Amantes dos Reis de França

 

 

Autoras: Ana Cristina Pereira, Joana Almeida Troni
Edição: 2009
Páginas: 334
ISBN: 9789896261887
Editora: A Esfera dos Livros

 

 

Na História de França o sexo e a sedução foram meios muitas vezes utilizados para atingir o poder. Se é verdade que sempre houve amantes dos reis, só a partir da dinastia de Valois, com Francisco I, as amantes começam a ganhar papel de destaque e a rivalizar com a figura da rainha legítima. Basta referir Diane de Poitiers que esteve sempre presente nos actos públicos da família régia, ou, uns anos antes, Odette de Champdivers, amante de Carlos VI, conhecida como a «petite reine». Foi com a dinastia de Bourbon que a figura da amante se institucionalizou e ganhou todo o seu esplendor. Henrique IV teve 14 amantes e 11 filhos ilegítimos, prometendo casamento a muitas delas.

A sensual e inteligente Madame de Montespan era tratada, nos corredores da corte, como a verdadeira «Rainha de França» graças à influência que tinha sobre Luís XIV, rei que acabaria por casar com a última das suas amantes, Madame de Maintenon. O seu neto, Luís XV, perdeu-se de amor pelas irmãs Mailly, mas a sua mais célebre amante foi Madame Pompadour, uma das mulheres mais bonitas de Paris, sendo seguida por Madame du Barry, prostituta que se tornou a favorita oficial da corte de Versalhes, que acabou na guilhotina aquando da Revolução Francesa. Mas não só de amantes do sexo feminino se faz este livro. Para além de acusações de homossexualidade e de reis que se transvestiam, também algumas rainhas tiveram igualmente as suas aventuras amorosas, sendo a mais célebre a rainha Margot, Margarida de Valois, esposa de Henrique IV.

Autor – Ana Cristina Pereira

Autora:

Ana Cristina Pereira é mestre em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo apresentado a sua dissertação sobre «Princesas e Infantas de Portugal: 1636-1736», onde analisou as relações familiares e de poder entre os vários elementos femininos da casa real portuguesa, não só as princesas legítimas como as infantas legitimadas.
É coautora dos livros: Amantes dos Reis de Portugal, Amantes dos Reis de França, A Vida Privada dos Bragança e Duquesas e Marquesas de Portugal.

Autor – Joana Pinheiro de Almeida

Autora:

Joana Pinheiro de Almeida Troni (n. 1980) é doutorada em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com a tese «A Casa Real Portuguesa ao tempo de D. Pedro II (1668-1706)». Dedica-se ao estudo da Corte e da Casa Real, tendo publicado pelas Edições Colibri a tese de mestrado «Catarina de Bragança (1638-1705)».
É coautora dos livros Amantes dos Reis de Portugal, Amantes dos Reis de França, A Vida Privada dos Bragança e Duquesas e Marquesas de Portugal.

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Comentários

  • maria afonso

    Janeiro 11, 2010 às 19:30
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    Numa narrativa agradável e leve, as autoras dão-nos a conhecer a vida de vários reis, bem como a organização política da época, os seus relacionamentos, traições e consequentemente mostra-nos como o ‘amor’ ou a ‘infidelidade’ eram utilizados de forma a obter-se benefícios surpreendentes. O sexo e a sedução foram meios muitas vezes utilizados para atingir o poder. A partir da dinastia de Valois, com Francisco I, as amantes começam a ganhar papel de destaque e a rivalizar com a figura da rainha legítima.Muitas dessas mulheres eram de família nobre e pouco se importavam em deitar-se na cama do Rei de […] Ler Mais...Numa narrativa agradável e leve, as autoras dão-nos a conhecer a vida de vários reis, bem como a organização política da época, os seus relacionamentos, traições e consequentemente mostra-nos como o ‘amor’ ou a ‘infidelidade’ eram utilizados de forma a obter-se benefícios surpreendentes. O sexo e a sedução foram meios muitas vezes utilizados para atingir o poder. A partir da dinastia de Valois, com Francisco I, as amantes começam a ganhar papel de destaque e a rivalizar com a figura da rainha legítima.Muitas dessas mulheres eram de família nobre e pouco se importavam em deitar-se na cama do Rei de França desde que ela e sua família obtivessem muitos benefícios financeiros e de poder. Importante salientar que quase todas tinham entre 14 e 17 anos. Algumas permaneciam como amantes até por volta dos 30 anos. Muitas delas valiam-se da condição de amante do rei para ‘passar’ informações obtidas no leito de amor aos adversários dos reis e com isso obtinham lucros de ambos os lados.Também é importante salientar que os reis por vezes tinham 2 ou 3 amantes em simultâneo, todas a viver em pleno e com luxo e regalias. Quando o rei se cansava de uma delas, ou quando surgia uma ‘nova’ amante, o rei tratava de arranjar o casamento da mesma com um de seus cavaleiros, todos nobres claro e que também iriam obter poder, status e dinheiro com o matrimónio; e pouco se importavam de ter como esposa a ex-amante do rei.Algumas conformavam-se, casavam-se e eram felizes, outras rebelavam-se e causavam grandes problemas. O livro é interessante e traz-nos muitas informações acerca do que se passava na corte francesa. Read Less

  • Helena

    Dezembro 29, 2009 às 13:46
    Responder

    Monarquia e sexoGostei muito de ler este livro. Uma perspectiva da história e da monarquia francesa em que a sedução e o sexo tiveram um papel determinante. Familias usavam jovens para obter prestigio, poder e fortuna quando estas instrumentalizadas seduziam monarcas e rivalizavam com rainhas consortes. A própria rainha-mãe pedia às suas damas para iniciar um jovem monarca ou para o espiar como amantes. O matrimónio era um mero acordo politico para nobres e assunto de estado para reis. As abadias eram apenas um refugio para mulheres sem dote, mas com liberdade sexual. O clero assumia "favoritas" e descendentes.O sexo […] Ler Mais...Monarquia e sexoGostei muito de ler este livro. Uma perspectiva da história e da monarquia francesa em que a sedução e o sexo tiveram um papel determinante. Familias usavam jovens para obter prestigio, poder e fortuna quando estas instrumentalizadas seduziam monarcas e rivalizavam com rainhas consortes. A própria rainha-mãe pedia às suas damas para iniciar um jovem monarca ou para o espiar como amantes. O matrimónio era um mero acordo politico para nobres e assunto de estado para reis. As abadias eram apenas um refugio para mulheres sem dote, mas com liberdade sexual. O clero assumia "favoritas" e descendentes.O sexo sempre teve e terá um papel preponderante. Read Less

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