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| Corações Sagrados |
| Segunda, 11 Abril 2011 23:22 | |||
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Autora: Sarah Dunant Em plena Renascença, o convento de Santa Caterina está repleto de mulheres da nobreza cujos comportamentos foram reprovados pelas suas famílias. Muitas estão já resignadas com esse destino. Mas a recém-chegada Serafina não se conforma. Vive obcecada com a fuga e o homem que ama. A sua revolta quebra a harmonia do convento dirigido por Madonna Chiara, uma abadessa tão à vontade na política como na oração.
Ela entrega Serafina aos cuidados da Suora Zuana, a jovem freira que dirige o dispensário e trata todas as maleitas, da pestilência à melancolia e à automutilação. Perante a improvável amizade que vai unir estas duas mulheres, há quem se mantenha vigilante, como é o caso da severa Suora Umiliana e da misteriosa Magdalena, com um passado de êxtases e visões... Mas o espírito rebelde de Serafina vai abalar irreversivelmente a vida do convento e as mais profundas convicções das suas ocupantes. Autora:
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| Re:Dividir pack Ana_Pereira 21.5.2012 17:53 |
| Re:Dividir pack Denise 21.5.2012 17:43 |
| Re:Dividir pack Ana_Pereira 21.5.2012 17:39 |
| Re:Dividir pack Denise 21.5.2012 17:34 |
| Re:Destak da semana 14 a 20 clarinda 21.5.2012 17:16 |
Comentários
Adorei conhecer várias das personagens, como a Suora Zuana, uma mulher que encontra na ciência o milagre de Deus, a abadessa Chiara, uma mulher como uma enorme capacidade de liderança e até a rebelde e ardilosa Serafina. Considero que um dos pontos fortes do livro é a forma como a autora salienta a perspectiva das mulheres numa época conturbada, na qual foram reprimidas, subjugadas e negligenciadas. Estas mulheres foram encarceradas em conventos, não por devoção, mas porque as famílias não tinham posses para casá-las ou porque tinham a cara ou o corpo marcado pela doença. No final do livro, a autora faz referência a um excerto de uma carta escrita por uma freira, que penso que traduz bem esta época: “Muitas de nós somos encerradas contra a nossa vontade e privadas de qualquer contacto com o mundo exterior. Ao vivermos assim, com tal rigidez e abandonadas por todos, temos apenas o Inferno, neste mundo e no próximo.”
Durante a leitura deste livro, tive a oportunidade de visitar um mosteiro em Barcelona e fui imaginando as personagens naquele ambiente, percorrendo o jardim de ervas medicinais e os corredores. Foi fascinante! Confesso que, depois desta visita, o entusiasmo pelo livro aumentou imenso. A autora soube captar muito bem aquele ambiente.
Por fim, não é um livro que fomente uma leitura compulsiva. Pelo contrário, é daqueles livros para ir lendo com tempo, sem pressa. É uma leitura agradável, com uma escrita fluída, dinâmica e realista, que enreda o leitor da primeira à última palavra.
Contudo, é um livro extenso e, apesar de muito bem escrito, em determinados momentos achei-o muito descritivo e que o ritmo da acção poderia ser mais rápido.
As personagens são ficção, mas o enquadramento é factual e este é certamente um romance envolvente sobre um mistério para as mulheres do nosso tempo: a reclusão e dedicação espiritual.
Talvez por essa razão, eu tenha achado este livro tão fascinante.
Entrar dentro de um convento é algo de que muito pouca gente se pode gabar e, afinal de contas, um convento de freiras hoje em dia é também um pouco diferente de um convento de freiras no séc. XVI, embora a essência permaneça a mesma. Mas foi exactamente isso que a autora conseguiu concretizar: uma entrada secreta e exclusiva para esse mundo de mulheres, tão fascinantes quanto diversificadas.
Perfeitamente enquadrada na época, esta história traz para a luz dos nossos olhos uma sociedade fechada, dentro da sociedade renascentista, mas que nem por isso era menos intrigante ou conflituosa, muito pelo contrário.
De uma forma absolutamente prodigiosa, a autora envolve o leitor na narrativa, de tal forma que torna impossível largar a leitura até chegar ao fim.
Um livro absolutamente genial!
Adorei. :)
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