As cinco batalhas – A saga dos Otori Vol. 3

Autora: Lian Hearn
1ª Edição: Ago/2004 
Páginas: 288
Editora: Editorial Presença

O mundo que Lian Hearn criou em “A Saga dos Otori“, um Japão medieval imaginário, valeu-lhe – pela beleza depurada da escrita e dos cenários evocados, pela força impetuosa da narrativa, pelo fascínio das suas personagens – o prestigiado Prémio Peter Pan 2004. É a distinção literária sueca para escritores estrangeiros e foi atribuída ao primeiro volume desta trilogia – “A Tribo dos Mágicos“. No momento em que nos aproximamos das páginas finais desta obra, somos invadidos pelo anseio de conhecer os destinos dos protagonistas, mas também pela nostalgia de nos despedirmos definitivamente do seu convívio.

Sendo o mais intenso dos três livros, “As Cinco Batalhas” faz-nos penetrar mais profundamente neste universo de uma beleza tumultuada, enredado nas complexas teias de intrigas, traições e lealdades, de ódios insanos e amores abissais, de forças ocultas e mistérios insondáveis, de batalhas sangrentas e vinganças há muito desejadas. Takeo e Kaede lutam por cumprir as missões a que se sentem destinados, mas todos, ou quase todos, parecem conspirar contra eles. Poderão os dois jovens ter esperança num tempo futuro de prosperidade e amor? O que mais desejam é poder ouvir o som melodioso e raro do houou, o pássaro sagrado da lenda, ecoando, livre, nos céus dos Três Países finalmente apaziguados. Poético e profundo, o reino dos Otori reúne um portentoso misto de ecos literários – do drama shakespeareano, à lenda arturiana e à magia das histórias de samurais – que o torna absolutamente inesquecível.

 

Autora:
Lian Hearn é o pseudónimo da autora de livros infantis Gillian Rubinstein. Nascida na Grã-Bretanha, estudou em Oxford e actualmente reside na Austrália. Desde muito nova que se sentiu atraída pela história e cultura nipónicas, o que a levou ao Japão, para as contactar directamente e também para aprender japonês. A mundialmente aclamada Saga dos Otori nasceu desse fascínio e de um invulgar talento para a escrita. Com os direitos de tradução adquiridos por mais de 40 países, os volumes que a compõem já venderam cerca de 4 milhões de exemplares em todo o mundo.

2 comentários
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Comentários

  • sofia

    Julho 17, 2011 às 18:24
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    Mais uma vez, mergulhamos num Japão feudal, onde a vida humana pouco ou nenhum valor tem. As intrigas e as lutas pelo poder continuam, enquanto os dois jovens Takeo e Kaede tentam viver o seu grande amor e, ao mesmo tempo, conseguir a paz para os três países. Neste volume "presenciámos", logo no início, o casamento para, de seguida, assistirmos a uma dolorosa separação. Claro que no final tudo acaba bem e a paz chega finalmente aos três países, assim como o canto do pássaro sagrado houou.Gostei muito e foi um excelente final para esta trilogia, embora já saiba que […] Ler Mais...Mais uma vez, mergulhamos num Japão feudal, onde a vida humana pouco ou nenhum valor tem. As intrigas e as lutas pelo poder continuam, enquanto os dois jovens Takeo e Kaede tentam viver o seu grande amor e, ao mesmo tempo, conseguir a paz para os três países. Neste volume "presenciámos", logo no início, o casamento para, de seguida, assistirmos a uma dolorosa separação. Claro que no final tudo acaba bem e a paz chega finalmente aos três países, assim como o canto do pássaro sagrado houou.Gostei muito e foi um excelente final para esta trilogia, embora já saiba que a autora decidiu, mais tarde, fazer uma sequela que estou curiosa para ler. Read Less

  • Fátima Rodrigues

    Dezembro 15, 2008 às 12:42
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    Este livro não me cativou. A história começa a estar muito "batida" e as descrições das batalhas a serem demasiado longas e descritivas para quem não é muito fã do género. Para mim, o livro tem muito interesse na sua primeira e na última parte, todo o restante é um sacrifício. O romance de Takeo e Kaede é desenvolvido nestas duas partes que mais me agradaram, surgindo um amor forte, mas atribulado pelos tempos difíceis que se vivem, por vezes fome, conflitos, mortes, mas um amor destes resiste e torna-se mais forte com a adversidade, o que fica bem ilustrado […] Ler Mais...Este livro não me cativou. A história começa a estar muito "batida" e as descrições das batalhas a serem demasiado longas e descritivas para quem não é muito fã do género. Para mim, o livro tem muito interesse na sua primeira e na última parte, todo o restante é um sacrifício. O romance de Takeo e Kaede é desenvolvido nestas duas partes que mais me agradaram, surgindo um amor forte, mas atribulado pelos tempos difíceis que se vivem, por vezes fome, conflitos, mortes, mas um amor destes resiste e torna-se mais forte com a adversidade, o que fica bem ilustrado no terceiro terço do livro. Read Less

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