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| As Quatro Últimas Coisas |
| Sexta, 02 Setembro 2011 13:59 | |||
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Autor: Paul Hoffman De regresso ao Santuário dos Redentores, Thomas Cale parece aceitar o papel que lhe é atribuído: o destino escolheu-o como o Braço Esquerdo de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está agora ao seu alcance; o terrível zelo e domínio militar dos Redentores é uma arma nas suas mãos e ele está pronto para cumprir o objetivo supremo da Única e Verdadeira Fé – a destruição da Humanidade. Mas talvez o sombrio poder dos Redentores sobre Cale não seja suficiente – ele vai do amor ao ódio num abrir e fechar de olhos, da bondade à mais brutal violência num segundo. A aniquilação que os Redentores procuram pode estar nas mãos de Cale – mas a sua alma é muito mais estranha do que alguma vez poderão imaginar…Primeiras páginas: aqui Consulte o 1º Volume da série no Segredo dos Livros: Autor: Página oficial da trilogia: www.lefthandofgodtrilogy.com Veja também o booktrailer em português:
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| Actualizado em Segunda, 19 Março 2012 16:03 |
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| Re:Jojo Moyes clarinda 21.5.2012 17:14 |
Comentários
Aqui os amigos de Cale têm um protagonismo muito maior. Adorei principalmente as partes com o Kleist! O que eu me ri com a sua relação com a rapariga e os restantes familiares.
Cale, por sua vez, pareceu-me um pouco mais apagado, mais violento também, mostrando uma personalidade muito mais crua e que não apela em nada à nossa simpatia ou compreensão. De qualquer forma, gostei de reler sobre o seu intelecto e sobre a sua força, principalmente as suas tácticas e estratégias de guerra.
Uma cena que me fez dar gargalhadas e fixei, foi quando fazem uma determinada descoberta sobre o papa defunto e sobre as marteladas! Ahahah muito bom, que espectáculo. Apanha-nos completamente desprevenidos...
Outra cena, foi o tratamento feminino que o amigo de Cale recebeu. Não gostei muito da imagem que aquelas raparigas representam, mas, no contexto da história, foi um óptimo "aditivo" que nos faz rir mais um pouco.
A escrita de Paul Hoffman continua a ser bastante original e cativante, com a sua montanha-russa de amor, ódio e humor. O mistério e as surpresas também tornam tudo mais viciante.
Em relação à capa, gosto muito mais desta. Aquelas asas subtis só se fizeram ver quando estava a meio e já nem sei porque é que me foquei no desenho.
Resumindo, este é um volume que serve apenas para nos fazer rir, e muito, e nos contar mais um pouco da história de Thomas Cale, dos seus amigos e também dos seus inimigos.
Frase Preferida:
"Muitas flores nascem e desabrocham sem serem vistas e desperdiçam a sua doçura no ar do deserto." página 26
Quando li A Mão Esquerda de Deus, no início achei o livro um pouco parado e desinteressante . No entanto, a partir mais ou menos das 100 páginas, a história começou a tornar-se interessante. Parecia que as coisas aconteciam com uma finalidade.
Quando parti para As Quatro Últimas Coisas, ia preparada para que pudesse, eventualmente, acontecer o mesmo. Um início mais morno e depois desenvolvimento s interessantes. Não podia ter ficado mais decepcionada. O livro começa e termina com críticas mais que directas à igreja. Não tenho problema nenhum com isso, deixo já este esclarecimento. Mas quando comprei este livro, não foi de certeza com o intuito de ler um texto reflexivo contra a igreja, foi sim com a ideia de ler uma história interessante. Isso não aconteceu. A verdade é que, basicamente, não existe história. O livro não passa de um enorme enrolanço. Antes do meio do livro, sentia-me confusa e já não percebia para quê tantas voltas. Afinal, qual a finalidade de tudo aquilo, pois as personagens estavam a passar e, diga-se de passagem, não eram nada de especial, pois tudo se resolvia com extrema rapidez. As personagens parecem ter perdido profundidade ao longo da história, em vez de a ganharem, principalmente Cale. Sinceramente, deixou de me dizer o que quer que seja. A única personagem que talvez me continue a agradar é o Henri Vago.
Resumindo e baralhando, não vale a pena ir para este livro à espera de uma boa história. Vão mais preparados para uma lavagem cerebral. A ideia que este livro dá é que foi escrito essencialmente para "encher chouriços".
No entanto, continuo a gostar muito desta Terra alternativa imaginada por Paul Hoffman, em que tudo é igual, mas tudo é diferente. É como se nos estivesse a contar uma história passada num mundo paralelo ao nosso, em que reconhecemos as pessoas, os países, a religião, mas algo faz com que tudo seja diferente. Basta dizer que o Redentor venerado nessa realidade alternativa foi enforcado e não crucificado; que o seu símbolo é uma forca e não uma cruz. Os santos são-no pelo seu mérito obtido em combate pela fé contra os Antagonistas, os heréticos que não seguem a Verdadeira Fé no Redentor Enforcado, os inimigos.
Neste volume, Cale regressa ao Santuário de onde havia fugido e ao convívio com o seu mentor Bosco, a quem tem um ódio só comparável ao que tem a Arbell Colo de Cisne, a única mulher que amou. Bosco continua a desenvolver o seu plano de conquistar o poder supremo e fazer de Cale o seu Anjo vingador. O último objectivo de Bosco é a destruição total da humanidade, porque Deus está, mais uma vez, arrependido de ter criado o homem, porque "o coração do homem é minúsculo, mas aspira a coisas imensas. Não é suficientemente grande para o jantar de um cão, mas o mundo inteiro não é suficientemente grande para ele." Cale vai ser o exterminador "de todas as coisas, até o mal ficar extinto, até à morte da morte".
Estará, porém, Cale disponível para este papel? Terá a educação que Bosco lhe ministrou desde bebé resultado e estará ele preparado para a sua missão?
Na verdade, Cale está a revelar-se um estratega militar ímpar e deixa um rasto de morte por onde passa. Vence os invencíveis e ultrapassa todos os obstáculos. Mas algo não está em consonância com o que dele se espera, algo que o está a deixar mais humano.
O título deste livro recorda-me que, em criança, nos ensinavam na catequese que os novíssimos do homem são Morte, Juízo, Inferno e Paraíso. Novíssimos são as últimas coisas que nos vão acontecer, com Cale ou sem Cale. Todos vamos morrer um dia, a isso ninguém consegue escapar.
Como pessoa interessada nos temas que envolvem a religião, este é mais um motivo que me leva a apreciar tanto esta série, que mistura fantasia, com história, com ficção científica e com esoterismo.
Recomendo vivamente a sua leitura e fica a aguardar ansiosamente o próximo volume.
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