Continua Desaparecida

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Autora: Chevy Stevens
Edição: Jun/2011
Páginas: 320
Editora: Bertrand

No dia em que foi raptada, Annie, de 32 anos, tinha três tarefas a cumprir: vender uma casa, esquecer uma discussão infeliz que tivera com a mãe e ir jantar com o namorado… mas de repente todos os seus planos ficaram suspensos. Durante um ano foi prisioneira de um psicopata numa casa perdida nas montanhas. Através do relato que faz desse período à sua psiquiatra, ficamos a saber a história decorrida nesse ano, mas também o que se seguiu à sua fuga…
“Sentei-me tão repentinamente que quase desmaiei. Sentia a cabeça a andar à roda e tinha vontade de vomitar. De olhos abertos e com os ouvidos em esforço para captar qualquer som que se fizesse sentir, perscrutei o ambiente à minha volta. Estava numa cabana de madeira (…). Ele não estava ali. O meu alívio durou apenas um instante. Se não estava ali, onde estava ele?”

Autora:
Chevy Stevens trabalhou a maior parte da sua vida adulta como vendedora numa loja e depois como agente imobiliária. Entre paredes vazias à espera de potenciais clientes, passou horas a pensar naquilo que um dia lhe poderia acontecer. O cenário mais aterrador foi o sequestro, e daí surgiu a ideia de escrever Continua Desaparecida. Seis meses depois, Chevy vendeu a sua casa e deixou a agência imobiliária para poder acabar o livro e hoje é escritora a tempo inteiro.
Continua Desaparecida é best-seller do New York Times e já foi publicado em 23 países.

Mais informação em http://www.chevystevens.com/

Comentários  

 
#6 veronica silva 2011-10-03 21:43
Não costumo ler thrillers, mas este livro tinha opiniões tão boas que resolvi arriscar. E ainda bem que o fiz. É um livro intenso, cheio de relatos dramáticos sobre uma mulher que foi raptada e que passou pelas maiores atrocidades. Chega a ser arrepiante, cenas de uma violência psicológica que custa a acreditar como alguém consegue suportar tanta monstruosidade.
Custa também a acreditar que a autora tenha criado esta história apenas a pensar no que lhe poderia acontecer na sua profissão. Todo o enredo, todos os cenários, toda a crueldade é tão real que parece que estamos a ler uma história que aconteceu mesmo, quase parece que estamos a ler um relato biográfico. E infelizmente deve ser real para muitas pessoas que estão desaparecidas. Faz-nos pensar em quantas estarão à mercê de loucos como o “Tarado”.
Foi realmente satisfatório e surpreendente, daqueles livros que dão entusiasmo, que não se quer parar de ler nem por um segundo que seja. Dei por mim a especular: “será que ela consegue fugir?”, “quem foi que a mandou raptar?”, “quem é afinal o tarado?”. É mesmo de suster a respiração, que foi o que fiz aquando da fuga de Annie. É simplesmente surpreendente. Acho que foi mesmo a parte mais interessante do livro, ainda mais que as revelações finais. Deixou-me com uma reação do tipo “uau! A sério? Ufa...”
E as personagens? Tão bem construídas, tão credíveis, tão reais. É preciso muita força, muito sangue frio e coragem para poder ultrapassar situações destas e Annie é espectacular. É quase impossível acreditar que se consegue manter a sanidade mental numa situação destas. Até mesmo o “tarado” está tão bem criado, as oscilações de humor, as taras... muito bom mesmo. Ele tão depressa é agressivo, como pode mostrar-se terno. Cheguei mesmo a ter pena dele, o que é horrível de dizer.
Quem não é muito adepto deste género literário, mas que tem curiosidade em ler algo de emocionante, bem, este é o livro indicado. É daqueles que nos deixam colados ao lugar onde estamos a ler, quase a roer as unhas e a respirar com dificuldade.
Recomendo.
 
 
#5 Cristina Delgado 2011-09-17 05:47
Há livros que deixam marcas e me fazem perguntar como é possível uma escritora ter uma imaginação tão prodigiosa e fazer, ao mesmo tempo, um relato tão real de uma situação fictícia.

A sinopse é parca, para o tanto que sentimos com a sua leitura. Não só sentimos, como também visualizamos todas as cenas, como se de um filme se tratasse! E, quando um livro me faz mergulhar tão intensamente nos sentimentos, nas vivências da personagem principal, então, posso afirmar que ele conseguiu, sem sombra de dúvida, atingir a sua função: deixar que eu entrasse na sua história, que eu me transformasse nessa personagem!

Devem mesmo ler este livro! É indescritível o terror e as agressões a que é sujeita Annie, aquando do seu desaparecimento e nos seus longos dias de cativeiro! Faz-nos pensar em todos os que podem estar a passar por situações idênticas, tal é o realismo que a autora impregna nas suas palavras!

Desapareceu, de facto, num certo dia em que um homem a atacou e a levou contra sua vontade, mas continua desaparecida, mesmo depois de ter sido encontrada: Annie nunca voltará a ser a mesma! No entanto, a sua luta diária para "viver" as coisas mais básicas, para sobreviver às rotinas do dia-a-dia, deixam o nosso coração apertado.

Brilhantemente escrito, com uma dureza que nos fere os sentidos, este livro é daqueles que queremos ter na nossa estante e que não vamos esquecer tão cedo. Para ler, com urgência! Muito bom mesmo.
 
 
#4 PCCST 2011-08-10 09:42
"Continua desaparecida" é um livro surpreendente.
As minhas expectativas, após a leitura da sinopse, eram muitas, mas posso dizer que o livro superou todas elas.
Annie O'Sullivan, uma agente imobiliária de 32 anos que foi raptada durante o seu trabalho, relata neste livro, a sua experiência traumatizante.
Desta forma, todos os capítulos correspondem às sessões de psicoterapia que Annie frequentou, dando-nos assim a conhecer toda a história que se viu obrigada a viver.
Uma história aterradora, com uma personagem principal muito bem conseguida, pois transmite-nos, na perfeição, todos os medos, abusos e traumas por que passou.
Além disso, todo o desenrolar e até o desfecho dos acontecimentos é totalmente imprevisível e mirabolante, pelo que ganha ainda mais pontos nesse sentido.
Aconselho a sua leitura. Sem dúvida, um livro que nos deixa com todos os sentimentos à flor da pele.
 
 
#3 Vera Brandão 2011-07-31 11:11
Continua Desaparecida é o romance de estreia da autora Chevy Stevens, um livro que, enquadrando-se no género do thriller psicológico, se caracteriza por estar muitíssimo bem conseguido.

Annie O´Sullivan, de 32 anos, relata nas sessões com a psiquiatra, em primeira mão e em formato de monólogo, o seu rapto e cativeiro que durou um ano. Ora, sabendo de antemão este facto, facilmente deduzimos que o sequestro terminou da melhor forma. A vítima sobreviveu, apesar das mazelas e do trauma, e ela está de volta à sua comunidade. Ainda assim, o enredo torna-se extremamente interessante, uma vez que o leitor não sabe o que realmente aconteceu à protagonista.

Desta forma, cada capítulo do livro corresponde a uma sessão na terapia de Annie, que começa por explicar como foi raptada, relatando todos os acontecimentos ocorridos em cativeiro, obedecendo à linha cronológica real. A autora formula capítulos pequenos, em que Annie se dirige inicialmente à terapeuta, mas embrenha-se no relato do terror que viveu, recorrendo, de igual forma, a flashbacks de acontecimentos passados.

A protagonista dirige-se ao seu raptor, apelidando-o de "Tarado" e revela toda a informação alusiva à caracterização standard de um psicopata. Desde os rituais humilhantes para com a vítima (e as punições decorrentes do não cumprimento destas regras) até à relação com o Eu (do Tarado), facilmente se traça o perfil de uma pessoa que aparentemente é normal, mas apresenta desvios na sua personalidade. Todo o relato atinge proporções doentias, sádicas, aterradoras... extremamente perturbadoras. Todos e quaisquer adjectivos são insuficientes para descrever a angústia que tal livro transmite ao leitor. Estamos, portanto, perante um livro tão gráfico que cheguei a sentir raiva do que estava a ler, de tão reais os acontecimentos narrados!

Mas estes relatos estendem-se para além da experiência em cativeiro, falando também da relação da protagonista com a mãe, o padrasto, a amiga Christina e o namorado Luke. Um livro que, apesar de transmitir sentimentos como a angústia, terror e sofrimento da personagem principal, faz com que reflictamos sobre a vida e valorizemos os nossos entes queridos. Dá também que pensar, nomeadamente nos casos de Natasha Kampusch e da filha de Josef Fritzl, bastante semelhantes ao conteúdo do que é narrado. E mais: faz-nos temer quando, ainda que na nossa completa inocência, comunicamos com alguém estranho, mesmo em circunstâncias meramente profissionais!

Inúmeras perguntas se impõem aquando do rapto de Annie. Acima de tudo, terá sido este meramente aleatório? Qual será a verdadeira identidade do Tarado? Como terá Annie conseguido libertar-se? A um ritmo bastante acelerado, a autora acaba por responder a estas questões, de uma forma brilhante e acima de tudo, surpreendente!

Um enredo vicioso, associado a um estilo de escrita acessível por parte de Chevy Stevens, fizeram deste livro uma rápida e bastante intensa leitura (duas noites!!!). Associado a este facto, a narrativa possui um desfecho brutal e completamente inesperado! Valerá a pena a destruição de uma vida em nome de um capricho?

Desta forma, e pelos motivos anteriormente explanados, este foi um livro que imediatamente ganhou um lugar cativo no pódio dos melhores livros lidos este ano. Recomendo vivamente! Um thriller simplesmente espectacular!!!
 
 
#2 Vera Mouta 2011-07-25 20:06
Este livro pode parecer, ao ler a sinopse, que se trata de um relato dramático sobre um rapto e do que aconteceu à vítima, mas é mais do que isso: é um thriller onde somos apresentados a Annie, uma agente imobiliária que é raptada e, durante um ano, viveu numa cabana com um psicopata.

O livro é narrado por ela durante as sessões que tem com a psicoterapeuta e vamos acompanhando o que ela viveu na cabana: as violações, as privações, como ela conseguiu fugir e, ao mesmo tempo, como foi voltar para casa, sendo constantemente assediada pelos órgãos de comunicação social, para saber todos os pormenores sórdidos do que lhe aconteceu.

Acompanhamos a nível psicológico como ela se abstraiu na cabana para poder sobreviver dia a dia; como foi o regressar a casa, sendo uma mulher completamente diferente da que “partiu”; como ela lidou com o que deixou para trás e que, entretanto, se modificou naquele ano, enfim uma série de acontecimentos que a mudaram para sempre.

Gostei bastante do livro e claro que, ler o que ela sofreu, abalou-me um bocado, mas o que me deixou chocada foi a parte final do livro, o rumo que a investigação teve, pois não estava à espera daquele final surpreendente.

Duas coisas que retiro: a infância é sempre onde se desenvolvem as psicoses que ficam para o futuro (cada vez mais leio isso nos thrillers/polic iais) e a inveja é uma coisa muito feia.
 

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