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 Autora: Kathryn Stockett Edição: Set/2010 Páginas: 464 Editora: Saída de Emergência
Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo. Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade.
Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza. Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo.
Notas: Inicialmente rejeitado por 45 agentes, As Serviçais [The Help em inglês] tornou-se no maior sucesso de vendas e crítica de 2009. Um ano depois continua em todos os tops americanos. Esteve mais de 50 semanas no 1º e 2º lugar do New York Times. Durante um ano permaneceu em 1º lugar no topo de vendas do LA Times. Mais de 5 milhões de cópias de As Serviçais foram vendidas no último ano e os direitos estão negociados para mais de 40 países. Conforme a obra vai sendo publicada, os tops de todo o mundo vão rendendo-se a este fenómeno literário. Os estúdios Dreamworks compraram os direitos e apostam numa megaprodução para conquistar bilheteiras e Óscares. A estreia do filme está prevista para o Verão de 2011 e reúne um forte elenco de estrelas femininas, algumas nomeadas para Óscares e Globos de Ouro, como Viola Davis, Bryce Dallas Howard, Allison Janney, entre outros.
Autora: O nome de Kathryn Stockett foi catapultado para a fama com o seu romance de estreia, As Serviçais, sobre a segregação racial na América sulista, na década de sessenta, e já é considerada a obra que maior sucesso conquistou nos últimos anos nos EUA. Natural do Mississippi, a autora formou-se na Universidade do Alabama e vive atualmente em Atlanta, após ter trabalhado durante alguns anos em Nova Iorque, em edição de revistas.
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Comentários
É absolutamente viciante e em duas noites devorei as muitas páginas que o completam.
A história centra-se em três personagens: Aibileen, Minny e Skeeter e aborda diferente e inquietantes visões do racismo e xenofobismo na década de 60, no Mississipi.
As duas primeiras eram criadas das suas senhoras brancas e Skeeter era uma jovem branca, disposta a correr riscos tremendos, para a altura a que reporta o livro, pela igualdade e pelo respeito por todo e qualquer ser humano.
Aibi tornou-se uma mulher diferente desde a morte do filho, mas continua a amar as crianças brancas que educa, como se fossem filhos. É terna, amorosa e paciente.
Minny é também ela criada nas casas dos senhores brancos, mas, ao contrário da amiga Aibi, é refilona, respondona e sempre com a resposta na ponta da língua. À conta disso, já perdeu muitos empregos e arrisca-se a não arranjar mais nenhum na cidade. Quando começa a trabalhar para a senhora Célia, está longe de pensar o que a espera. Esta relação é divertida e carinhosa e vai ultrapassar os limites do que seria razoável naqueles tempos.
Skeeter depois de concluir os estudos universitários regressa à terra natal, mas a sua visão das coisas já não é a mesma. A relação que teve com Constantine, a criada negra que a criou, alterou para sempre a sua forma de estar na vida em geral e em relação ao tema racial em particular.
Quando decide dar voz a essa problemática, colocando-se em risco, a si própria e a todas as envolvidas, sendo marginalizada pelos elementos que faziam parte do seu grupo social, estava longe de acreditar no revés que tal atitude poderia representar.
É uma leitura fascinante e que nos marca. Sem dúvida, um livro imperdível.
As três personagens são ambas fascinantes e, apesar de aparentemente muito diferentes, têm muito em comum. Aibileen é uma criada negra de meia-idade que tem um jeito muito particular com as crianças; tem uma história trágica, pois, após criar 17 crianças brancas, o seu único filho morre; ainda assim, não deixa de criar com todo o carinho o bebé da sua patroa. Minny é melhor amiga de Aibileen e também uma criada negra, mas que acaba por perder o emprego; no entanto, apesar de ser a melhor cozinheira do Mississipi, é bastante desbocada, rebelde e revoltada pela forma como ela e a sua raça são tratadas. E por fim, temos Skeeter, uma jovem recém-licenciada, que é constantemente atormentada pela sua conservadora mãe para que se case; que é contra o meio conservador e racista em que vive. Estas três personagens vão lutar por uma mudança na sociedade, para mudar as práticas racistas e por criar uma nova perspectiva de igualdade.
O livro tem uma história bastante original, polémica, com momentos bastante tristes e chocantes, mas também com muitos momentos tocantes e repletos de afecto e de esperança.
Penso que é um livro adequado para um público bastante abrangente e ilustra, de forma muito eficaz e emocional, essa época, a nível das mentalidades. Gostei muito e recomendo. Espero que o filme que estreia em Agosto nos EUA baseado no livro, seja igualmente bom.
Durante muito tempo, achámos que sim… que havia um mundo a separar brancos e negros. E comportávamo-nos como se isso fosse científico. Este livro fala sobre isso. A segregação social e racial que se viveu nos Estados Unidos (Mississipi), onde a história se passa, e que criou situações de injustiça que ainda hoje nos revoltam o estômago. Skeeter ,Aibileen e Minny, são personagens que nos contam uma história feita com muitas histórias dentro das vidas das patroas brancas e das suas criadas negras, numa fluidez de linguagem que não conseguimos largar.
Adorei este livro!
Fala de um tema que era muito importante na época e que continua a ser importante nos dias de hoje, o racismo. Adorei a forma como Sketeer era ligada à sua ama e tudo aquilo que fez para tentar mudar a realidade onde vivia.
Adorei a história e a forma como esta foi contada. Fala de assuntos tão sérios como a segregação racial, mas, mesmo assim, podemos encontrar uma história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza.
Adorei este livro, acho-o absolutamente perfeito. No entanto, é com dificuldade que me sento frente ao écran e começo a teclar esta crítica. Não é por medo de dizer algo que não devo, nem nada que se pareça. Devem ser as emoções que ainda estão muito à flor da pele e complicam-me o raciocínio.
A segregação, quer racial quer social, é sempre um assunto com o qual é difícil de lidar. Tenho a noção de que as pessoas, quando nascem, são, por natureza, intolerantes. É a educação que recebemos que nos transforma, para melhor ou para pior. Mas de algum modo, mesmo que muitos de nós tenham nascido debaixo de um tecto intolerante, conseguimos romper as barreiras e lutar pelo que achamos correcto. Falo obviamente dos nossos dias. Mas, e se transpusermos estas ideias para o Mississipi nos anos 60? Era o mesmo que colocar um barril cheio de pólvora junto a uma fogueira. Foi exactamente isso que Skeeter, uma das personagens principais do livro, fez.
Como sabem, não gosto de adiantar muito sobre a história, pois não quero estragar o prazer de quem a vai ler em seguida, e esta crítica não vai ser diferente.
Leiam a sinopse, leiam as palavras sobre a publicação deste livro, como foi complicado em ser aceite por uma editora, e depois descubram por vocês próprios porque este livro me deixou sem palavras e encheu o meu coração com as suas letras.
Deixo aqui gravado o meu excerto favorito e que a meu ver encerra um pouco da verdade sobre esta história:
« Vejo a Lou Anne desaparecer no parque de estacionamento, pensando, Há tanta coisa que não sabemos acerca de uma pessoa. Pergunto-me se poderia ter tornado os dias dela um pouco mais fáceis, se tivesse tentado. Se a tivesse tratado um pouco melhor. Não era essa a ideia do livro? Para as mulheres compreenderem, Somos apenas duas pessoas. Não há assim tanto a separar-nos. Não tanto como eu pensava.»
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