Cristo Clonado

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Autora: J. R. Lankford
Edição: Mar/2014
Páginas: 384
ISBN: 9789896376253
Editora: Saída de Emergência

 

 

Uma amostra do ADN de Cristo foi roubada do Santo Sudário. E agora um cientista vai clonar o filho de Deus.
Será possível clonar Jesus Cristo a partir do Santo Sudário? Um policial arrepiante que nunca irá esquecer.
Cristo Clonado é um policial fantástico sobre uma investigação secreta que pode mudar o mundo: a tentativa de clonar Jesus Cristo a partir do Santo Sudário. A chefiar a investigação está o Dr. Félix Rossi, um conceituado cientista obcecado com duas perguntas: será que o tecido do Sudário contém mesmo o sangue de Cristo? E estará o ADN ainda intacto?

Apesar do secretismo da investigação, forças obscuras tentam boicotá-lo e Rossi não tem tempo a perder: terá de encontrar uma mãe para a criança.
Da alta sociedade nova-iorquina aos bares irlandeses, das igrejas de Harlem à catedral de Turim, Cristo Clonado é uma viagem profunda e emocionante que nunca irá esquecer. Fala-nos de laços familiares perdidos, da procura de Deus por um homem, do desejo de uma mulher em ser especial… e de uma inesperada e terna história de amor.

Autora:

Antes de se dedicar inteiramente à escrita, Jamilla Lankford, licenciada em engenharia, era chefe do comité técnico norte-americano na IEC - organização responsável pela estandardização internacional dos produtos elétricos. Foi a primeira mulher em todo o mundo nomeada para essa posição e, durante 12 anos, viajou pelos cinco continentes no desempenho das suas funções. Em 1993, com o apoio incondicional do marido, Jamilla passou a dedicar-se apenas à escrita e, mais tarde, fundou a sua própria agência literária.

Saiba mais em www.jrlankford.com

Comentários  

 
#2 Sebastião Barata 2014-05-06 23:34
Cristo Clonado é um bom thriller, cheio de momentos de suspense, perseguições vertiginosas, cientistas "loucos", redes criminosas, políticos corruptos e mulheres em apuros com apaixonados prontos a morrer por elas. Tem alguma dose de ficção científica, na área da produção de embriões humanos produzidos a partir de ADN de vestígios de pessoas há muito falecidas e gestação de clones com nascimentos saudáveis. Tem também um pouco de problemas éticos resultantes da clonagem, mostrando algumas implicações ao nível da religião, da ética médica, da política e do futuro da raça humana. A escrita é fluída, absorvente e lê-se com agrado. A história é credível, dentro do género, mostrando as implicações sociais do avanço tecnológico em áreas muito sensíveis.

Gostei, mas fiquei com alguma desilusão, pois o livro não se revelou o que eu esperava. Como envolvia a figura de Cristo e o Sudário de Turim, esperava um thriller religioso, com departamentos mais ou menos secretos da Igreja Católica e outras igrejas cristãs a movimentarem-se de uma forma mais ou menos subreptícia, para travar a todo o custo aquilo que podia resultar no fim do cristianismo como o conhecemos, no surgimento de um novo cristianismo mais voltado para o contacto direto da pessoa com o espiritual, em que a Igreja tradicional não teria mais lugar. A autora não foi por aí. Limitou-se a apresentar uma breve alocução do Papa a mostrar que a Igreja não levou o caso nada a sério, invocando a célebre passagem do evangelho que diz que só Deus sabe quando será a nova vinda de Cristo e que os "sinais" dessa proximidade não estavam a verificar-se. Houve também a intromissão de um sacerdote modesto que, no seu íntimo, desejava que a experiência tivesse êxito, por ser um defensor da autenticidade do Sudário como o lençol que envolveu o corpo de Cristo no sepulcro, o que a ciência continua a dar como não provado.

Mas volto a frisar que, apesar de ser uma história diferente das minhas expectativas, é um livro com muito interesse, fácil de ler, absorvente, que recomendo aos amantes de livros com suspense e conspirações.
 
 
#1 Catia Silva 2014-04-16 15:12
Achei muito interessante o que a escritora pretendeu fazer ao comparar personagens atuais com as pessoas históricas da Bíblia. A empregada negra da família Rossi, a Maggie (Maria), que é virgem e vai ser a mãe de acolhimento do clone de Jesus Cristo; o porteiro Sam Duff (José) que se apaixona por Maggie e vai querer casar com ela e protegê-la de todo o mal.
Maggie, durante a sua gravidez, vai ter desejos de comer azeitonas, um alimento que, na época do nascimento de Cristo, era muito apreciado. Maggie vai ver luzes quando tem ataques epiléticos, que são comparados com as visões que Maria também teve, luzes de que existe registo em fotografias tiradas por um jornalista.
Na altura do parto, a ação acaba por se desenrolar de tal forma que a família Rossi tem que se dirigir para uma gruta no centro do Central Park em Nova Iorque, em comparação com a gruta ou manjedoura em que o menino Jesus nasceu. E o nome do local onde o clone de Jesus vai nascer é Monte Sinai, que também existe na realidade. O Monte Sinai (também conhecido como Monte Horeb ou Jebel Musa, que significa “Monte de Moisés” em árabe) está situado no sul da península do Sinai, no Egipto. Esta região é considerada sagrada por três religiões: cristianismo, judaísmo e islamismo. É um pico de granito com uma altitude de 2285 metros, onde, segundo a Bíblia e a tradição judaica, Moisés recebeu as Tábuas da Lei.
Deus tem um plano, apesar de nós não o vermos: Felix Rossi descobre que é judeu e desde muito novo foi educado pelos seus pais a esconder essa realidade, pois a sua família foi perseguida pelos Alemães.
Como Felix sempre acreditou em Jesus Cristo, sente uma necessidade muito forte de fazer tudo para o trazer de volta à nossa vida. Como os judeus mataram Jesus, agora vai ser um judeu que o vai trazer de novo (através da clonagem), para que o povo judeu deixe de ser perseguido.
Penso que a ideia da escritora é mostrar que, apesar de haver tantas religiões (Cristianismo - Jesus como o Cristo, Filho de Deus; Judaísmo - Moisés; Hinduísmo - Brâman; Islamismo - Alá; Budismo - Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda; Xintoísmo - os Kami ("espíritos"), Sikhismo, Bahai, Jainismo), a segunda vinda de Cristo iria levar as pessoas a amar-se umas às outras e deixar de haver tanta divisão, apesar de isso ser muito difícil, pois cada religião tem a sua própria ideia de Deus.
Gostei muito deste livro e da forma como a escritora narra a história, e como as personagens estão estruturadas e descritas.
Vou ficar atenta a mais publicações desta escritora.
 

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