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As Quatro Últimas Coisas
Sexta, 02 Setembro 2011 13:59

Autor: Paul Hoffman
Edição: Set/2011
Páginas: 360
ISBN: 5601023946747
Editora: Porto Editora

De regresso ao Santuário dos Redentores, Thomas Cale parece aceitar o papel que lhe é atribuído: o destino escolheu-o como o Braço Esquerdo de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está agora ao seu alcance; o terrível zelo e domínio militar dos Redentores é uma arma nas suas mãos e ele está pronto para cumprir o objetivo supremo da Única e Verdadeira Fé – a destruição da Humanidade.

Mas talvez o sombrio poder dos Redentores sobre Cale não seja suficiente – ele vai do amor ao ódio num abrir e fechar de olhos, da bondade à mais brutal violência num segundo. A aniquilação que os Redentores procuram pode estar nas mãos de Cale – mas a sua alma é muito mais estranha do que alguma vez poderão imaginar…

Primeiras páginas: aqui

Consulte o 1º Volume da série no Segredo dos Livros:
O Braço Esquerdo de Deus

Autor:
Escritor e argumentista britânico, Paul Hoffman colaborou durante algum tempo com o organismo responsável pela classificação de filmes no Reino Unido. Escreveu o argumento de três filmes, em coautoria, e trabalhou, entre outros, com Francis Ford Coppola.
O seu primeiro romance, The Wisdom of Crocodiles, deu origem a um filme protagonizado por Jude Law e Timothy Spall. Seguiu-se The Golden Age of Censorship, uma comédia negra publicada em 2007.
No catálogo da Porto Editora figura já O Braço Esquerdo de Deus, o primeiro volume da trilogia que agora continua com As Quatro Últimas Coisas.

Página oficial da trilogia: www.lefthandofgodtrilogy.com
E a página portuguesa aqui.

Veja também o booktrailer em português:

Actualizado em Segunda, 19 Março 2012 16:03
 

Comentários  

 
0 #4 Inês Santos 24-01-2012 19:17
As expectativas costumam ser altas, principalmente depois de o primeiro volume nos surpreender tanto. As Quatro Últimas Coisas foi um livro que nem me desiludiu nem me surpreendeu. Penso que ele apenas me satisfez a curiosidade, mas não me deixou tão deslumbrada como o primeiro.
Aqui os amigos de Cale têm um protagonismo muito maior. Adorei principalmente as partes com o Kleist! O que eu me ri com a sua relação com a rapariga e os restantes familiares.
Cale, por sua vez, pareceu-me um pouco mais apagado, mais violento também, mostrando uma personalidade muito mais crua e que não apela em nada à nossa simpatia ou compreensão. De qualquer forma, gostei de reler sobre o seu intelecto e sobre a sua força, principalmente as suas tácticas e estratégias de guerra.
Uma cena que me fez dar gargalhadas e fixei, foi quando fazem uma determinada descoberta sobre o papa defunto e sobre as marteladas! Ahahah muito bom, que espectáculo. Apanha-nos completamente desprevenidos...
Outra cena, foi o tratamento feminino que o amigo de Cale recebeu. Não gostei muito da imagem que aquelas raparigas representam, mas, no contexto da história, foi um óptimo "aditivo" que nos faz rir mais um pouco.
A escrita de Paul Hoffman continua a ser bastante original e cativante, com a sua montanha-russa de amor, ódio e humor. O mistério e as surpresas também tornam tudo mais viciante.
Em relação à capa, gosto muito mais desta. Aquelas asas subtis só se fizeram ver quando estava a meio e já nem sei porque é que me foquei no desenho.
Resumindo, este é um volume que serve apenas para nos fazer rir, e muito, e nos contar mais um pouco da história de Thomas Cale, dos seus amigos e também dos seus inimigos.

Frase Preferida:
"Muitas flores nascem e desabrocham sem serem vistas e desperdiçam a sua doçura no ar do deserto." página 26
 
 
0 #3 Joana Caires 19-12-2011 01:57
Há livros que são difíceis de descrever. São aqueles que me deixam atordoada pela sua brilhante história e pelas suas personagens fabulosas. As Quatro Últimas Coisas não pertence a esta categoria. Não consigo escrever ou falar muito sobre ele porque, simplesmente, não me deixou nada ou quase nada. Tornou-se numa leitura penosa, logo não apreciei tanto este livro como o primeiro volume da trilogia. A imaginação de Paul Hoffman desapareceu neste livro. Thomas Cale, outrora tão fascinante pela sua complexidade, tornou-se insípido e não consegui estabelecer uma ligação com ele. É uma máquina de matar e a infelicidade acompanha-o para todo o lado. Esta foi a conclusão do livro anterior. Estas novas páginas só lhe acrescentam uma nova faceta: a de estratega militar brilhante. Nada mais! Foi terrivelmente frustrante ler as suas conversas com o Redentor Bosco. A sua finalidade também é questionável... Páginas e páginas que não contribuem em quase nada para a nova maturidade de Cale que eu tanto desejava. Thomas Cale afundou todas as minhas esperanças de ler o terceiro volume. Kleist e Vago, personagens secundárias são bem mais interessantes e foram eles que me fizeram ler o livro até ao fim. A história atribulada dos ex-acólitos e o facto de eles aprenderem a lidar com sentimentos e emoções que desconheciam, após anos e anos de violência, são muito mais fascinantes do que observar Thomas Cale. O início da trilogia prometia, mas este foi uma decepção... Paul Hoffman criou um mundo bastante apelativo, alternativo ao que vivemos, contudo esta leitura foi o fim da linha para mim. É pena, porque gosto bastante dos paralelismos que o autor estabelece entre o seu mundo e o mundo real!
 
 
-1 #2 Joana Cardoso 11-11-2011 17:13
Ora portanto, resumindo o livro numa "palavra": nhe.
Quando li A Mão Esquerda de Deus, no início achei o livro um pouco parado e desinteressante . No entanto, a partir mais ou menos das 100 páginas, a história começou a tornar-se interessante. Parecia que as coisas aconteciam com uma finalidade.
Quando parti para As Quatro Últimas Coisas, ia preparada para que pudesse, eventualmente, acontecer o mesmo. Um início mais morno e depois desenvolvimento s interessantes. Não podia ter ficado mais decepcionada. O livro começa e termina com críticas mais que directas à igreja. Não tenho problema nenhum com isso, deixo já este esclarecimento. Mas quando comprei este livro, não foi de certeza com o intuito de ler um texto reflexivo contra a igreja, foi sim com a ideia de ler uma história interessante. Isso não aconteceu. A verdade é que, basicamente, não existe história. O livro não passa de um enorme enrolanço. Antes do meio do livro, sentia-me confusa e já não percebia para quê tantas voltas. Afinal, qual a finalidade de tudo aquilo, pois as personagens estavam a passar e, diga-se de passagem, não eram nada de especial, pois tudo se resolvia com extrema rapidez. As personagens parecem ter perdido profundidade ao longo da história, em vez de a ganharem, principalmente Cale. Sinceramente, deixou de me dizer o que quer que seja. A única personagem que talvez me continue a agradar é o Henri Vago.
Resumindo e baralhando, não vale a pena ir para este livro à espera de uma boa história. Vão mais preparados para uma lavagem cerebral. A ideia que este livro dá é que foi escrito essencialmente para "encher chouriços".
 
 
+1 #1 Sebastião Barata 23-10-2011 23:15
Começo por dizer que não apreciei tanto este volume como o primeiro, talvez porque não tive a surpresa de descobrir o fantástico mundo em que a ação decorre, porque já o conhecia do volume anterior. Além disso, a história não é tão absorvente, não cativa tanto o leitor.
No entanto, continuo a gostar muito desta Terra alternativa imaginada por Paul Hoffman, em que tudo é igual, mas tudo é diferente. É como se nos estivesse a contar uma história passada num mundo paralelo ao nosso, em que reconhecemos as pessoas, os países, a religião, mas algo faz com que tudo seja diferente. Basta dizer que o Redentor venerado nessa realidade alternativa foi enforcado e não crucificado; que o seu símbolo é uma forca e não uma cruz. Os santos são-no pelo seu mérito obtido em combate pela fé contra os Antagonistas, os heréticos que não seguem a Verdadeira Fé no Redentor Enforcado, os inimigos.
Neste volume, Cale regressa ao Santuário de onde havia fugido e ao convívio com o seu mentor Bosco, a quem tem um ódio só comparável ao que tem a Arbell Colo de Cisne, a única mulher que amou. Bosco continua a desenvolver o seu plano de conquistar o poder supremo e fazer de Cale o seu Anjo vingador. O último objectivo de Bosco é a destruição total da humanidade, porque Deus está, mais uma vez, arrependido de ter criado o homem, porque "o coração do homem é minúsculo, mas aspira a coisas imensas. Não é suficientemente grande para o jantar de um cão, mas o mundo inteiro não é suficientemente grande para ele." Cale vai ser o exterminador "de todas as coisas, até o mal ficar extinto, até à morte da morte".
Estará, porém, Cale disponível para este papel? Terá a educação que Bosco lhe ministrou desde bebé resultado e estará ele preparado para a sua missão?
Na verdade, Cale está a revelar-se um estratega militar ímpar e deixa um rasto de morte por onde passa. Vence os invencíveis e ultrapassa todos os obstáculos. Mas algo não está em consonância com o que dele se espera, algo que o está a deixar mais humano.

O título deste livro recorda-me que, em criança, nos ensinavam na catequese que os novíssimos do homem são Morte, Juízo, Inferno e Paraíso. Novíssimos são as últimas coisas que nos vão acontecer, com Cale ou sem Cale. Todos vamos morrer um dia, a isso ninguém consegue escapar.

Como pessoa interessada nos temas que envolvem a religião, este é mais um motivo que me leva a apreciar tanto esta série, que mistura fantasia, com história, com ficção científica e com esoterismo.
Recomendo vivamente a sua leitura e fica a aguardar ansiosamente o próximo volume.
 

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