Cinco de Outubro

FaceBook  Twitter  

Autor: Lourenço Pereira Coutinho
Edição: Fev/2010
Páginas: 280
Editor: Sextante Editora

Junho de 1910: D. Manuel II enfrentava nova crise governamental, após a queda do ministério Veiga Beirão. Entretanto, revolucionários e carbonários organizavam reuniões desencontradas, para o derrube da monarquia. Cinco de Outubro acompanha os percursos dos principais protagonistas da época - D. Manuel II, Teixeira de Sousa, Afonso Costa, Machado Santos -, que se cruzam com personagens ficcionados, numa narrativa de intensidade crescente que culmina nos dias da revolução republicana: 3, 4 e 5 de Outubro.
Autor:
Lourenço Pereira Coutinho nasceu em Lisboa em 1973 e é licenciado em História. Trabalhou no Protocolo da Expo’98, foi técnico superior da Direcção de Comunicação do ICEP e assessor da ministra da Educação do XVI Governo Constitucional. Actualmente, e para além da escrita, dirige e participa em projectos editoriais e de comunicação. É autor do ensaio Do Ultimato à República (2003) e dos romances Na Sombra de João XXI (2006), Fim d’ Época (2007) e Baile de Máscaras (2008).

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2010-03-08 18:36
Mais do que um romance histórico, este é um livro de história romanceada, como diz a cinta que o envolve. De facto, narra os acontecimentos que ocorreram de Junho a Outubro de 1910 em Portugal, que culminaram com a proclamação da República. O autor envolve as personagens reais com personagens fictícias, que vêm dar à narrativa o seu ar de romance. Uma delas é a namorada secreta do jovem rei, D. Manuel II, a parisiense mademoiselle Gaby Deslys.
É um livro muito interessante, para conhecermos uma época da nossa história, cujo centenário se comemora este ano. Os acontecimentos são narrados de uma forma cronológica, o que facilita a sua compreensão. Os capítulos são, de uma forma geral, muito curtos, como flashes do que vai sucedendo, o que também ajuda a leitura.
Vemos com clareza quais as forças em confronto e as suas manobras para manter ou conquistar o poder. Afinal, a Monarquia não caiu, mas caducou, extinguiu-se, como o livro bem demonstra. As forças que o deviam apoiar desgastavam-se em lutas de facções e os descontentes, tanto nobres, como militares, burgueses ou povo anónimo, agarraram a oportunidade de mudança que apareceu. Não houve um verdadeiro mérito dos Republicanos no sucesso da intentona. Aliás, no próprio dia 5 de Outubro, se começaram a desenhar as lutas e tentativas de assalto ao poder que minaram a primeira república, conduziram o país à bancarrota e abriram o caminho à ditadura.
Um livro agradável, uma história ligeira, que se lê de um fôlego.
 

Tem de iniciar sessão para submeter o seu comentário.

Últimas Opiniões

  • Trilogia da Mão - Amadeo, Guilhermina, Rosa
    A "Trilogia da Mão" é um conjunto de três livros agora editados num volume só. Nesta trilogia, Mário ...
  • 11.10.2018 22:10
  • O Bibliotecário
    Trabalho numa biblioteca, e talvez por isso ofereceram-me esse livro. Tem um nome aliciante e uma ...
  • 14.09.2018 11:06
  • A Terra de Naumãn
    Quem disse que em Portugal não se faz boa ficção científica? Este novo romance de H. G. Cancela ...
  • 01.09.2018 10:34

Últimos Tópicos

Uma Pequena Palavra...

 "A beleza é diferente para cada um de nós. É como a felicidade. Cada um tem o seu conceito de felicidade."
Fernando Sobral in O navio do Ópio