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| As Filhas do Assassino |
| Quinta, 17 Junho 2010 13:21 | |||
![]() Autora: Randy Susan Meyers Edição: Mai/2010 Páginas: 368 Editora: Bizâncio A infância de Lulu e de Merry nunca fora ideal, mas na véspera da comemoração do 10.º aniversário de Lulu, o pai transforma-lhes a vida num pesadelo. Lulu estava avisada de que não deveria deixar o pai entrar em casa, mas quando este bate à porta, embriagado, não consegue ignorá-lo. O pai entra à força e Lulu percebe, horrorizada, que está a agredir a mãe. Corre a pedir ajuda e, de regresso, descobre que o pai assassinou a mãe, apunhalou Merry, a irmã de 5 anos, e em vão tentou suicidar-se. Durante trinta anos, as irmãs tentam perceber o que lhes aconteceu. O pai encarcerado é um espectro nas suas vidas, uma sombra que pesa em todas as opções que fazem. Uma finge que ele está morto, a outra sente-se compelida — por medo, por obrigação — a manter contacto com ele. Ambas têm pavor do dia em que lhe for concedida a liberdade condicional. «É impossível não nos comovermos... Uma história de esperança e de coragem.» Publishers Weekly Autora: O ambiente sombrio do romance de estreia de Susan Randy Meyers foi inspirado pelos anos de trabalho com agressores, vítimas de violência doméstica e jovens em risco, motivado pela violência familiar. Em Brooklyn, onde Randy nasceu e cresceu, a biblioteca local estava suficientemente perto para a visitar diariamente e por lá andou, a partir do momento em que descobriu o caminho. De muitas maneiras, ela cresceu com os livros. Alguns marcaram-na para o horror. A leitura de In Cold Blood numa tão tenra idade, fez com ela nunca mais fosse capaz de ficar sozinho numa casa de campo. Outros, como Heidi de Johanna Spyri, fizeram crescer ainda mais a adoração pelo seu avô. Alguns ensinaram-lhe a ter fé no futuro. Uma árvore cresce em Brooklyn por Betty Smith passou a ser a sua única bíblia, o seu talismã pessoal de esperança. Cada vez que o lia, ela se impressionava de novo com o modo como o autor sabia tanto e se atreveu a escrevê-lo. Randy vive em Boston com o marido e é mãe de duas filhas crescidas. Ensina a escrever seminários no Grub Street Writers' Center, em Boston. Consulte o Site da autora aqui.
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| Actualizado em Quinta, 26 Agosto 2010 11:38 |
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| Re:Coleção Triângulo Jota toiota 8.2.2012 14:40 |
Comentários
Pessoalmente não teria tido a coragem de Merry, continuar a ver um pai que tanto mal lhe fez, mas nunca se sabe as voltas que o mundo dá, nem a coragem que se vai buscar. Às vezes, nem nós sabemos bem onde.
Recomendo vivamente este livro.
Este é um caso similar a outros, infelizmente, onde Randy Meyers vai construindo a história que se inicia na década de 70 quando, frente das filhas ainda crianças, o pai assassina a mãe e tenta também matar outra filha, Merry, a mais nova, mas que apenas a fere e o que lhe confere um internamento de algum tempo no hospital, ficando marcada por cicatrizes físicas e pior ainda, as psicológicas cravadas no seu pensamento, e, após a tentativa, o pai tenta o seu suicídio, enquanto a outra filha consegue a fuga para chamar ajuda.
Merry e Lulu, sem mãe e com o seu pai preso, crescem com pesadelo daquele dia que lhes assombra as vidas, mas, com o passar dos tempos, uma delas tenta perdoar o pai, enquanto a outra é dominada pelo sentimento de ódio.
A autora consegue colocar-nos, a nós leitores, em mente o dilema existente entre o perdoar e o não perdoar, entre o amor paternal e a mágoa da causa da perda da sua mãe de uma forma tão brutal.
Foi uma leitura fácil, em que nos podemos integrar e viver de uma forma a que se torna perturbadora e tocante em determinados momentos mais sensíveis, mas que me agradou imenso. Muito bom este livro.
A história de um homem que mata a mulher, fere uma das filhas e tenta matar-se a si próprio. A outra filha consegue fugir para chamar alguém.
Este acontecimento marcará a vida destes três personagens. O livro é contado pela perspectiva das duas filhas, Merry e Lulu.
Divide-se em 3 partes principais: a primeira, aquando dos primeiros anos depois deste acontecimento, quem tomou conta delas e como cresceram; a segunda, numa fase mais intermédia em que já estavam na casa dos 20; depois a parte final, em que estão na casa dos 30/40 anos.
Como é que duas miúdas conseguem entender o porquê do pai delas ter morto a mãe, o que esse facto provocou nelas, como se moldou às suas personalidades, o que as outras pessoas viam quando olhavam para elas e sabiam a história… isto tudo são questões que vão sendo respondidas.
E que, sinceramente, no contexto sócio-económico e cultural se vê nos dias de hoje, é uma realidade com que nos deparamos frequentemente.
É como a autora nos relata na parte dos Agradecimentos: “…oxalá esta história fosse um romance de ficção e não um romance realista. Durante dez anos, trabalhei com homens que, como o pai de Merry e de Lulu, destruíram as suas famílias – homens que não eram monstros, mas que cometeram atrocidades.”
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