
Autor: Alberto Torres Blandina
Edição: Fev/2011
Páginas: 192
Editora: Quetzal
Salvador Fuensanta é empregado de limpeza de um aeroporto e está às portas da reforma. Este lugar tão impessoal – onde trabalha há mais de vinte anos – e os milhares de pessoas desconhecidas que diariamente cruzam o seu posto vão desenvolver nele uma capacidade especial – a de modelar a realidade, recriando histórias e julgando adivinhar as vidas dos passageiros anónimos.
Além disso, Fuensanta conhece muito bem as outras pessoas que trabalham no aeroporto: Sara, a empregada da cafeteria; Joana, que trabalha no quiosque; Pau, um artista inconformado que inventa um poeta finlandês para se tornar famoso e se apaixona por uma rapariga que sofre de amnésia em consequência de uma acidente aéreo.
Assim, este mundo cheio de conversas e histórias soltas, inacabadas, reais, inventadas, que se mesclam a um ritmo alucinante, vai-se transformando num relato de contornos invulgares, em que cada história oculta ou revela uma outra história. Tradução de Francisco Guedes.
Autor:
Alberto Torres Blandina nasceu em Valencia, em 1976. É ficcionista, professor de literatura, dramaturgo e vocalista do grupo Niñamala. Os seus dois primeiros romances foram finalistas de vários prémios literários, e Coisas Que Nunca Aconteceriam em Tóquio, traduzido agora para português, foi galardoado em 2007 com o prémio de romance Las Dos Orillas.








Comentários
As personagens são pouco interessantes e não me motivou minimamente.
Para quem gosta de histórias diferentes do habitual, aconselho.
Numa classificação de 1 a 5, dou 2.
Imaginem vários diálogos protagonizados por uma personagem sui generis, de seu nome Salvador Fuensanta, e vários receptores, os passageiros de um certo aeroporto. Mas imaginem que só têm acesso ao discurso de Salvador.
Este senhor, que caminha a passos largos para a reforma e passa os seus dias varrendo o aeroporto, é, na realidade, um contador de histórias. É dessas histórias que vamos tomando conhecimento, pouco a pouco: hilariantes, fantasiosas, trágicas. A tal ponto que ficamos, mesmo sem querer, presos nesses labirintos da imaginação, tal a forma como são contadas.
Ao mesmo tempo, viajamos, brevemente, por vários países e suas culturas; tomamos conhecimento de vários escritores... Uma leitura que aconselho vivamente para um dia bem disposto.