Participe nos nossos fantásticos passatempos e habilite-se a ganhar um exemplar do livro "Divergente". Para mais informações clique aqui.
| Anjos Perdidos em Terra Queimada - Verão |
| Sexta, 05 Agosto 2011 16:58 | |||
|
Autor: Mons Kallentoft É o verão mais quente de que os habitantes da província de Östergötland, no centro da Suécia, têm memória. A cidade de Linköping derrete com o calor e nas florestas os incêndios estão fora de controlo, tornando o ambiente sufocante. A inspectora Malin Fors é chamada ao parque municipal, onde uma adolescente foi encontrada nua e coberta de sangue. Quem telefonou a informar que a encontrariam ali? E afinal o que é que realmente lhe aconteceu? Enquanto a polícia se debate para dar resposta a estas perguntas, outra rapariga desaparece e uma descoberta arrepiante tem lugar numa praia fluvial nos arredores da cidade. Malin, que tem uma filha adolescente, teme pela sua segurança e, provavelmente, não está a exagerar. Anjos Perdidos em Terra Queimada é o segundo volume da excepcional tetralogia de Mons Kallentoft que tem na inspectora Malin Fors a principal personagem que os leitores começaram a conhecer em Sangue Vermelho em Campo de Neve. Nesta nova história somos transportados para um enredo perturbador onde os preconceitos sexuais, a desconfiança face aos imigrantes, os amores desesperados e o ódio acumulado ao longo dos anos dão origem a um arrepiante cenário de crime e mistério. Da mesma série no Segredo dos Livros: Serão publicados oportunamente os volumes referentes ao Outono e à Primavera. Autor:
|
Os nossos Passatempos têm o prestimoso contributo das Editoras que colaboram connosco.
Para ver os resultados dos passatempos mais recentes clique aqui.
| Re:Dividir pack Denise 21.5.2012 17:34 |
| Re:Destak da semana 14 a 20 clarinda 21.5.2012 17:16 |
| Re:Jojo Moyes clarinda 21.5.2012 17:14 |
| Re:Destak da semana 14 a 20 SaRy 21.5.2012 16:56 |
| Re:Destak da semana 14 a 20 livros lowcost 21.5.2012 16:51 |
Comentários
Foi absolutamente estranho imaginar uma Suécia num verão quente e abrasador de 40º, acho que isso faz com que nós, portugueses, tivéssemos derretido com um calor de 50º...
Depois de observar a Malin Fors como uma detective que analisou um caso que não interferia com o seu universo pessoal, neste livro já vemos a detective em pânico, o que nos dá mais emoção, que foi algo que faltou na primeira metade do livro, penso eu...
No entanto, estou absolutamente ansiosa para continuar a saga e ler o Segredo Oculto em Águas Turvas que anda aí pelas livrarias.
A minha avaliação: ****
Acho que o facto de ele tanto escrever na pessoa da Malin, como dos seus colegas inspectores, como do ponto de vista de quem morreu e do assassino, torna a leitura por vezes confusa.
Ao terminar este livro, fiquei com uma sensação agridoce. Se, por um lado, me interessou saber o porquê de acontecerem aqueles crimes e se teriam algo a ver um com o outro, por outro, quando chegou ao fim, acho que o autor poderia ter explicado melhor certas coisas.
O autor aborda dois temas complicados que aparecem no decorrer da investigação: homossexualidad e e xenofobia. Não fala de uma forma muito profunda, mas isto traz ao de cima os preconceitos que as pessoas têm em relação ao que é “diferente”.
As pessoas continuam a pagar pelo que fizeram de mau no passado e a teoria do vibrador é um pouco rebuscada.
Estes livros têm uma protagonista – Malin Fors – bastante complicada e cheia de incertezas a nível amoroso. Os colegas também têm os seus problemas pessoais e o autor dá-nos a conhecer um pouco de cada um deles.
Acho que o autor torna estes polícias mais credíveis, no sentido em que estas personagens não são nada perfeitas.
Em termos de tradução, encontrei uma falha no que respeita ao mês de que falam no livro, pois ele passa-se todo em Julho (em determinados capítulos vem indicação) e na página 134 escreveram “Junho”.
Este autor para mim é daqueles que se estranha, mas depois entranha. Fico a aguardar a saída do próximo volume, para saber mais sobre a vida de Malin Fors e dos seus colegas.
Malin Fors, a protagonista comum a esta saga, encontra-se agora sozinha: o seu marido Janne levou a filha Tove de férias. Ocorre então aquele que é o caso deste livro: uma rapariga nua, coberta de sangue aparece num parque. Possivelmente violada e agredida, devido ao choque, a rapariga não consegue expressar-se, informando apenas a polícia do seu nome: Josefin Davidsson. Por esta altura, e na cidade onde Malin cresceu, desaparece uma rapariga, de seu nome Theresa Eckeved. Estão os dois acontecimentos, de algum modo, relacionados? O que terá acontecido às raparigas?
Uma das maiores críticas a Kallentoft, no que diz respeito ao primeiro volume da sua tetralogia, foi a estrutura do livro, intercalando testemunhos em primeira mão do cadáver com o relato da investigação. Esta fórmula não se mantém na íntegra, até porque o leitor desconhece inicialmente o destino de Theresa. Esta não está necessariamente morta. Apesar destas nuances, estes registos, na minha opinião, quebram bastante a monotonia, podendo o leitor sentir na pele o papel de "presa" ou "predador". Sim, neste livro também há as narrações por parte do vilão, deixando antever um pouco do perfil psicológico extremamente perturbado da personagem.
Com um arranque relativamente lento, o autor coloca em perspectiva a vida de Malin Fors, fazendo com que a leitura deste Anjos Perdidos em Terra Queimada possa ser independente do 1º volume da tetralogia. São explorados os medos de uma mulher que, ainda na casa dos 30s, já passou por um casamento e praticamente é mãe solteira. E é este facto que se destaca na narrativa e faz com que o desconforto de Malin na investigação do caso seja extremamente credível. É que esta tem uma filha, sensivelmente da idade da vítima, o que faz com que a detective se envolva profundamente e expresse toda uma angústia ao leitor, de uma forma perfeitamente realista. Este autor, Mons Kallentoft, de sexo masculino, tem uma sensibilidade muito fina a escrever sobre temáticas de amor e de sexo.
Um enredo intrincado e complexo, relembrando os livros de Camilla Lackberg, na forma harmoniosa com que o autor sueco incorpora componentes de acção passada, como factores explicativos do presente.
Na minha honesta opinião, há apenas um aspecto nada credível, relacionado com acessórios sexuais (não que seja entendida no assunto, mas aquela teoria dos vibradores não convence ninguém!). Um outro ponto negativo, pertencente a um plano secundário e mais filosófico, prende-se com a incorporação de duas personagens suspeitas, dados os seus antecedentes criminais, Behzad Karami e Ali Shakbar. Estamos a falar, portanto, de um indivíduo de ascendência iraniana e outro árabe. O livro é de 2008, mas não deixou de fazer com que reflectisse num aspecto: estes pequenos pormenores poderão contribuir para o forte espírito nacionalista norueguês e potencializando o fenómeno de racismo num grau mais extremo. Atrevo-me a perguntar se terá sido esta mentalidade que poderá ter conduzido aos atentados de Anders Breivik. Polémico, não vos parece?
Um livro que, na minha modesta opinião, cativa mais do que Sangue Vermelho em Campo de Neve, cujo foco era o homicídio de um homem obeso. Neste livro, a temática choca-me mais (crimes com crianças ou até adolescentes), sendo que estes causam em mim uma maior angústia. Também se denotou uma evolução a nível de enredo por parte do autor que conseguiu arquitectar uma história bem mais complexa, apresentando um desenlace convincente e surpreendente.
Daí que recomendo vivamente este livro! Imprescindível aos adeptos de policiais nórdicos.
Subscreva o RSS dos comentários