As Meninas dos Chocolates

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Autora: Annie Murray
Edição: Out/2011
Páginas: 496
ISBN: 9789892316130
Editora: ASA

 


Edie, Ruby e Janet são amigas e dedicam-se a fazer chocolates na famosa fábrica Cadbury, em Inglaterra. As suas vidas poderiam ser de sonho, não fossem as atribulações familiares e a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Edie casa muito jovem. A sua fé no futuro é ilimitada mas o destino tem outros planos para ela. Com apenas dezanove anos, Edie enfrenta a guerra sozinha e tomada pela dor após a perda do marido e do filho. Até que uma noite, durante um bombardeamento, uma criança abandonada é deixada ao seu cuidado…

Entretanto, a sua jovial amiga Ruby, apesar do medo de ficar solteirona, acaba por se casar com Frank, desconhecendo o seu carácter temperamental.
E há também Janet - inteligente, bondosa e atraída pelos homens errados. Profundamente magoada pela sua última relação amorosa, Janet está convencida de que nunca mais se apaixonará.
Mas David, a criança que Edie acolhe, conquista o coração de todos. E quando tem idade suficiente para questionar a sua verdadeira identidade, David vai novamente transformar as suas vidas e proporcionar-lhes algo com que nunca sonharam …
Três mulheres cujas vidas são marcadas pela amizade, a guerra e o amor por uma criança.

 

Autora:

Annie Murray nasceu no Berkshire, em Inglaterra, e estudou Inglês no St. John’s College, em Oxford. Em 1991, ganhou o She/Granada TV Short Story Competition e, em 1995, o seu primeiro romance, Birmingham Rose, entrou directamente para as listas de bestsellers.
Tem quatro filhos e vive actualmente em Reading.

Saiba mais sobre a autora e a sua obra em www.anniemurray.co.uk

Comentários  

 
#5 Sónia 2012-07-02 14:57
Livros cuja acção decorre no tempo da Guerra sempre me atraíram e este, apesar das suas 500 páginas, não fugiu à regra.

Com uma escrita fluída e simples, narra as relações de amizade entre três mulheres fortes, embora diferentes, num período bastante conturbado.

Apesar do título remeter para chocolates e, no decorrer da acção várias vezes ser referida a fábrica Cadbury, esses pormenores são secundados pelas relações humanas e de amizade que tornam o ambiente e efeito da Guerra menos visíveis.

Recomendo tanto como leitura para desanuviar, como para tomar conhecimento duma realidade que, ainda nos dias de hoje, ainda é bem presente. Curiosamente, o livro tem essa dupla função.
 
 
+1 #4 Helena 2012-03-31 22:12
Esteticamente apelativo, este livro proporciona momentos de dispersão numa leitura agradável, mas não correspondeu às minhas expectativas.

Romance sobre a forte relação de amizade entre três jovens mulheres de Birmingham, num período marcado pela segunda guerra mundial (entre 1939 e 1959). Mulheres com passado e personalidades muito diferentes que se entreajudam e apoiam num período crucial da história, onde as circunstâncias e escolhas definem os seus percurso de vida.

Apesar das suas quase 500 páginas, é um romance que se lê rapidamente e sem esforço, porque a narrativa é leve e explora essencialmente as vivências das personagens e os seus sentimentos. De referir que os chocolates e a fábrica Cadbury são uma promessa quase ausente, se considerarmos o título do livro que, no texto, nem uma página ocupa, apesar da adaptação da fábrica no esforço de guerra e subsistência.
A devastação e o sofrimento que esta guerra causou, são sentidos e compreendidos no último capítulo.
 
 
+2 #3 Joana Cardoso 2012-02-13 11:04
Um livro com uma grande componente de amor e amizade. É assim que essencialmente o vejo.

Janet, Ruby e Edie são três mulheres que têm que suportar em conjunto o horror da guerra e fazer com que cada dia valha a pena. Cada uma tem os seus grandes dramas que as poderiam fazer definhar e desistir de lutar por algo melhor, ainda por cima num tempo de guerra em que o desespero impera, para onde quer que se virem. No entanto, isso não acontece. A amizade que têm umas pelas outras e a sua força enquanto mulheres levam-nas a seguir sempre em frente e a procurar a melhor maneira de serem felizes com aquilo que conseguem arranjar.

Apesar de a história ser sobre as três amigas, a verdade é que Edie é aquela a que mais importância é dada durante a narrativa. Então, a partir do momento em que acolhe David, um bebé órfão, ainda mais as coisas vão girar à sua volta.

A história tem várias reviravoltas, de que não estamos propriamente à espera e, além das componentes amor e amizade, de que já falei, este livro mostra-nos também a viagem destas personagens até ao estado de aceitação daquilo que a vida nos traz, bom e mau. E acho que uma coisa muito interessante de se ver é o desenvolvimento destas raparigas em mulheres feitas.

Não posso deixar de referir as personagens secundárias, que estão bastante bem conseguidas. Especialmente a mãe de Janet é uma das personagens mais fascinantes que encontrei, se bem que a mãe de Ruby também não lhe fique nada atrás! É um livro que também ganha pelo leque de personagens tão diferentes, mas que se complementam tão bem na história.

Um livro que, sem dúvidas, recomendo.
 
 
+3 #2 carla manuela faria duque calcado 2012-01-15 18:23
Quando li a sinopse deste livro, pensei que o teria que ler, pois agradou-me imenso e, realmente, posso dizer que não estava enganada. A história começa no início da segunda guerra mundial, prolongando-se para lá do seu término. Mas engana-se quem pensa que este tema é valorizado no livro. Aliás, as descrições de cenários de guerra praticamente não existem. Conta, isso sim, a história de três amigas, mulheres fortes, que procuram a felicidade, vindo a encontrá-la no sítio e na altura que menos esperam. A história flui rapidamente, tratando-se de um livro de leitura fácil que começamos a ler e não apetece parar.
Por tudo isso e para quem gosta de romance, recomendo a leitura deste livro.
 
 
-2 #1 Vera Neves 2012-01-05 17:18
O livro centra a sua história no antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial e entrelaça a vida de Edie, Ruby e Janet de uma forma doce e meiga, tal como os chocolates da fábrica onde trabalham.
Edie vai casar apenas com dezanove anos. Sonha sair de casa, onde mantém uma relação difícil e fria com a sua mãe, vai morar com o marido e constituir família. O único senão do casamento é que terá que abandonar o seu trabalho e, consequentement e, afastar-se da sua amiga Ruby. No entanto, Edie não contava ficar viúva tão cedo e ainda perder o bebé que trazia no ventre. Terá de enfrentar sozinha, as dificuldades da Guerra?
Ruby é divertida e, apesar de tratar da casa e dos seus irmãos, pois a sua mãe, desde que enviuvou, parece viver noutra realidade, não deixa de sonhar em casar e ser feliz. Mas o seu casamento não lhe trará a felicidade que imaginava e a Guerra traz consigo muitas mortes. Ruby vê o destino passar-lhe ao lado quando conhece um soldado americano e engravida. Depois de não ter notícias durante muito tempo, consegue descobrir que ele morreu. Conseguirá ela ser feliz na América?
Janet vive com a mãe, Francês, e as duas têm uma relação perfeita. Janet, depois de perceber que se envolveu com o homem errado, recua e fica sem saber o que fazer à sua vida. Apaixona-se, mas terá de esperar muito tempo para saber que é correspondida e só será verdadeiramente feliz do outro lado do mundo.
Quando Edie começa a fazer voluntariado e lhe deitam nas mãos um pequeno bebé, ela sabe que a sua vida mudará para sempre. O pequeno David enche Edie de prazer e, à medida que os anos passam, vai incluir a vida destas três mulheres. Até que se começa a questionar e a descobrir o seu verdadeiro Eu, partindo numa viagem sem regresso.
Nessa viagem ao passado, David envolve a mãe nesta história de auto-descoberta e, desta forma, também ela acabará por ser feliz.
Uma história envolvente, a meu ver com muitos aspectos pouco previsíveis, o que, por si só, é já uma vantagem. A história é vivida no ambiente dramático da Segunda Grande Guerra, mas valorizando mais as pequenas histórias que os personagens vão vivendo e menos o ambiente doloroso e sofredor da Guerra.
 

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