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| As Meninas dos Chocolates |
| Terça, 15 Novembro 2011 01:45 | |||
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Autora: Annie Murray Edie, Ruby e Janet são amigas e dedicam-se a fazer chocolates na famosa fábrica Cadbury, em Inglaterra. As suas vidas poderiam ser de sonho, não fossem as atribulações familiares e a eclosão da Segunda Guerra Mundial. E há também Janet - inteligente, bondosa e atraída pelos homens errados. Profundamente magoada pela sua última relação amorosa, Janet está convencida de que nunca mais se apaixonará. Mas David, a criança que Edie acolhe, conquista o coração de todos. E quando tem idade suficiente para questionar a sua verdadeira identidade, David vai novamente transformar as suas vidas e proporcionar-lhes algo com que nunca sonharam … Três mulheres cujas vidas são marcadas pela amizade, a guerra e o amor por uma criança.
Autora:
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| Actualizado em Quinta, 17 Novembro 2011 17:05 |
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| Re:Jojo Moyes clarinda 21.5.2012 17:14 |
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Romance sobre a forte relação de amizade entre três jovens mulheres de Birmingham, num período marcado pela segunda guerra mundial (entre 1939 e 1959). Mulheres com passado e personalidades muito diferentes que se entreajudam e apoiam num período crucial da história, onde as circunstâncias e escolhas definem os seus percurso de vida.
Apesar das suas quase 500 páginas, é um romance que se lê rapidamente e sem esforço, porque a narrativa é leve e explora essencialmente as vivências das personagens e os seus sentimentos. De referir que os chocolates e a fábrica Cadbury são uma promessa quase ausente, se considerarmos o título do livro que, no texto, nem uma página ocupa, apesar da adaptação da fábrica no esforço de guerra e subsistência.
A devastação e o sofrimento que esta guerra causou, são sentidos e compreendidos no último capítulo.
Janet, Ruby e Edie são três mulheres que têm que suportar em conjunto o horror da guerra e fazer com que cada dia valha a pena. Cada uma tem os seus grandes dramas que as poderiam fazer definhar e desistir de lutar por algo melhor, ainda por cima num tempo de guerra em que o desespero impera, para onde quer que se virem. No entanto, isso não acontece. A amizade que têm umas pelas outras e a sua força enquanto mulheres levam-nas a seguir sempre em frente e a procurar a melhor maneira de serem felizes com aquilo que conseguem arranjar.
Apesar de a história ser sobre as três amigas, a verdade é que Edie é aquela a que mais importância é dada durante a narrativa. Então, a partir do momento em que acolhe David, um bebé órfão, ainda mais as coisas vão girar à sua volta.
A história tem várias reviravoltas, de que não estamos propriamente à espera e, além das componentes amor e amizade, de que já falei, este livro mostra-nos também a viagem destas personagens até ao estado de aceitação daquilo que a vida nos traz, bom e mau. E acho que uma coisa muito interessante de se ver é o desenvolvimento destas raparigas em mulheres feitas.
Não posso deixar de referir as personagens secundárias, que estão bastante bem conseguidas. Especialmente a mãe de Janet é uma das personagens mais fascinantes que encontrei, se bem que a mãe de Ruby também não lhe fique nada atrás! É um livro que também ganha pelo leque de personagens tão diferentes, mas que se complementam tão bem na história.
Um livro que, sem dúvidas, recomendo.
Por tudo isso e para quem gosta de romance, recomendo a leitura deste livro.
Edie vai casar apenas com dezanove anos. Sonha sair de casa, onde mantém uma relação difícil e fria com a sua mãe, vai morar com o marido e constituir família. O único senão do casamento é que terá que abandonar o seu trabalho e, consequentement e, afastar-se da sua amiga Ruby. No entanto, Edie não contava ficar viúva tão cedo e ainda perder o bebé que trazia no ventre. Terá de enfrentar sozinha, as dificuldades da Guerra?
Ruby é divertida e, apesar de tratar da casa e dos seus irmãos, pois a sua mãe, desde que enviuvou, parece viver noutra realidade, não deixa de sonhar em casar e ser feliz. Mas o seu casamento não lhe trará a felicidade que imaginava e a Guerra traz consigo muitas mortes. Ruby vê o destino passar-lhe ao lado quando conhece um soldado americano e engravida. Depois de não ter notícias durante muito tempo, consegue descobrir que ele morreu. Conseguirá ela ser feliz na América?
Janet vive com a mãe, Francês, e as duas têm uma relação perfeita. Janet, depois de perceber que se envolveu com o homem errado, recua e fica sem saber o que fazer à sua vida. Apaixona-se, mas terá de esperar muito tempo para saber que é correspondida e só será verdadeiramente feliz do outro lado do mundo.
Quando Edie começa a fazer voluntariado e lhe deitam nas mãos um pequeno bebé, ela sabe que a sua vida mudará para sempre. O pequeno David enche Edie de prazer e, à medida que os anos passam, vai incluir a vida destas três mulheres. Até que se começa a questionar e a descobrir o seu verdadeiro Eu, partindo numa viagem sem regresso.
Nessa viagem ao passado, David envolve a mãe nesta história de auto-descoberta e, desta forma, também ela acabará por ser feliz.
Uma história envolvente, a meu ver com muitos aspectos pouco previsíveis, o que, por si só, é já uma vantagem. A história é vivida no ambiente dramático da Segunda Grande Guerra, mas valorizando mais as pequenas histórias que os personagens vão vivendo e menos o ambiente doloroso e sofredor da Guerra.
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