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Autor: Dave Eggers
Edição: Abr/2011
Páginas: 440
Editora: Livros Quetzal

Will e Hand estão carregados de dinheiro e de memórias de Jacky, um amigo deles que morreu há pouco tempo. Decidem tirar uma semana de férias e viajar à volta do mundo para doar esse dinheiro. Na verdade, não sabem por que razão o querem fazer, só sabem que tem de ser feito. Talvez tenha alguma coisa a ver com a morte de Jack - talvez só mais tarde venham a encontrar a razão.
Mas à medida que que os seus planos vão sendo a frustrados, com permanentes reveses e mudanças incontroláveis e com a ingratidão dos que escolheram para beneficiários, Will e Hand descobrem que o mundo é infinitamente maior, mais surreal e mais excitante do que eles alguma vez tinham podido imaginar. O mundo é um sítio onde nos podemos mesmo perder.

Autor:
Dave Eggers, nasceu em Boston, em 1970, numa família de quatro irmãos. Depois da morte dos pais, em 1991, mudou-se com o irmão mais novo, de quem ficou tutor legal, para a Califórnia, onde frequentou a Universidade de Berkeley. Escritor galardoado, Eggers recebeu várias distinções também pela sua actuação junto das comunidades, nomeadamente, pelo trabalho  que desenvolve em 826 Valencia - projecto educativo sem fins lucrativos que promove as competências linguísticas e literárias de jovens do seis aos dezoito anos - e, mais recentemente, pela denúncia do fracasso da administração americana no rescaldo do Katrina, através do seu envolvimento no caso Zeitoun e subsequente relato em livro (Quetzal, 2010). Dave Eggers é fundador da editora independente McSweeney's. Vive com a mulher - a escritora Vandela Vida - e os seus dois filhos na baía de São Francisco.

Comentários  

 
#1 Helena 2011-04-30 23:07
Complicado fazer um comentário a este livro, porque intrigou-me e inquietou-me enquanto o lia.

Dois jovens de vinte e sete anos, desgarrados e perturbados após o brutal acidente de viação que matou o seu melhor amigo, decidem distribuir uma considerável quantia de dinheiro. Esse dinheiro que um deles ganhara e de que não se julgava merecedor, foi o mote para uma louca e radical viagem que os levou ao Senegal, Marrocos e Estónia.

O que eles procuravam era respostas e a razão para ultrapassar a falta de afecto e de limites com que viveram e prosseguir sem o peso dos seus conflitos e memórias e conhecer a sua velocidade.

A maior parte deste bem escrito livro é relatos de absurdas e inusitadas situações que eles experienciaram e percepcionamos que, dependendo do nosso olhar, podemos ver o mundo por outra perspectiva.
Intenso e perturbador.
 

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