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| Autobiografia de Agatha Christie |
| Domingo, 11 Dezembro 2011 22:52 | |||
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Autora: Agatha Christie “O mais fascinante mistério de Agatha Christie: a história da sua extraordinária vida.” Agatha Christie ficará para sempre conhecida como a Rainha do Crime. Publicada em todo o mundo, os seus livros estão traduzidos para mais de cem línguas e venderam já mais de dois mil milhões de exemplares. Um sucesso à escala planetária, ao qual a autora contrapôs uma vida pessoal envolta em mistério. Mas, embora se tivesse mantido afastada das luzes da ribalta, escreveu secretamente uma autobiografia. Publicada apenas após a sua morte, revelou-se tão fascinante que foi imediatamente considerada a sua melhor obra! Com rara paixão e audácia, Agatha Christie fala-nos sobre a sua infância no final do século XIX, as duas guerras mundiais que testemunhou, os dois casamentos e as experiências como escritora e entusiasta de viagens e expedições arqueológicas, em que participava ativamente com o segundo marido. Uma obra que revela a face humana e surpreendentemente extravagante por detrás da mais lendária escritora do século XX.
Autora: Para mais informações pode consultar o site oficial da autora em: www.agathachristie.com.
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| Actualizado em Segunda, 19 Março 2012 16:43 |
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| Re:Dividir pack Ana_Pereira 21.5.2012 17:53 |
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| Re:Dividir pack Denise 21.5.2012 17:34 |
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Comentários
Esta autobiografia começou a ser escrita em 2 de abril de 1950, em Nimrud - Iraque e foi dada como concluída em Wallingford - Inglaterra em 11 de outubro de 1965. Demorou, portanto, 15 anos a ser escrita e a autora ainda viveu dez anos após essa data. Por sua expressa vontade, só foi publicada após a sua morte. Considerada imediatamente uma obra prima de Agatha Christie, ajudou os seus fiéis leitores a conhecê-la melhor, pois foi uma mulher reservada, avessa a publicidade, que tudo fazia para desviar as atenções da sua pessoa.
Adorei ler este livro, pois mais parece um romance do que uma biografia. A toda a hora precisava de lembrar a mim próprio que tudo aquilo aconteceu e não estava perante uma obra de ficção. O estilo é ligeiro e o tema absorvente. A própria autora declara que procurou escrever os episódios alegres da sua vida e passar por alto os aspetos mais tristes e sombrios que ela própria tentava esquecer.
Não resisto a transcrever algumas passagens do epílogo que, em nada, vão retirar interesse dos futuros leitores: “Vivo agora em tempo emprestado, a aguardar na antecâmara a chamada que chegará inevitavelmente . (…) Estou agora pronta para aceitar a morte. Fui extraordinariam ente afortunada. (…) O que posso eu dizer, aos setenta e cinco anos? «Obrigada, Senhor, por esta vida e por todo o amor que me foi concedido.»” Admirei a sua lucidez, a sua clarividência e a sua resignação perante o inevitável. Não pude deixar de me emocionar.
Obrigado nós pelo seu exemplo de filha, mãe, cidadã, crente, lutadora, investigadora, autora... Uma verdadeira “cidadã do universo”.
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