Cadernos de Lanzarote - Diário IV

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Autor: José Saramago
Género: Memórias
Edição: Nov/2017
Páginas: 272
ISBN: 9789720049889
Editora: Porto Editora

 

 

Mais uma vez Saramago a contar os dias pelos dedos, e a meditar sobre os eventos, as pessoas, as paisagens, as políticas. Um ano inteiro dentro de um livro — o Diário IV — escrito na aspereza de Lanzarote, mas onde cabe o mundo que Saramago visita em cada dia, nem que seja através das notícias que lhe enviam de milhentos lugares.

Referente ao ano de 1996, este é um diário que reúne as memórias, mas também crónicas, cartas de leitores e relatos de viagens, inclusive partes de um diário de viagem de Pilar del Río.

Caligrafia da capa por NÉLIDA PIÑON

Deste autor no Segredo dos Livros:
O Conto da Ilha Desconhecida
O Ano da Morte de Ricardo Reis
Claraboia
Caim
O lagarto

Autor:

José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário. Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, sendo autor de mais de 40 obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.

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"Como um dia alguém me ensinou, os bons amigos são como os livros, nunca partem de vez. Sempre ficam no nosso coração."
Alberto S. Santos, in Para lá de Bagdad