Cinco Dias de Vida

Autora: Julie Lawson Timmer
Edição: Jan/2015
Páginas: 416
ISBN: 9789892328898
Editora: ASA

 

 

 

Mara é uma advogada de sucesso, tem um casamento feliz, é uma mãe dedicada. Tem, também, uma doença devastadora que esconde do marido e da filha pequena. Ama-os demasiado para aceitar ser um fardo para eles. E tudo corre bem durante alguns anos. São anos maravilhosos mas sobre os quais paira a sombra da sua decisão aquando do diagnóstico: viverá enquanto puder manter-se digna. Agora que o seu corpo está finalmente a ceder, Mara estabelece um doloroso prazo: dentro de cinco dias, acabará com a sua própria vida.

A mais de mil quilómetros de distância, Scott tem também apenas cinco dias para cuidar de Curtis, um menino que acolheu em sua casa e que será agora novamente entregue à mãe, que está prestes a terminar uma pena de prisão. Foi com Scott que Curtis conheceu a estabilidade e o amor e desfrutou plenamente da infância pela primeira vez. O que o espera é uma angustiante incógnita. Para proteger Curtis, Scott tem agora de abdicar dele para sempre.
Mara e Scott são duas pessoas em contagem decrescente. Inesperadamente, as suas vidas vão cruzar-se e unir-se numa amizade que os acompanhará ao longo da semana mais difícil das suas vidas. E, no final dessa dura semana, qual deles estará feliz? Qual estará de luto? E qual deles terá desaparecido para sempre?
Terno e cruel como a própria vida, Cinco Dias de Vida relembra-nos que, por vezes, amar é lutar e nunca desistir; mas, outras vezes, implica abrir mão de tudo.

Leia as primeiras páginas aqui.

Autor – Julie Lawson Timmer

Autora:

Julie Lawson Timmer cresceu em Stratford, Ontário. Licenciou-se em Direito e trabalha como consultora jurídica. Vive atualmente em Ann Arbor, Estados Unidos, com o marido, quatro filhos e dois labradores malcomportados. Cinco Dias de Vida é o seu primeiro romance, mas já está a trabalhar no segundo.

Saiba mais em www.julielawsontimmer.com

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Comentários

  • PCCST

    Setembro 14, 2015 às 8:33
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    Este é um livro surpreendente, de que adorei ler cada página! Retrata a história de Mara e Scott que, apesar de maneiras diferentes, têm somente cinco dias de vida, na forma como a conheciam anteriormente. Apesar de não se conhecerem pessoalmente, a vida de ambos acaba por se cruzar num fórum virtual, dedicado a pais adotivos e de acolhimento. Por um lado, Mara sofre de Huntington, uma doença degenerativa e sem cura e, por outro, Scott irá ver-se afastado do seu "filho de acolhimento", Curtis. Um livro que aborta dois assuntos deveras interessantes, que está escrito em forma de diário […] Ler Mais...Este é um livro surpreendente, de que adorei ler cada página! Retrata a história de Mara e Scott que, apesar de maneiras diferentes, têm somente cinco dias de vida, na forma como a conheciam anteriormente. Apesar de não se conhecerem pessoalmente, a vida de ambos acaba por se cruzar num fórum virtual, dedicado a pais adotivos e de acolhimento. Por um lado, Mara sofre de Huntington, uma doença degenerativa e sem cura e, por outro, Scott irá ver-se afastado do seu "filho de acolhimento", Curtis. Um livro que aborta dois assuntos deveras interessantes, que está escrito em forma de diário de cada uma das personagens principais, onde conhecemos as suas histórias, os seus medos e os seus planos de futuro.De salientar a belíssima capa, que creio retratar eficazmente o essencial da narrativa. Simplesmente, adorei este livro e não consegui evitar as lágrimas no seu final. Read Less

  • Helena

    Julho 5, 2015 às 21:36
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    Gostei deste romance centrado em duas fortes personagens que têm um prazo de cinco dias, o que faz toda a diferença numa jornada marcada por uma escolha impossível, mas... não tanto como esperava. Narrativa muito extensa e detalhada, nem sempre relevante.Uma clara preocupação da autora em desenvolver no enredo, de forma precisa, todos os aspectos da doença de Huntington que atingiu Mara e ainda uma profunda reflexão sobre a adoção. O impacto para os pais e para os filhos. E o peso dos pais biológicos. O lado muito sério de um romance que nos obriga a encarar a vida de […] Ler Mais...Gostei deste romance centrado em duas fortes personagens que têm um prazo de cinco dias, o que faz toda a diferença numa jornada marcada por uma escolha impossível, mas... não tanto como esperava. Narrativa muito extensa e detalhada, nem sempre relevante.Uma clara preocupação da autora em desenvolver no enredo, de forma precisa, todos os aspectos da doença de Huntington que atingiu Mara e ainda uma profunda reflexão sobre a adoção. O impacto para os pais e para os filhos. E o peso dos pais biológicos. O lado muito sério de um romance que nos obriga a encarar a vida de frente, quando as circunstâncias são limites e o diálogo e o bom senso não bastam para se fazer uma escolha em que o amor é o fiel da balança.Um paradoxo interessante e muito atual, o facto de se expor os sentimentos mais íntimos através do anonimato da Internet com novos amigos que nada sabem, porque não conhecem o quadro geral, exceto o que se partilha.Um romance inteligente e sensível que usa as emoções para chegar à razão, numa linguagem corrente e abrangente, mas um tanto exaustiva. Read Less

  • Joana Cardoso

    Maio 26, 2015 às 13:24
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    Este livro tinha tudo para ser bom. Contudo, no final, deixou bastante a desejar, face às expetativas com que o comecei a ler. Esta é a história de Mara e Scott. Pelo menos, é isso que a sinopse dá a entender. Ambos têm 5 dias para continuar a viver a vida que conhecem e depois disso tudo pode mudar. Quando digo que a sinopse dá a entender algo, significa que, na realidade, esta história é muito mais acerca de Mara do que de Scott. E isso é uma pena, porque senti que a narrativa estava desequilibrada, parecia que a autora […] Ler Mais...Este livro tinha tudo para ser bom. Contudo, no final, deixou bastante a desejar, face às expetativas com que o comecei a ler. Esta é a história de Mara e Scott. Pelo menos, é isso que a sinopse dá a entender. Ambos têm 5 dias para continuar a viver a vida que conhecem e depois disso tudo pode mudar. Quando digo que a sinopse dá a entender algo, significa que, na realidade, esta história é muito mais acerca de Mara do que de Scott. E isso é uma pena, porque senti que a narrativa estava desequilibrada, parecia que a autora não conseguia dar tanta importância a uma situação como à outra e que não tinha capacidade para descrever ambas com a mesma profundidade.A história é bastante simples e conta-nos o que vai acontecendo às diferentes personagens durante estes últimos cinco dias, como é que a realidade destes últimos cinco dias as afeta e lhes faz mudar a sua maneira de estar na vida.Mara passa o tempo a pensar se o que pretende fazer é o correto ou não. Se, por um lado, eu acredito que, para fazer o que ela pretende, é preciso muita coragem, por outro lado, achei que ela estava simplesmente à procura de uma saída fácil. A autora não conseguiu fazer-me decidir quanto ao prato da balança em que eu colocaria esta personagem. Pareceu-me alguém fraco e um pouco egoísta até. Também a filha de Mara me conseguiu tirar do sério. As crianças, normalmente, são dotadas de grande sensibilidade e, por isso, são sempre sinceras e diretas nas abordagens que fazem. Podem ser maldosas ou não, depende da sua personalidade. Segundo a descrição da filha de Mara, esta é uma boa criança e, por isso, as suas ações não se adequam àquilo que nos é transmitido, visto a criança estar constantemente a ser maldosa para a mãe. Uma das poucas coisas de que gostei na história de Mara, foi a sua relação com o taxista, que é algo inesperado e baseado na compreensão e aceitação.Quanto à história de Scott, talvez por ser mais curta e com menos tempo de antena, achei-a um pouco mais equilibrada. Consigo compreender as atitudes da maior parte das personagens envolvidas, se bem que nem sempre concorde com elas. Contudo, também houve algumas coisas que me fizeram comichão, nomeadamente a atitude da sua esposa face à situação de Curtis e a incapacidade de amar outro ser humano que não de sangue. Se bem que o cúmulo é chegar à última página e esta ter tido uma revelação.Apesar de todos estes contratempos, este é um livro que se lê bem. A escrita da autora é acolhedora e cativa o leitor, tornando a narrativa fluída e fácil de seguir. Foi um livro agradável de ler, com temáticas interessantes, mas que fica aquém das expetativas. Read Less

  • Vera Neves

    Abril 13, 2015 às 11:41
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    Este é daqueles livros que valem mesmo a pena! A capa é bastante apelativa e reporta às duas histórias que o livro nos conta. Quando li a sinopse, fiquei logo entusiasmada para ler. Fez-me lembrar de uma senhora com quem tive o prazer de me cruzar, em contexto de trabalho, que era pouco mais velha do que Mara e que também tinha a doença de Huntington. Tinha mesmo que ler este livro, por tudo o que representa para mim.Mara é uma pessoa cheia de vida, realizada profissional e pessoalmente, com uma família maravilhosa. Até ao dia em que a doença […] Ler Mais...Este é daqueles livros que valem mesmo a pena! A capa é bastante apelativa e reporta às duas histórias que o livro nos conta. Quando li a sinopse, fiquei logo entusiasmada para ler. Fez-me lembrar de uma senhora com quem tive o prazer de me cruzar, em contexto de trabalho, que era pouco mais velha do que Mara e que também tinha a doença de Huntington. Tinha mesmo que ler este livro, por tudo o que representa para mim.Mara é uma pessoa cheia de vida, realizada profissional e pessoalmente, com uma família maravilhosa. Até ao dia em que a doença é diagnosticada e o seu mundo desaba. Quando percebe os efeitos que esta terá em si e na sua família, toma uma decisão que irá mudar o rumo de todos os envolvidos. Esta decisão, tal como em Mara, vai despertar no leitor muitas dúvidas e questões: o certo e o errado, o justo e o injusto. Neste ponto, a minha opinião é a que eu já tinha antes de iniciar a leitura: já vi de perto o que esta doença faz a uma pessoa. Pus-me no lugar dessa pessoa, tão simples quanto isso. Se pudesse acabar com aquele modo de vida, não hesitava um segundo. O sofrimento não é só para o doente, mas também para a família, que tem que aprender a lidar com uma realidade nova, com frustrações e desilusões. É difícil. Muito. E ninguém merece viver de uma forma em que se perde tudo: a dignidade, o controlo do corpo a todos os níveis, a sanidade mental. Não resta nada.A par desta história, a autora apresenta-nos Scott, pai de acolhimento de Curtis, durante um ano, enquanto a mãe do menino cumpria uma pena de prisão. Agora que esse tempo está a chegar ao fim, Scott vive num tormento, pois deu tudo de si e não se imagina a viver sem o pequeno Curtis. Mesmo que a sua esposa esteja grávida e ambos sejam pais pela primeira vez muito em breve, Scott sente que está a perder um filho e a sua dor não diminui.Mara e Scott cruzam-se num forum na Internet e partilham, com um grupo, aspetos da sua vida que não partilham com mais ninguém. Ambos vão fazer uma contagem decrescente de cinco dias e tudo pode acontecer. Ainda sinto um misto de sentimentos que me dificulta a tarefa de colocar por palavras o que este livro me fez sentir. Fiquei triste por Scott, fiquei desiludida a pensar no grande ponto de interrogação que iria sentir, talvez para sempre. Fui cúmplice de Mara, partilhei a sua dor e aceitei a sua decisão. Não posso adiantar muito mais, sob pena de escrever demasiado e retirar o impacto que a leitura deste livro nos transmite. Quero apenas transmitir que a abordagem da doença, feita pela autora, é soberba. Crua e dura. Real.É uma leitura obrigatória. faz-nos reflectir na nossa própria vida, nas nossas decisões e faz-nos pôr no lugar de cada uma das personagens. E esse exercício é uma lição de vida. Experimentem. Read Less

  • Sónia

    Março 10, 2015 às 2:17
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    [b]Um livro que "rasga as emoções" e que dificilmente será esquecido...[/b]Sabem daquelas obras que é preciso digerir com calma, que nos marcam emocionalmente e super bem escritas? Esta é uma delas. Sabia que me esperava algo bom, mas nunca julguei que desta magnitude!Duas estórias distintas, aparentemente sem qualquer ponto em comum, mas que se cruzam por acaso. E é através delas que vários temas recorrentes são abordados, de uma forma quase visceral. Que poderiam ser explanados de uma forma lamechas, o fio condutor da obra a isso poderia levar. Só que a autora conseguiu ser brilhante e contornar o assunto […] Ler Mais...[b]Um livro que "rasga as emoções" e que dificilmente será esquecido...[/b]Sabem daquelas obras que é preciso digerir com calma, que nos marcam emocionalmente e super bem escritas? Esta é uma delas. Sabia que me esperava algo bom, mas nunca julguei que desta magnitude!Duas estórias distintas, aparentemente sem qualquer ponto em comum, mas que se cruzam por acaso. E é através delas que vários temas recorrentes são abordados, de uma forma quase visceral. Que poderiam ser explanados de uma forma lamechas, o fio condutor da obra a isso poderia levar. Só que a autora conseguiu ser brilhante e contornar o assunto de uma forma terra-a-terra e analítica. Essa é uma grande mais valia de [i]Cinco Dias de Vida[/i].Outro ponto a favor é que todos os assuntos mencionados estão na ordem do dia e suscitam alguma reflexão: doenças degenerativas, infertilidade, suicídio assistido, adopção, famílias de acolhimento,... E algo que é pouco mencionado em literatura: os fóruns [i]online[/i]. A autora conseguiu, com extrema actualidade/habilidade, encontrar uma forma de ligar duas estórias diferentes. Cada uma delas suscitará mais ou menos "simpatia" ao leitor, cada um ajuizará por si. Acho, contudo, que o protagonismo das estórias, em termos de tema, é algo desequilibrado, podendo causar uma maior proximidade por uma ou por outra. A mim aconteceu, muito principalmente por conta da personagem Harry, que dá um encanto especial a uma obra, já de si, especial...Este é um romance que gostei imenso de ler e que fará, logo que possa, parte da minha biblioteca pessoal. Nota máxima, sem qualquer sombra de dúvida!P.S: Não estava para acrescentar este pormenor, confesso. Contudo, ao reler este comentário, dá a sensação de que estou a "impingir" um livro, de uma maneira algo fria/impessoal. Se não o faço de forma mais efusiva é por duas razões. Se o fosse fazer iria entrar em detalhes e, se há coisa que detesto, é ler uma [i]review[/i] que, basicamente, é o resumo do livro. Penso que ninguém quer, ninguém merece. Depois, este é um daqueles casos em que, finda a leitura, se fica a remoer no que se leu. E qualquer palavra parece ser uma mera gota dentro do oceano... Read Less

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