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| Aqueles Dias em Lisboa |
| Terça, 13 Outubro 2009 10:31 | |||
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A história da busca de uma identidade e da busca do amor que começa com este encontro - quando Suzanne entrega à filha uma caixa com recordações da avó, não imagina a busca determinada que ela irá empreender para descobrir uma verdade que ela própria nunca quis conhecer. Quem foi esse homem misterioso que desapareceu em Lisboa em 1942, no turbilhão que assolava então a Europa, deixando grávida a mãe de Suzanne? Que história conta, afinal, esse quadro enigmático, "O Tesouro de Henriqueta", com que a jovem professora de pintura ocupava os longínquas tardes da sua gravidez em Cascais e que deixou como única herança à filha? Ao ler o diário da avó, Lucy, ajudada por Alex, empreende uma investigação que as levará da Escócia ao Havai, daí a Paris e finalmente a Lisboa, onde todos os enigmas e todos os corações poderão encontrar respostas. Encontrarão também o amor? Autora:
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| Actualizado em Sábado, 14 Novembro 2009 16:31 |
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Comentários
É um romance levezinho, sem grande desenvolvimento sobre um tema que daria “pano para mangas”: uma simples investigação caseira sobre a história familiar, assume contornos muito mais abrangentes, tornando-se num caso de âmbito internacional, envolvendo diversas entidades particulares e tendo como pano de fundo Lisboa, a cidade internacional, palco de espiões durante a II Guerra Mundial, e estendendo-se por diversas cidades europeias chegando mesmo até ao Havai.
Apesar de tudo isto, achei-o demasiado “aguado”. Bem, falta-lhe o suspense, o mistério não é bem aproveitado e o desenvolvimento da história parece não conseguir ultrapassar a vida daquelas três mulheres. Acabei por ficar um pouco desiludida, é verdade, mas não deixa de ser romance agradável, cuja leitura fácil o torna perfeito para uma leitura de esplanada nestes primeiros dias de Primavera.
Um livro que tem como cenário a nossa bela Lisboa parecia-me uma excelente leitura.
E não me enganei, pelo menos quanto à excelente leitura, quanto ao cenário... de Lisboa teve pouco.
Mas logo nas primeiras páginas fiquei embevecida e orgulhosa do nosso país:
"Nunca tive tanto calor e nunca vi cores assim. O sol brilha no céu, que é de um azul intenso que nunca vi. Olhar para um jardim com relvados verdes bem cuidados e flores de todas as cores imagináveis pode cegar uma pessoa. Pense no dourado de um narciso de abril, multiplique-o pelo vermelho mais profundo de qualquer rosa, intensifique a cor que obtiver e pode começar a imaginar Portugal. O perfume das flores está por toda a parte, transportado por uma ligeira brisa. O sol a incidir nos meus ombros ao mesmo tempo que faz resplandecer a água azul do mar é quase um experiência mística." (pág.59)
Mas voltando ao romance: as três mulheres envolvem-se na busca das origens de Suzanne com base em velhos papeis e recortes de jornal que a sua mãe lhe deixou e também um quadro... Nessa aventura acabam por encontrar não só o que procuravam, mas também uma razão para cada uma seguir em frente na vida.
Um romance escrito de forma calma, mas com uma boa dose de acção e mistério, o ideal para estes dias de chuva ;-)
No entanto, acho que a autora, com uma história tão boa, podia ter feito algo mais, sinto que falta alguma emoção, suspense... intriga mesmo.
Apesar de sentir que lhe falta algo mais, gostei deste livro.
A escritora não me pareceu que tivesse feito grande trabalho de pesquisa ou que estivesse muito empenhada em criar suspense ou emoção ao leitor.
Foi uma leitura previsivel e até aborrecida.
A partir desse dia vão encetar uma busca para descobrir quem foi o pai de Suzanne e qual a história por detrás do quadro que esta tem na sala - O tesouro de Henriqueta.
Eu gostei deste livro, acho que se lê bem e é sempre gratificante ler sobre o nosso País num livro estrangeiro...
Aqui fica uma passagem do livro para descrever Lisboa «...agora era uma metropole sofisticada com ruas largas e edificios de escritórios reluzantes, condutores incapazes e carros mal estacionados.» O que me ri com esta descrição...
Alterna entre o presente e o passado para descrever a mãe de Suzanne que vivia em Lisboa na época da 2ª Guerra Mundial, mas acho que só beneficia o livro para os leitores se inteirarem do que passou a mãe da Suzanne.
Este livro leva-nos da Escócia até Paris, Viena, Havai, passando pelo nosso País e conta com referências históricas na época da 2ª Guerra Mundial.
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