Cultos Inomináveis

 

 

 

Autor: Robert E. Howard
Edição: Fev/2014
Páginas: 256
ISBN: 9789896376222
Editora: Saída de Emergência

 

 


Robert E. Howard é hoje mundialmente conhecido como o criador de personagens incontornáveis da fantasia como Conan, o Bárbaro ou Salomão Kane. O que muitos desconhecem é o facto de ter existido uma correspondência regular entre os amigos H. P. Lovecraft e Howard, o que terá levado este último a criar contos memoráveis de horror inspirados no mito de Chtulhu.

Os contos lovecraftianos de Robert E. Howard são aqui apresentados numa coletânea onde dominam criaturas que habitam os cantos mais recônditos e negros da Terra, criaturas inomináveis saídas da imaginação de um autor que foi também uma grande influência nos principais mestres de horror. Entre nas ruelas e mansões sombrias de Robert E. Howard e mergulhe na loucura de Chtulhu. Se tiver coragem.

Autor – Robert E. Howard

Autor:

Robert Ervin Howard nasceu a 22 de Janeiro de 1906 e viveu toda a sua vida numa zona rural do estado do Texas. Suicidou-se em 11 de junho de 1936, ao saber que a sua mãe tinha caído num coma terminal.
Filho de um eminente médico, começou a escrever aos quinze anos e publicou a sua primeira história três anos mais tarde, quando era estudante no Howard Payne College em Brownwood. Em Agosto de 1928, começou a publicar os contos de “Salomão Kane“, um puritano inglês de impiedosos duelos, cujas aventuras o levaram aos lugares mais invulgares do mundo. Entusiasta da antiguidade celta e de outras fases da história remota, Howard começou em 1929 – com “The Shadow Kingdom” – a sucessão de histórias do mundo pré-histórico, pelas quais rapidamente se tornou famoso. Os primeiros contos descreviam uma era muito antiga na história da humanidade, quando as sombras dos pré-humanos homens-répteis apareceram em cena. Entre estes, a figura central era o Rei Kull da Valúsia. Em Dezembro de 1932, saiu o “The Phoenix on the Sword” – o primeiro dos contos do Rei Conan, o cimério, uma personagem bem conhecida de todos os fãs da fantasia, em que apresentou o mundo pré-histórico, mas numa data posterior. Howard escreveu também muitos contos pictos e celtas, incluindo uma notável série de contos acerca do chefe Bran Mak Morn.
“Um dos criadores do género fantástico.” H. P. Lovecraft


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Comentários

  • Sebastião Barata

    Maio 11, 2014 às 23:16
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    Não haja dúvida de que é preciso gostar deste tipo de fantasia, para apreciar devidamente este livro. Eu gosto! Aliás, gosto de todos os géneros que tocam a ficção científica.Robert E. Howard foi, conjuntamente com H.P. Lovecraft, seu contemporâneo e amigo, um dos grandes cultores desta fantasia negra e influenciou muitos dos autores de livros de terror que se lhe seguiram. Criou muitas personagens que ainda hoje, quase cem anos depois, inspiram filmes, séries de TV e álbuns de banda desenhada, para além de obras literárias. Também em Portugal houve revistas dedicadas à pulp-fiction, e houve e há seguidores deste […] Ler Mais...Não haja dúvida de que é preciso gostar deste tipo de fantasia, para apreciar devidamente este livro. Eu gosto! Aliás, gosto de todos os géneros que tocam a ficção científica.Robert E. Howard foi, conjuntamente com H.P. Lovecraft, seu contemporâneo e amigo, um dos grandes cultores desta fantasia negra e influenciou muitos dos autores de livros de terror que se lhe seguiram. Criou muitas personagens que ainda hoje, quase cem anos depois, inspiram filmes, séries de TV e álbuns de banda desenhada, para além de obras literárias. Também em Portugal houve revistas dedicadas à pulp-fiction, e houve e há seguidores deste género. A prova disto é este livro que foi criado no âmbito do Clube de Tradução Literária da Universidade Lusófona.Neste livro, podemos constatar a mútua influência exercida pelos dois autores, uma vez que, tanto Howard como Lovecraft, utilizam nas suas obras personagens criadas pelo outro, o que é verdadeiramente interessante. Este conjunto de contos é um testemunho desse intercâmbio, pois diversos contos giram à volta do de Chtulhu, uma criação de Lovecraft. De notar que a maioria destes contos foram originalmente publicados na revista Weird Tales, um publicação que se dedicava a divulgar autores de pulp-fiction.Em todos estes contos há uma ligação, pois se baseiam na ideia de que não estamos sós. Outros seres inteligentes houve, talvez continue a haver e haverá, certamente, depois da nossa espécie se extinguir. Quem sabe se franjas na nossa espécie não irão evoluir de tal forma que, de humanos, já nada terão. Um dos contos que mais me impressionou fala de um povo que terá vivido na Inglaterra não só antes dos Celtas, como até dos Pictos e terá sido escorraçada para os subterrâneos da Terra pelas novas raças invasoras. Milénios depois, evoluíram para seres mais parecidos com vermes do que pessoas. Há contos que falam de povos de gigantes e povos de pigmeus. São explorados mitos asiáticos, mitos americanos pré-colombianos, mitos africanos e mitos nórdicos. O último conto que, pelo seu tamanho, eu consideraria mais uma novela, liga o mito da Atlântida com o mito africano do Homem do Mar e os mitos egípcios.Enfim, um livro cheio de magia, terror, seres abomináveis, horror, em pequenas histórias que não cansam e se leem com muito agrado. Só precisa de ter o sono pesado e um espírito forte, para não se deixar impressionar por estas personagens vindas do mais recôndito do nosso subconsciente, fruto dos medos ancestrais que nos acompanham desde o tempo em que os nossos antepassados viviam nas cavernas rodeados de predadores muito mais fortes do que nós e que nos podiam caçar a qualquer momento.Deixo uma passagem que vale a pena refletirmos: "A sorte tem estado do nosso lado, pois talvez num futuro o destino não venha a privilegiar, do mesmo modo, os filhos do Homem. Melhor será mantermo-nos atentos. O universo não foi apenas feito para a humanidade, a vida atravessa estranhas fases e é um primeiro instinto da natureza que as várias espécies se destruam umas às outras." Quanto mais vai durar a nossa à face da Terra? Ninguém sabe as surpresas que o futuro nos prepara... Read Less

  • Catia Silva

    Abril 21, 2014 às 7:32
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    Foi o primeiro livro que li deste escritor e também deste género de literatura. É um conjunto de contos sobre histórias míticas e criaturas do submundo.Com muita pena minha, o livro não me cativou muito. Não sei se foi pelos contos descreverem os cenários com bastantes pormenores, se foi pela forma como o ambiente negro onde as criaturas vivem que nos é descrito pelo autor. As histórias têm um elo de ligação entre elas, uma Pedra Negra, e criaturas que vivem no submundo, que já foram humanas, mas foram escorraçadas para debaixo da terra.O livro faz muitas referências históricas às […] Ler Mais...Foi o primeiro livro que li deste escritor e também deste género de literatura. É um conjunto de contos sobre histórias míticas e criaturas do submundo.Com muita pena minha, o livro não me cativou muito. Não sei se foi pelos contos descreverem os cenários com bastantes pormenores, se foi pela forma como o ambiente negro onde as criaturas vivem que nos é descrito pelo autor. As histórias têm um elo de ligação entre elas, uma Pedra Negra, e criaturas que vivem no submundo, que já foram humanas, mas foram escorraçadas para debaixo da terra.O livro faz muitas referências históricas às guerras entre os povos Pictos e Romanos e Fenícios. É muito interessante e cheio de informação importante. Read Less

  • Joana Cardoso

    Março 16, 2014 às 21:30
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    A primeira experiência que tive com este autor foi ao ler os contos do Conan, depois veio o Solomon Kane e, quando soube que a SdE ia publicar este livro de contos do autor, sabia que tinha que o ler. É verdade que o tipo de história destes contos não tem nada a ver com aquilo que li até agora do autor, mas senti uma imensa curiosidade sobre este livro, após ter lido a sinopse.Antes de mais, não posso deixar de referir a capa. Sei que, à primeira vista, não parece nada de especial, mas é. Adorei os pequenos detalhes […] Ler Mais...A primeira experiência que tive com este autor foi ao ler os contos do Conan, depois veio o Solomon Kane e, quando soube que a SdE ia publicar este livro de contos do autor, sabia que tinha que o ler. É verdade que o tipo de história destes contos não tem nada a ver com aquilo que li até agora do autor, mas senti uma imensa curiosidade sobre este livro, após ter lido a sinopse.Antes de mais, não posso deixar de referir a capa. Sei que, à primeira vista, não parece nada de especial, mas é. Adorei os pequenos detalhes das imagens e achei que estas estavam perfeitamente adequadas ao tom do livro e das histórias. Perdi imenso tempo a observar cada uma e a deliciar-me.Sinto que houve muita coisa que perdi ao ler os contos, por causa das inúmeras referências que são feitas ao mito de Chtulhu, criado por Lovecraft. Antes, durante e após a leitura do livro, dei por mim, por diversas vezes, a fazer pesquisas na internet, para melhor conseguir perceber as referências feitas e onde é que encaixava cada história. Além disso, senti também a necessidade de conhecer mais profundamente as personagens criadas pelo autor. Ficou uma imensa vontade de ler Lovecraft.Posso dizer de boca cheia que estes contos são aqueles de que mais gostei do autor. Sem sombra de dúvida, senti-me agarrada desde o primeiro até ao último. O ambiente negro criado pelo autor, a maneira como nos apresenta os mistérios, as situações, os terrores que estão escondidos por esse mundo fora desde tempos imemoriais, é simplesmente brilhante e cativante. Não vou falar de cada conto individualmente, não vale a pena. Cada um deles me encantou da mesma maneira e me deixou completamente rendida. Gostei de ver as ligações entre vários deles e senti-me completamente fascinada por conseguir identificar o mesmo conjunto de seres na sua maioria. Seres esses saídos dos nossos piores pesadelos. O facto de, na história, os humanos serem seres bastante susceptíveis e sem capacidade para se defenderem (no geral) do mal do mundo está incrivelmente bem explorada. Houve, contudo, alguns contos que transmitiram um pouco de esperança na humanidade e na sua capacidade para superar determinados desafios.Após ler este livro, só posso dizer que ele merece ser lido. Imediatamente. Do que é que estão à espera? Read Less

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