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| Como falar com um viúvo |
| Segunda, 26 Julho 2010 21:33 | |||
![]() Autor: Jonathan Tropper Edição: Jul/2010 Páginas: 302 Editora: Suma de Letras, uma chancela Objectiva Doug Parker. 29 anos. Viúvo. Quando casou com Hailey – linda, inteligente e dez anos mais velha – Doug prescindiu de uma vida despreocupada em Manhattan para ir viver numa pacata cidadezinha do estado de Nova Iorque com a mulher e o enteado. O idílio do casal termina tragicamente com a morte inesperada de Hailey, que deixa Doug afogado em sofrimento e Jack Daniels. Doug sente-se incapaz de ultrapassar a morte da mulher e olhar para o futuro com esperança. Mas os problemas da sua família excêntrica não lhe deixam espaço para muitas lamentações. Claire, a irmã-gémea de espírito autoritário, muda-se de armas e bagagens, e um bebé na barriga, para casa de Doug, determinada a dar um novo rumo à vida do irmão. Debbie, a irmã mais nova, anda obcecada com os preparativos de um casamento de princesa com o ex-melhor amigo do irmão. Mas a grande preocupação de Doug é o enteado, Russ, que se transformou de criança doce em adolescente problemático. Autor: Jonathan Tropper é autor de vários romances, que estão traduzidos em mais de dez idiomas. Vive com a mulher, Elizabeth, e com os filhos no estado de Nova Iorque, onde lecciona na Manhattanville College. Três dos seus romances, incluindo Como falar com um viúvo, estão em processo de adaptação ao cinema.
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| Actualizado em Quarta, 08 Setembro 2010 15:53 |
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| Re:Compras - 2012 Júlia 8.2.2012 17:13 |
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| Re:7 de Fevereiro Júlia 8.2.2012 15:36 |
| Re:Coleção Triângulo Jota toiota 8.2.2012 14:40 |
Comentários
Deparamo-nos logo nas primeiras páginas com duas das personagens principais desta história: Doug e Russ. As vidas deles cruzaram-se em tempos devido a Hailey e, agora que ela morreu, ambos se sentem avassalados pela dor e pelo sentimento de perda que os invade.
Toda a história gira em torno da morte desta mulher e de como Doug, o seu marido, tenta ultrapassar a sua dor ou perder-se nela. O resultado final poderia muito facilmente descarrilar para algo muito lamechas ou demasiado distante do comum leitor que pega neste livro, porém, orgulho-me de dizer que não se passou nada disso. Recorrendo a algum sarcasmo e humor negro capaz de nos provocar um sorriso e a diversas situações caricatas que nos conquistam, Jonathan Tropper desenvolve uma história que nos prende e lembramos com prazer.
A empatia com o Doug surge nas primeiras páginas, porque, apesar de amargurado, confuso e revoltado, possui uma perspicácia extraordinária e um sentido crítico acutilante, que se manifesta em reflexões sarcásticas e diálogos mordazes.
As peripécias que lhe sucedem no relacionamento com o enteado Russ, Jim, o pai de Russ, a bela e excêntrica Claire, a infiel vizinha Laney e todas as outras fantásticas personagens, como o pai, a mãe, são divertidíssimas .
Imperdível.
Não me admira que em breve esteja adaptado ao cinema.
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