As Ideias Políticas e Sociais de Jesus Cristo

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Autor: Diogo Freitas do Amaral
Género: Estudos bíblicos
Edição: Nov/2019
Páginas: 96
ISBN: 9789722538626
Editora: Bertrand

 

 

 

Neste breve mas claríssimo ensaio, o autor, católico praticante de uma vida, Professor de Direito e autor de manuais sobre pensamento político do Ocidente, analisa as mensagens políticas e sociais de Jesus Cristo apresentadas nos quatro evangelhos que formam o Novo Testamento, no seu contexto histórico, e reflete sobre a sua continuada pertinência nos nossos dias.

«Não tenho credenciais para escrever sobre problemas teológicos, exegéticos ou hermenêuticos. Mas, tendo redigido, ao longo de vários anos de estudo e reflexão, uma História do Pensamento Político Ocidental, gostaria de aplicar os métodos que utilizei nesse trabalho ao estudo e comentário das ideias políticas, económicas e sociais de Jesus Cristo. (…) Penso que este breve opúsculo poderá ter uma dupla utilidade: para os cristãos, chamar de novo a sua atenção para o facto de que, como Jesus avisou, "nem todo aquele que diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino do céu. Só aí entrará quem ouve [as] minhas palavras e as põe em prática" (Mateus 7, 21 e 24); para os não cristãos, para os que seguem outras religiões e para os não crentes, sublinhar que Jesus Cristo não tinha a intenção de pregar aos convertidos, mas sim aos que se sentiam perdidos ou incompletos na sua vida (…). Mesmo que não acreditem na divindade de Jesus, sei que há muitos agnósticos e ateus que reconhecem como excecionalmente boas as suas ideias políticas e, sobretudo, as sociais e que em larga medida as seguem.» (da Introdução)

Deste autor no Segredo dos Livros:
Memórias Políticas III (1982-2017)
Da Lusitânia a Portugal - Dois mil anos de história

Autor:

Diogo Freitas do Amaral foi uma figura nacional, reconhecido professor de Direito, político e escritor. Nascido na Póvoa de Varzim, de família vimaranense, em 21 de Julho de 1941, doutorou-se em 1967 e ascendeu a catedrático em 1984. Como fundador e primeiro presidente do CDS, foi um dos líderes dos quatro principais partidos políticos da Democracia portuguesa, em 1974 e nos anos seguintes. Foi conselheiro de Estado, Vice-Primeiro-Ministro, Primeiro-Ministro interino, Ministro dos Negócios Estrangeiros (2 vezes) e Ministro da Defesa Nacional. No plano internacional, foi presidente da UEDC – União Europeia das Democracias Cristãs (1981-83) e presidente da Assembleia Geral da ONU (1995-96). De regresso a Portugal, foi cofundador e primeiro diretor da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
Diogo Freitas do Amaral faleceu a 3 de outubro de 2019, e o País homenageou-o com honras militares, num reconhecimento sentido a um dos pais da Democracia portuguesa.

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2019-12-29 19:47
Este "breve opúsculo", como o autor avisa na introdução, é um breve "mas claríssimo ensaio" sobre a pessoa de Jesus Cristo. Na mesma introdução, avisa, para que não haja dúvidas, que é católico, que acredita na dimensão divina de Jesus Cristo, mas iria centrar a análise na pessoa humana que veio trazer aos homens do seu tempo uma mensagem completamente nova, que perdurou no tempo e caracteriza a chamada civilização ocidental. É, por isso, um livro destinado a todos os leitores, cristãos ou "não cristãos, para os que seguem outras religiões e para os não crentes", inclusive os que se dizem ateus.

Como o título indica, este pequeno ensaio procura mostrar quais eram "as ideias políticas e sociais de Jesus Cristo". Depois da breve introdução a que já fiz referência, apresenta um prólogo em que situa a pessoa de Jesus no seu tempo: a história e os preceitos da religião professada pela sua família, o estado de submissão da sua terra aos conquistadores Romanos e como funcionava o Império Romano, e como a sociedade da época funcionava, especialmente em matéria de política e de organização social. Seguidamente, desenvolve o tema a que se propôs em dois capítulos, terminando com uma conclusão, ao jeito de sumário final.

No capítulo dedicado às ideias políticas, demonstra, recorrendo a passagens dos evangelhos, que Jesus não ambicionava ser um líder político, como os seus seguidores imaginavam e afirmou por diversas vezes que o seu reino não era deste mundo, que se desse a César o que era de César e a Deus o que era de Deus; denunciou os corruptos e os que ambicionavam o poder pelo poder. Mas foi na matéria social que o seu pensamento foi verdadeiramente radical, ao defender, pela primeira vez na História, os direitos dos pobres, dos perseguidos, dos simples e humildes, e ao louvar os que sabem repartir com quem tem pouco ou nada, os que não vivem escravizados aos bens materiais. Poderíamos interrogar-nos se teríamos hoje uma sociedade sem escravatura, um Serviço Nacional de Saúde, uma Declaração dos Direitos do Homem, Instituições de Solidariedade Social, voluntariado em favor dos pobres, dos doentes, dos sem-abrigo, etc., se não tivesse aparecido na Palestina há dois mil anos um pregador com ideias inovadoras e se essas ideias não tivessem sido difundidas pelos seus continuadores, que as espalharam pelo Ocidente e, a partir deste, pelo resto do Mundo.

Escrito numa linguagem simples e clara, quase ao jeito de testemunho, mas com suporte científico, este pequeno opúsculo destina-se a todas as pessoas de boa vontade, quaisquer que sejam as suas opiniões ou crenças. Lê-se em meia-hora, mas deve reler-se e meditar-se com vagar e espírito aberto. Cristãos ou não cristãos, crentes ou ateus, todos podem ser seguidores deste Jesus Cristo, que não queria ser um líder, mas lidera as mais profundas aspirações dos seres humanos.
 

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Uma Pequena Palavra...

"Acredito que, assim como na nossa vida se vão sucedendo acontecimentos de todo o tipo, também na literatura se sucedem esses acontecimentos, que são expressão do que sentimos e pensamos: a criação é a forma que temos de colocar cá fora as nossas esperanças, as nossas certezas, dúvidas, as nossas ideias."
José Saramago in A Estátua e a Pedra