Cada um é da Cor do seu Coração

 


Subtítulo:
Negros, ameríndios e a questão da escravatura em Vieira
Autor: Padre António Vieira
Género: História de Portugal
Edição: Mar/2018
Páginas: 348
ISBN: 9789896444976
Editora: Temas e Debates

 

 

 

«Uma seleção de textos representativos do pensamento do Padre António Vieira sobre a escravatura.
Esta seleção acompanha, essencialmente, três momentos do complexo e diversificado percurso de vida de Vieira: o começo da sua atividade como pregador, ainda na Baía, durante a década de 30 do século XVII; a contenda com os colonos do Maranhão, acerca da escravatura dos ameríndios, entre a sua partida para esta região, em 1653, até à expulsão dos padres da Companhia, em 1661; a sua presença na Baía, a partir de 1681 até ao final da sua vida, em 1697, nomeadamente desempenhando o cargo de Visitador Geral das missões do Brasil, a partir de 1688.» da Introdução

Organização e introdução de José Eduardo Franco, Pedro Calafate e Ricardo Ventura e prefácio de Viriato Soromenho-Marques.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Sermão da Sexagésima e Sermões da Quaresma

Autor – Padre António Vieira

Autor:

Padre António Vieira nasceu em 1608, em Lisboa, filho primogénito de um modesto casal burguês, e faleceu na Baía em 1697. Quando tinha apenas seis anos, os seus pais mudaram-se para a Baía, no Brasil, tendo aí iniciado os seus estudos. Cursou Humanidades no colégio da Companhia de Jesus, onde revelou bem cedo dotes excecionais. Aos 15 anos, decidiu ingressar na Companhia de Jesus. Ordenado padre em dezembro de 1634, depressa se avolumou a sua fama de orador e se celebrizaram os seus sermões que criticavam a ganância, a injustiça e a corrupção. Em 1641, Vieira deslocou-se à Metrópole e começou a pregar em S. Roque, Lisboa. O seu talento espalhou-se pela cidade e D. João IV não tardou em convidá-lo a pregar na capela real, sendo, dois anos depois, nomeado pregador régio. A sua situação privilegiada dentro da corte teria contribuído para que fosse encarregue de diversas missões diplomáticas na Holanda, França e Itália. A Companhia de Jesus começou a ver com maus olhos a sua influência nos destinos do país e enviou-o de volta para o Brasil em 1653, para o estado do Maranhão, onde assumiu um papel muito ativo como paladino dos direitos humanos, a propósito da exploração dos indígenas. No ano seguinte pregou o Sermão de Santo António aos Peixes. Acabou expulso pelos colonos, tendo regressado à Metrópole, em 1661. Viveu no Porto e, mais tarde, em Coimbra. Perfilhando as novas expectativas sebastianistas que encontrou no reino, escreveu o Sermão dos Bons Anos, em 1642, sendo preso pela Inquisição sob a acusação de que tomava a defesa dos judeus, acreditava nas possibilidades de um Quinto Império e nas profecias de Bandarra. Quando D. Pedro II subiu ao trono, foi amnistiado e retomou as pregações em Lisboa. Em 1669 parte para Roma como diplomata e obtém grande sucesso como pregador, combatendo o Tribunal do Santo Ofício. Ali ganhou grande reputação e encantou o Papa Clemente X e a rainha Cristina da Suécia, com a sua eloquência. Regressou a Portugal em 1675, mas, desiludido com a perseguição aos cristãos-novos, retirou-se de vez para a Baía em 1681 onde se entregou ao trabalho de compor e editar os seus Sermões. A sua riqueza e propriedade verbais, os paradoxos e os efeitos persuasivos, a sedução dos seus raciocínios, o tom por vezes combativo, e ainda certas subtilezas irónicas, tornaram a arte de Vieira admirável. As obras Sermões, Cartas e História do Futuro ficam como testemunho dessa arte.

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