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| Amantes dos Reis de França |
| Quinta, 19 Novembro 2009 01:48 | |||
![]() Autoras: Ana Cristina Pereira, Joana Almeida Troni Páginas: 334 Editor: Esfera dos Livros Na História de França o sexo e a sedução foram meios muitas vezes utilizados para atingir o poder. Se é verdade que sempre houve amantes dos reis, só a partir da dinastia de Valois, com Francisco I, as amantes começam a ganhar papel de destaque e a rivalizar com a figura da rainha legítima. Basta referir Diane de Poitiers que esteve sempre presente nos actos públicos da família régia, ou, uns anos antes, Odette de Champdivers, amante de Carlos VI, conhecida como a «petite reine». Foi com a dinastia de Bourbon que a figura da amante se institucionalizou e ganhou todo o seu esplendor. Henrique IV teve 14 amantes e 11 filhos ilegítimos, prometendo casamento a muitas delas. A sensual e inteligente Madame de Montespan era tratada, nos corredores da corte, como a verdadeira «Rainha de França» graças à influência que tinha sobre Luís XIV, rei que acabaria por casar com a última das suas amantes, Madame de Maintenon. O seu neto, Luís XV, perdeu-se de amor pelas irmãs Mailly, mas a sua mais célebre amante foi Madame Pompadour, uma das mulheres mais bonitas de Paris, sendo seguida por Madame du Barry, prostituta que se tornou a favorita oficial da corte de Versalhes, que acabou na guilhotina aquando da Revolução Francesa. Mas não só de amantes do sexo feminino se faz este livro. Para além de acusações de homossexualidade e de reis que se transvestiam, também algumas rainhas tiveram igualmente as suas aventuras amorosas, sendo a mais célebre a rainha Margot, Margarida de Valois, esposa de Henrique IV. Autoras: Ana Cristina Pereira nasceu em Lisboa em 1981. É licenciada em História e Mestre em História Moderna, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora do livro Princesas e Infantas de Portugal (1640-1736) (Colibri) e co-autora do livro Amantes dos Reis de Portugal (Esfera dos Livros). Joana Troni nasceu em Lisboa e é doutoranda da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Publicou recentemente a sua tese de mestrado Catarina de Bragança (1638-1705) (Colibri) e é também co-autora do livro Amantes dos Reis de Portugal (Esfera dos Livros).
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| Actualizado em Sexta, 08 Janeiro 2010 22:23 |
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| Re:Vendo ou troco (RaquelCollin) RaquelCollin 6.2.2012 23:19 |
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| Re:A Guarda Negra vibarao 6.2.2012 22:27 |
| Re:6 de Fevereiro - AnaisNin Paula_Belita 6.2.2012 22:20 |
Comentários
Muitas dessas mulheres eram de família nobre e pouco se importavam em deitar-se na cama do Rei de França desde que ela e sua família obtivessem muitos benefícios financeiros e de poder. Importante salientar que quase todas tinham entre 14 e 17 anos. Algumas permaneciam como amantes até por volta dos 30 anos. Muitas delas valiam-se da condição de amante do rei para ‘passar’ informações obtidas no leito de amor aos adversários dos reis e com isso obtinham lucros de ambos os lados.
Também é importante salientar que os reis por vezes tinham 2 ou 3 amantes em simultâneo, todas a viver em pleno e com luxo e regalias. Quando o rei se cansava de uma delas, ou quando surgia uma ‘nova’ amante, o rei tratava de arranjar o casamento da mesma com um de seus cavaleiros, todos nobres claro e que também iriam obter poder, status e dinheiro com o matrimónio; e pouco se importavam de ter como esposa a ex-amante do rei.
Algumas conformavam-se, casavam-se e eram felizes, outras rebelavam-se e causavam grandes problemas.
O livro é interessante e traz-nos muitas informações acerca do que se passava na corte francesa.
Uma perspectiva da história e da monarquia francesa em que a sedução e o sexo tiveram um papel determinante.
Familias usavam jovens para obter prestigio, poder e fortuna quando estas instrumentaliza das seduziam monarcas e rivalizavam com rainhas consortes. A própria rainha-mãe pedia às suas damas para iniciar um jovem monarca ou para o espiar como amantes. O matrimónio era um mero acordo politico para nobres e assunto de estado para reis. As abadias eram apenas um refugio para mulheres sem dote, mas com liberdade sexual. O clero assumia "favoritas" e descendentes.
O sexo sempre teve e terá um papel preponderante.
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