Catarina de Bragança

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Autora: Isabel Stilwell
Edição: Out/2008
Páginas: 620 + 24 extratextos
ISBN: 9789896261320
Editora: Esfera dos Livros

 

 

 

Com 23 anos a infanta Catarina de Bragança, filha de D. Luísa de Gusmão e de D. João IV, deixou para trás tudo o que lhe era querido e próximo para navegar rumo a uma vida nova. No coração um misto de tristeza e alegria. Saudades da sua Lisboa, de Vila Viçosa, do cheiro a laranjas, dos seus irmãos que já haviam partido deste mundo e dos que ficavam em Portugal a lutar pelo poder. Mas os seus olhos escuros deixavam perceber o entusiasmo pelo casamento com o homem dos seus sonhos, Charles de Inglaterra, um príncipe encantado que Catarina amava perdidamente ainda antes de o conhecer.

Por ele sofreu num país do qual desconhecia a língua, os costumes e onde a sua religião era condenada. Assistiu às infidelidades do marido, ao nascimento dos seus filhos bastardos enquanto o seu ventre permanecia liso e seco, incapaz de gerar o tão desejado herdeiro. Catarina não conseguiu cumprir o único objectivo que como mulher e rainha lhe era exigido. Se ao menos não o amasse tanto!, pensava nas noites mais longas e tristes...

Autora:

Isabel Stilwell é jornalista e escritora. Desde o Diário de Notícias, onde começou aos 21 anos, que contribui de forma essencial para o jornalismo português. Fundou e dirigiu a revista Pais & Filhos, foi diretora da revista Notícias Magazine durante 13 anos e diretora do jornal Destak até ao final do ano de 2012, entre muitos outros projetos. Hoje escreve para a revista Máxima e continua a colaborar mensalmente com a revista Pais e Filhos, e quando não está a escrever, vira diariamente os “Dias do Avesso” em conversa com Eduardo Sá, na Antena 1. Paralelamente à sua atividade jornalística, escreveu vários livros de ficção, contos e histórias para crianças, mas a sua grande paixão por romances históricos revelou-se em 2007, com o bestseller Filipa de Lencastre, a que se seguiram Catarina de Bragança e D. Amélia, com crescente sucesso. Em abril de 2012, foi a vez de D. Maria II, que mereceu uma edição especial para o mercado brasileiro. Em outubro de 2013 lança um novo romance histórico intitulado Ínclita Geração, sobre a vida de Isabel de Borgonha, filha de D. Filipa de Lencastre, e em maio de 2015 publica o seu mais recente livro sobre a mãe do nosso primeiro rei, D. Teresa. Em julho de 2015 viu traduzido para inglês o seu primeiro romance histórico, Philippa of Lancaster – English Princess, Queen of Portugal.
Com mais de 200 mil exemplares vendidos, Isabel Stilwell é a autora de romances históricos mais lida em Portugal.

Comentários  

 
+1 #1 Inês Santos 2011-03-14 21:26
De fora para dentro, devo dizer que melhora bastante. Apesar de a capa ser o retrato mais conhecido de Catarina de Bragança, achei-a bastante feia e que não me alimentou em nada a curiosidade. A sinopse contribuiu mais um pouco, mas o principal foi mesmo a fase de romances históricos que estou a passar.
Achei as imagens que dividem o livro em três, um pormenor bastante original e de bom gosto: tornou as personagens muito mais reais e fáceis de imaginar, bem como as suas vestes, os seus penteados, os seus palácios. Claro que o facto da personagem Catarina achar o príncipe Charles II bonito e atraente dificultaram-me a tarefa, visto que ou aquele retrato não o favorece, ou naquela época os padrões eram bastante diferentes dos nossos!
Vila Viçosa foi o ponto alto de todo o livro. É bastante excitante ler e imaginar toda a história na vila da minha família e que eu considero a vila mais bonita de Portugal e arredores (não as conheço todas, mas digo que a Vila no verão é linda!). Com paisagens cativantes e várias histórias de amor, fictícias, mas que parecem tão reais, Isabel Stilwell conquistou o meu voto e vou ler a restante bibliografia dela.
Relativamente às personagens, não tenho uma que desgoste. Tanto as más como as boas, são todas interessantes e com personalidades muito bem desenvolvidas, mas, de qualquer forma, temos sempre preferidas. As minhas são: Catarina de Bragança, pela sua bondade e ingenuidade; as irmãs Meg e Nan, pela sua lealdade e pelos seus amores e desgostos; os embaixadores portugueses; e o príncipe Teodósio. Acho que foram as figuras que mais me marcaram ao longo do livro.
Tenho pena que a primeira parte esteja tão desenvolvida, visto que a vida na corte é muito mais emocionante e foi aí que a leitura correu com mais velocidade e onde me senti mais triste e mais feliz. De facto, este é um aspecto que a autora consegue demonstrar muito bem: ela cria situações que nos fazem entrar completamente nas personagens, sentido o que elas sentem.
Concluindo, Catarina de Bragança contribuiu bastante para aumentar a minha consideração pela literatura portuguesa, apesar do apelido da escritora. Além disso, ajudou a aumentar a minha curiosidade e cultura em relação ao passado do nosso Portugal!
 

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