Contos

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Autor: Thomas Mann
Edição: Out/2013
Páginas: 296
ISBN: 9789722527088
Editora: Bertrand Editora

  

 


Figura cimeira da literatura do século XX e um dos romancistas mais celebrados a nível mundial, Thomas Mann escreveu também numerosos contos. A presente obra é uma seleção de alguns dos seus melhores contos, que constituem uma excelente forma de o leitor se familiarizar com o universo ficcional do autor, até porque nalguns deles se reconhecem pequenos esboços dos seus romances mais importantes. Estes contos refletem a sua faceta lírica, mas também os conflitos éticos, sociais e políticos que tão profundamente caracterizam a obra de Mann.

 

Autor:

Thomas Mann nasceu em Lübeck, Alemanha, em 1875, numa família burguesa opulenta. Os desejos de liberdade plena cedo o levaram a manifestar-se em favor do regime republicano e da democracia, dando provas claras desse seu liberalismo no romance Os Buddenbrook, uma análise psico-realista da burguesia decadente, que publicou em 1901, quando tinha apenas vinte e cinco anos, e que lhe conferiu considerável notoriedade no mundo da literatura. No romance Montanha Mágica (1924) faz uma análise exaustiva do tempo que precedeu a 1ª Grande Guerra, numa Europa doente. No romance Doutor Fausto (1947) volta-se para o tema da discórdia entre o espírito e a vida e leva a ação a desembocar na catástrofe do herói, em paralelo com a calamidade que pouco antes se abatera sobre o povo alemão.
Thomas Mann é autor de uma obra literária vasta e rica, da qual fazem parte muitas outras obras, como, além das já citadas, Morte em Veneza (1912); Um Homem e o Seu Cão (1919); Mário e o Feiticeiro (1930); Da Próxima Vitória da Democracia (1938); Carlota em Weimar (1939); Esta Guerra (1940); A Alemanha e os Alemães (1947); O Eleito (1951); A Simplória (1953).
Thomas Mann viveu em Munique, com pequenas interrupções de 1893 a 1933; saiu da Alemanha para a Suíça após a subida ao poder de Adolfo Hitler e transferiu-se da Suíça para os Estados Unidos da América em 1938, passando, em 1944, a ter nacionalidade americana.
Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1929 e o Prémio Goethe em 1949. Morreu em Kilchberg (Zurique) em 1955, aos oitenta anos.

Comentários  

 
#1 Joana Cardoso 2013-11-03 18:00
Esta colectânea de contos é o primeiro contacto que tenho com este autor. Se, por um lado, gostei da escrita e do conteúdo, bem como dos temas dos seus contos, por outro lado achei-os extremamente densos. É um livro que não é fácil de ler, e estes não são contos para ler de seguida, mas sim para ir lendo um aqui e outro ali. E tem que se estar com um determinado estado de espírito, para que a leitura nos agrade e envolva.

Os contos do autor são bastante peculiares. Conseguimos sempre notar nas suas personagens uma estranheza, uma inquietação, um desassossego que leva a atitudes inexplicáveis e prematuras. Apesar de ter achado que o autor tem qualidade, a verdade é que não me consegui fazer gostar dos seus contos. Provavelmente por andar cansada e com falta de tempo, não me sentia no estado de espírito mais propício para ler este autor. No entanto, olhando de uma forma mais analítica e distanciada, não posso deixar de reconhecer o mérito do autor. Pode ser que, eventualmente, lhe venha a dar nova oportunidade quando me sentir com um estado de espírito apropriado.

Sinceramente, não sei muito bem o que dizer acerca deste livro. Afinal de contas, são apenas contos e, como são bastantes, acho que nem sequer se coloca a hipótese de falar deles individualmente . Se alguém tiver a curiosidade de ler o livro, acho que o deve fazer, mas que tenha em mente que é um livro para levar algum tempo a ser lido e que é bom que vá intervalando com outras leituras.
 

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Uma Pequena Palavra...

"O Homem e o escritor são a mesma pessoa. Mas este facto constitui a maior descoberta de um escritor. Precisei de muito tempo - e de quantas páginas escritas! - para chegar a essa síntese."
V.S.Naipaul, in O Enigma da Chegada.