Auto de António

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Autor: Manuel Alegre
Género: Poesia
Edição: Out/2017
Páginas: 48
ISBN: 9789722063777
Editora: Dom Quixote

 


Dedicado a D. António Prior do Crato, o último príncipe de Avis, este é mais do que um livro de poesia de Manuel Alegre sobre esta conhecida personagem da história portuguesa. Este é um livro sobre a nossa pátria e a nossa história, um livro sobre passado e presente, onde batalhas e exílios rimam com amores e revoluções.

«D. António não foi um vencedor. A sua direcção política e militar também não foi convincente, mas levantou atrás de si uma onda muito poderosa que envolveu toda a sociedade portuguesa. Teve sempre a vida presa por um fio, mas manteve-se fiel à causa de um Portugal com a sua própria cabeça.
Os historiadores das diferentes gerações têm-no apoucado. Não penduraram o seu retrato na galeria dos reis. Era o rei do povo miúdo e também do povo médio, dos frades e do baixo clero e de jovens fidalgos que o serviram até ao fim. A sua coragem punha a nu a cobardia da ordem que tinha como missão a defesa, em particular as grandes casas titulares. A mais poderosa, a Casa de Bragança, que haveria de reinar até à República, não se poderia vangloriar da sua submissão.» 
(António Borges Coelho, Os Filipes. História de Portugal, Vol. V)

Deste autor no Segredo dos Livros:
Jornada de África
O Canto e as Armas

Autor:

Manuel Alegre nasceu em Águeda em 1936 e estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde participou ativamente nas lutas académicas. Obrigado a prestar serviço militar, foi mobilizado para Angola, onde participou na primeira tentativa de rebelião contra a guerra colonial. Preso pela PIDE em Luanda durante 6 meses, foi recambiado para a Metrópole, com residência fixa em Coimbra. Seguiu-se o exílio em Argel, onde foi membro diretivo da F.P.L.N. e locutor da rádio Voz da Liberdade. A sua atividade política andou sempre a par da atividade literária e alguns dos seus poemas transformaram-se em hinos de combate ao fascismo, cantados por Adriano Correia de Oliveira ou Manuel Freire. Os seus dois primeiros livros, "Praça da Canção" (1965) e "O Canto e as Armas" (1967), foram apreendidos pela censura, mas passavam de mão em mão em cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. Regressado do exílio em 1974, entrou para o Partido Socialista. Foi deputado da Assembleia da República até 2009, foi membro do Governo e tem um lugar no Conselho de Estado. Funcionou muitas vezes como uma espécie de consciência crítica do seu partido, nomeadamente quando concorreu à Presidência da República contra Mário Soares.
Recebeu inúmeros prémios e condecoração nacionais e estrangeiras, destacando-se o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários pelo conjunto da sua obra e o Prémio Pessoa 1999. Foi eleito sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa em 15 de novembro de 2016.
A sua obra poética foi reunida no volume "Trinta Anos de Poesia" (1997). Escreveu também prosa em livros como "Jornada de África" (1989), "Alma" (1995), "A Terceira Rosa" (1998) ou "Cão Como Nós" (2002). Fez uma incursão na literatura infantil, com obras como "Uma Estrela Como Nós" (2005), "Barbi-Ruivo" (2007) ou "As Naus de Verde Pinho" (2014).
Entre as suas obras mais recentes, destaca-se o livro "Senhora das Tempestades" que vendeu 14.000 exemplares só no primeiro mês, o "Livro do Português Errante" e "Cão como nós", que já vai na 20ª edição. A sua obra está editada em diversas línguas, nomeadamente italiano, espanhol, alemão, catalão, francês, romeno e russo.

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Uma Pequena Palavra...

"O Homem e o escritor são a mesma pessoa. Mas este facto constitui a maior descoberta de um escritor. Precisei de muito tempo - e de quantas páginas escritas! - para chegar a essa síntese."
V.S.Naipaul, in O Enigma da Chegada.