Coisas Que Uma Mãe Descobre (e de que ninguém fala)

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Autora: Filipa Fonseca Silva
Ilustração: Sofia Silva
Edição: Mar/2015
Páginas: 152
ISBN: 9789722529549
Editora: Bertrand Editora

 

 

 

Cheio de humor e algum sarcasmo, este é um livro indispensável para pais recentes, que descobrem algumas dicas de como lidar com as situações mais inesperadas, para pais experientes, que se vão rever em muitas das peripécias descritas, para pais grávidos, que vão poder preparar-se para o que os espera, e ainda para todos aqueles que nunca quiseram ser pais e que precisavam de novas razões para continuarem a não querer.

Uma compilação de crónicas em que Filipa Fonseca Silva partilha a sua experiência na grande aventura da gravidez e maternidade e que, graças às ilustrações da talentosa Sofia Silva, pode ser completado com fotografias e notas de quem o lê, tornando-se, no final, um divertido álbum de recordações sobre o incrível mundo das mães.
Citação: «É que ser mãe é, de facto, uma experiência única. Para o bem e para o mal. É a coisa mais bonita do mundo, mas também a mais extenuante. É um flutuar entre momentos de felicidade e de angústia profunda. É o não trocar nenhum minuto passado ao lado dos nossos filhos, mas ao mesmo tempo ter saudades dos tempos em que eles não existiam (ou desejar secretamente que eles desapareçam durante uma hora para podermos ouvir os nossos próprios pensamentos). E entre os milhões de livros e artigos que já foram escritos sobre o assunto, nenhum nos conta toda a verdade. Sobretudo porque há sempre a tendência para sobrevalorizar as coisas boas e não dar muita importância aos momentos mais complicados.»

Desta autora no Segredo dos Livros:
Os 30 - Nada é Como Sonhámos
O Estranho Ano de Vanessa M.

Autora:

Filipa Fonseca Silva nasceu no Barreiro em 1979. Licenciada em Comunicação Social e Cultural pela Universidade Católica, preferiu a publicidade ao jornalismo, tornando-se redatora publicitária em 2004, profissão que ainda exerce. Sonha tornar o mundo mais verde e espalhar histórias bonitas. Os Trinta – Nada é como Sonhámos foi a sua primeira obra publicada, seguindo-se-lhe O Estranho Ano de Vanessa M. e Coisas que uma Mãe Descobre. É a única portuguesa a ter chegado ao Top 100 da Amazon em todo o mundo. Além de escrever, adora pintar, colecionar sapatos e comer melancia. Vive em Lisboa com o marido e os filhos.

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Autora:

Sofia Silva nasceu em Lisboa em 1970. Com formação em artes plásticas pela António Arroio, e depois de uma breve carreira como vocalista de uma banda rock, aterrou na publicidade, onde trabalha como diretora de arte desde 1995. Nunca deixou de desenhar e, embora Coisas que Uma Mãe Descobre seja o seu primeiro trabalho publicado fora da publicidade, tem inúmeras ilustrações no portefólio e muitas mais na cabeça. Vive num mini-zoo em Benfica, com o marido, o filho, dois cães, dois gatos e dois canários.

Veja alguns dos seus trabalhos em mademoisellesilva.blogspot.pt

Comentários  

 
#5 Lia Costa 2015-08-18 14:52
É uma leitura interessante para quem já foi mãe, especialmente porque serve para confirmar que, independentemen te de tudo, todas as mães passam mais ou menos pelas mesmas coisas. Com mais ou menos impacto, todas temos as mesmas questões e as mesmas dúvidas.

Com uma escrita simples, direta e sem grandes floreados, é um livro bastante frontal, onde autora expõe, por crónicas, diversas passagens com as quais facilmente nos identificamos, mas que, para algumas futuras mães, podem ser um pouco intimidantes e assustadoras.

O que mais gostei: As ilustrações do livro!

O que menos gostei: Tem algumas citações demasiado exageradas (no meu ponto de vista, claro).
 
 
#4 Helena 2015-06-21 17:39
Coisas que uma mãe descobre proporcionou-me uma deliciosa vertigem de reconhecimento com o que sei e não esqueci sobre a experiência da maternidade (que repeti). O sentido de humor e sentido crítico, bem como a lucidez, estão bem presentes nesta narrativa que nos faz encarar o bom e o difícil desta viagem de emoções e sentimentos, quando um novo ser invade a nossa vida.

Cada vez mais gosto de ler obras de autores portugueses, que nos "falam" ao coração. Alguns não dispenso e é tão gratificante ler uma narrativa bem escrita e sentida. Para mais, só lendo. E não se esqueçam de reparar nas imagens e nos espaços de notas com que podemos tornar o livro tão pessoal.
 
 
#3 Ana Costa 2015-06-09 16:43
Coisas que uma Mãe descobre (e de que ninguém fala) é livro para se ler ‘de uma assentada’. A escrita é feita por temas e capítulos (crónicas), tornando a leitura agradável. Todo o texto é complementado com ilustrações simplesmente fantásticas, que encaixam na perfeição no contexto e são realmente originais. Ao percorrer as páginas, encontram-se espaços destinados aos próprios dados do leitor – como anotações ou fotos - o que torna este livro, no mínimo, muito criativo.

Relativamente ao conteúdo, a abordagem é muito interessante e divertida. Pode dizer-se que é a verdade despida de preconceitos e eufemismos, mas vestida com muito humor.

Coisas que uma Mãe descobre (e de que ninguém fala) não é um livro apenas para mulheres que são, ou estão para ser, mães; é um livro para quem goste de estar informado, de dar uma boa gargalhada ao rever-se em certas situações e para quem, de uma forma ou de outra, se relaciona com mães: maridos, pais, avós, amigos, irmãos, colegas de trabalho.
 
 
#2 PCCST 2015-05-19 13:03
Um livro escrito de uma forma simples e direta, em que a autora não está cá com floreados no que à maternidade diz respeito.
Aborda variadíssimos temas, com muitos dos quais quem é mãe se vai identificar.
Confesso que, em algumas passagens, achei a opinião da autora um pouco "crua" demais, mas são pontos de vista e só temos que respeitar.
Um livro pequeno que se lê facilmente e que, mais uma vez, quem é mãe, vai dizer várias vezes, mesmo que em pensamento "isto já aconteceu comigo"!
 
 
#1 Clarinda Cortes 2015-05-04 18:14
Nesta leitura, vivi momentos de muito humor nas descrições das experiências e das peripécias que esta mãe viveu e continua a viver. As situações são deveras realistas e quem já passou por isso, sabe do que falamos.

Por vezes, a autora questiona o seu papel de mãe, a sua forma de pensar e/ou agir. Acha-se uma “má” mãe, segundo os padrões normais, ou será apenas uma mãe que questiona, que encara a realidade e que não gosta de seguir caminhos ou estratégias pré-concebidas? Por vezes, até cria categorias, na tentativa de dar resposta a algumas das suas questões e ansiedades, como os diferentes tipos de mães, por exemplo. Nós, mães, temos a tendência para ver tudo através de lentes mágicas e justificamos tudo com o facto de que ser mãe é “sacrificarmo-n os” pelos nossos filhos, sem reclamar ou achar que algo não está bem. Foi assim que a mensagem passou de geração em geração e, quando uma mãe questiona, é, muitas vezes, mal interpretada. Que atire a primeira pedra a mãe que ainda não se questionou sobre se ser mãe é ou não o “melhor do mundo”. É realmente o “melhor do mundo”, mas com alguns “ses”…

Podemos achar algumas passagens descritas algo “duras” nesta etapa que é a maternidade, mas há momentos em que nos questionamos seriamente sobre essa mesma maternidade e sobre tudo o que ouvimos ou lemos acerca dela. Desejamos muitas vezes um momento só para nós, mesmo que efémero. Eu revejo-me em muitas passagens deste texto, até porque tive gémeas e, durante algum tempo, o meu tempo parou e vivi apenas o delas. Não me arrependo, sou mãe, mas senti muitas vezes necessidade de me afastar um pouco. Ainda bem que o fiz e ainda o faço, a bem da minha sanidade mental.

Ao longo do livro, revivemos lugares comuns descritos com muito humor e uma bela dose de sarcasmo. A autora, como mãe, não tem papas na língua. O amor que só uma mãe é capaz de sentir e sabe demonstrar, qualificam-na para falar desta forma que, por vezes, parece pouco abonatória, mas é simplesmente um desabafo de sentires ao longo desta interminável aventura que é ser uma mãe real, uma mãe que é mãe, esposa, filha, profissional, empregada doméstica (algumas a tempo inteiro, infelizmente), amiga, companheira, …

A Filipa escreve de forma muito simples, com muita clareza e fluência, tornando a leitura rápida e motivante. As ilustrações da Sofia são um elemento chave que proporcionam a este livro aquele toque de ternura e alegria que complementam a escrita. A escrita e a ilustração emprestam ao livro um equilíbrio maravilhoso. Parabéns pelo cuidado que tiveram com ele na sua conceção!

Recomendo este livro a todas as mulheres, mães ou não, assim como a todos os homens, porque todos já fomos bebés/crianças e todos tivemos/temos uma mãe. Leiam-no com a mente aberta, com muito amor e carinho!
 

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