P.L.N. e locutor da rádio Voz da Liberdade. A sua atividade política andou sempre a par da atividade literária e alguns dos seus poemas transformaram-se em hinos de combate ao fascismo, cantados por Adriano Correia de Oliveira ou Manuel Freire. Os seus dois primeiros livros, "Praça da Canção" (1965) e "O Canto e as Armas" (1967), foram apreendidos pela censura, mas passavam de mão em mão em cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. Regressado do exílio em 1974, entrou para o Partido Socialista. Foi deputado da Assembleia da República até 2009, foi membro do Governo e tem um lugar no Conselho de Estado. Funcionou muitas vezes como uma espécie de consciência crítica do seu partido, nomeadamente quando concorreu à Presidência da República contra Mário Soares.
Recebeu inúmeros prémios e condecoração nacionais e estrangeiras, destacando-se o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários pelo conjunto da sua obra e o Prémio Pessoa 1999. Foi eleito sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa em 15 de novembro de 2016.
A sua obra poética foi reunida no volume "Trinta Anos de Poesia" (1997). Escreveu também prosa em livros como "Jornada de África" (1989), "Alma" (1995), "A Terceira Rosa" (1998) ou "Cão Como Nós" (2002). Fez uma incursão na literatura infantil, com obras como "Uma Estrela Como Nós" (2005), "Barbi-Ruivo" (2007) ou "As Naus de Verde Pinho" (2014).
Entre as suas obras mais recentes, destaca-se o livro "Senhora das Tempestades" que vendeu 14.000 exemplares só no primeiro mês, o "Livro do Português Errante" e "Cão como nós", que já vai na 20ª edição. A sua obra está editada em diversas línguas, nomeadamente italiano, espanhol, alemão, catalão, francês, romeno e russo.

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