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| As Onze Palavras |
| Segunda, 15 Novembro 2010 01:02 | |||
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Autor: Kevin Hall As palavras são os instrumentos que usamos para construir as nossas vidas. É através delas que estabelecemos relações, gerimos sentimentos, exprimimos opiniões e reconfortamos aqueles que amamos. Contudo, se usarmos as palavras erradas (ainda que inconscientemente), podemos criar situações indesejadas, ferir sentimentos e até destruir relacionamentos. Autor:
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| Re:Dividir pack Denise 21.5.2012 17:43 |
| Re:Dividir pack Ana_Pereira 21.5.2012 17:39 |
| Re:Dividir pack Denise 21.5.2012 17:34 |
| Re:Destak da semana 14 a 20 clarinda 21.5.2012 17:16 |
| Re:Jojo Moyes clarinda 21.5.2012 17:14 |
Comentários
O autor apresenta-nos neste livro as onze palavras que nos conduzirão à realização pessoal e, em última instância à felicidade, se as pusermos em prática na nossa vida. E não digamos que são uma utopia, que são impraticáveis, porque todos conhecemos pessoas que são os modelos vivos de pelo menos uma dessas palavras. A palavra central é “humildade”. Humilde não é aquele que se anula, que se resigna a uma vida menor, que se deixa ultrapassar pelos outros. Humilde é aquele que sabe ouvir, que não se envaidece com os seus êxitos, mas está disponível para aprender coisas novas todos os dias, que ganha experiência com a experiência dos outros e segue o seu caminho com os olhos postos no alto.
Nos últimos tempos, a chamada literatura de desenvolvimento pessoal sofreu um incremento muito grande e hoje o que não faltam são gurus que se propõem com os seus ensinamentos conduzir os ouvintes das suas palestras e os leitores dos seus livros a atingir a felicidade. E a verdade é que têm êxito nos seus propósitos e conseguem bons resultados para si e para os outros. Mas o que levou a nossa sociedade a esta situação? A meu ver, a causa está da perda dos valores tradicionais, no desenraizamento , no fim do individualismo, no materialismo, na descrença na dimensão espiritual do ser humano. O homem “matou” Deus na sua vida, mas foi forçado a criar novos deuses para o guiarem. Só assim se explica a epidemia de cartomantes, videntes, guias espirituais, mestres orientais, o renascer do culto dos druidas, o êxito da literatura fantástica, o fascínio pelas sociedades secretas, a proliferação de drogas alucinogéneas, etc.
O incremento da literatura de desenvolvimento pessoal insere-se neste cenário e é, para muita gente, uma das últimas hipóteses de tentar um novo rumo para a sua vida. A prática dos métodos propostos nestes livros é, com certeza, muito mais sadia e elevada do que outras das que atrás aflorei. No caso concreto deste livro, achei que apresenta uma teoria muito bem construída, com um projecto de vida coerente e capaz de ajudar muitas pessoas.
Termino com a reprodução de uma frase de Oscar Wilde, citada quase no final do livro: “Sê tu mesmo. Todos os outros já estão ocupados”. Talvez que o grande mal da nossa sociedade seja, de facto, a falta de autenticidade; todos queremos imitar os outros e invejamos ser como eles, quando o importante é descobrirmos as nossas capacidades e termos a força de as pôr ao serviço de nós próprios e daqueles que nos rodeiam.
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