Cristianismo Iniciático

FaceBook  Twitter  

 

  


Autor:
António de Macedo
Edição: Mar/2011
Páginas: 672
ISBN: 9789898092946
Editora: Ésquilo

 

 

O  que nunca leu sobre o Cristianismo
«Os textos do Novo Testamento bíblico, quer no momento em que foram produzidos, quer no decorrer dos séculos e até hoje, para além da importância e dos efeitos que tiveram na Igreja, na sociedade e na cultura através das suas interpretações religiosas, filosóficas e histórico-críticas institucionais, também exerceram uma forte influência histórica, sociológica e cultural através das leituras e das interpretações heterodoxas e esotéricas que deles têm sido feitas —, não só de uma forma pontual e episódica, mas de uma forma contínua, sustentada e muito mais estruturada, ao longo dos tempos, do que aquilo que nos tem vindo a ser incutido através de um intencional e repetido desfavor, e de uma sis temática marginalização, por parte das instituições reinantes, religiosas ou meramente culturais.

Examinando as circunstâncias e os acontecimentos sociais, culturais e históricos, verificamos que os factos comprovam a omnipresença de esoterismo bíblico e a existência de um cristianismo iniciático, quer nos primórdios do cristianismo, quer ao longo da História e até à Modernidade, nos mais diversos domínios das sociedades ocidentais.
ANTÓNIO DE MACEDO é considerado a grande referência em Portugal no estudo das vertentes iniciáticas e gnósticas do cristianismo. A sua tese de doutoramento, adaptada nesta edição a livro para o grande público, foi apresentada em 2010 na FCSH-UNL (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) e distinguida com a nota máxima.

Autor:

António de Macedo nasceu em Lisboa em 1931. Escritor, cineasta e professor universitário, inclui na sua extensa filmografia dezenas de documentários, programas televisivos e filmes de intervenção sociopolítica, bem como onze longas-metragens de ficção. Tem publicados mais de uma dezena de livros, entre romances de ficção fantástica e ensaios temáticos. Recebeu diversas homenagens e prémios pelas suas importantes contribuições no cinema e na literatura.

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2012-09-15 16:52
Depois de ler este livro, estou em condições de ler e compreender melhor as obras de autores clássicos, como Dante, Camões, Rousseau, Kant ou Goethe, por exemplo, mas também autores mais modernos, como Blavatsky, Fernando Pessoa, H.G.Wells, Bernard Shaw ou T.S.Eliot, por exemplo. Igualmente, passo a ter uma nova perspetiva de obras como a saga de Harry Potter ou d'O Senhor dos Anéis e séries cinematográfica s, como A Guerra das Estrelas ou Matrix.
O autor começa por esclarecer conceitos, como as semelhanças e diferenças entre misticismo, ocultismo e esoterismo. Espraia-se depois sobre as origens do cristianismo iniciático, primeiro as mais afastadas, nomeadamente a influência egípcia, mesopotâmica, persa e helenística, e depois as mais próximas, especialmente as correntes mais relevantes do judaísmo iniciático, como magos e profetas, terminando na época de Jesus com o papel que terão desempenhado no seu pensamento e na sua doutrina seitas como os fariseus, os saduceus ou os essénios. Terá, eventualmente, sido iniciado em alguma ou algumas delas e vivido nas grutas de Qumran.
Passa depois o autor a desenvolver a ideia de que existiu desde o início e continua a existir um cristianismo iniciático, com sociedades secretas e práticas esotéricas. Ao longo dos séculos, houve sempre grupos dissidentes da prática e da doutrina oficial daquela a que chama a corrente ortodoxa da Igreja e que foram ferozmente perseguidos. No início, a igreja seria plural e disso são testemunho não só os múltiplos evangelhos e outros escritos considerados apócrifos, mas até os próprios livros oficialmente aceites e que constituem o Novo Testamento. São exemplos dos primeiros tempos, correntes como o Maniqueísmo, o Sabeísmo ou o Priscilianismo; da Idade Média, podemos citar os Cátaros, a influência do esoterismo islâmico, com o Sufismo, ou do judaico, com a Cabala. Dentro da própria Igreja, houve sempre grupos mais ou menos dissidentes. Basta citar a história nunca completamente contada dos Templários. Não posso também deixar de citar a ordem dos Cavaleiros do Amor, que inspirou a obra de autores como Dante ou Camões.
A invenção da imprensa teve um papel fundamental na difusão da informação e não foi mais possível à Igreja travar a proliferação das mais variadas doutrinas. Foi o fim da Idade Média, ou idade das trevas. Aliás a Reforma e Contra-reforma nunca teriam existido sem o invento de Gutemberg. Nasceu o Iluminismo e a revolução filosófica, científica e artística começou. Fenómenos como o Rosacrucionismo ou a Maçonaria e milhentas outras sociedades mais ou menos secretas, autênticas ou fictícias, não teriam existido.
É uma obra fundamental para quem se interesse por estas matérias. Só tenho um senão a apontar: é demasiado académica para o público em geral. Aceito este formato para estudiosos e alunos universitários, mas devia ter sido feita uma edição simplificada, expurgada dos aspetos mais técnicos e das inúmeras notas de rodapé, especialmente aquelas que se limitam a apontar para a bibliografia e só distraem o leitor leigo, que lê por gosto. Neste tempo em que as religiões perderam muita da sua influência e há uma grande sede de valores, uma edição com metade das páginas seria um êxito editorial, porque a curiosidade é grande à volta deste tema.
 

Tem de iniciar sessão para submeter o seu comentário.

Últimas Opiniões

  • Tudo Vale no Amor
    Foi o primeiro livro que li desta autora e o que posso dizer é que é um livro que tem de tudo, isto é ...
  • 06.03.2017 15:23
  • O Último Paraíso
    Antes de mais, um pouco de História, para nos situarmos e compreendermos aquilo de que fala este ...
  • 04.03.2017 22:10
  • Ligeiramente Indecente
    Mais um livro da saga “Bedwyn”. Neste livro, é contada a história de Lord Alleyne, o qual tem um ...
  • 01.03.2017 14:13

Últimos Tópicos

Uma Pequena Palavra...

"Quando lemos, conseguimos viajar para muitos lugares, encontrar muitas pessoas e conhecer o mundo. Também podemos aprender a lidar com os problemas que tenhamos, instruindo-nos com as lições do passado."
Nelson Mandela