D. Maria II – Tudo Por Um Reino

Autora: Isabel Stilwell
Edição:
Abr/2012
Páginas: 688 + 16 de extratextos a cores
ISBN: 9789896263690
Editora: A Esfera dos Livros

 

 

 

Com apenas 7 anos, Maria da Glória torna-se rainha de Portugal. Um país do outro lado do oceano que nunca havia pisado. A sua infância foi vivida no Brasil, entre o calor e os papagaios coloridos que admirava na companhia dos seus irmãos e da sua adorada mãe, D. Leopoldina. A ensombrar esta felicidade apenas Domitília, a amante do seu pai, imperador do Brasil e D. Pedro IV de Portugal. Em 1828 parte rumo a Viena para ser educada na corte dos avós.

Para trás deixa a mãe sepultada, os seus adorados irmãos e a marquesa de Aguiar, sua amiga e protetora. Traída pelo seu tio D. Miguel, que se declara rei de Portugal, e a quem estava prometida em casamento, D. Maria acaba por desembarcar em Londres onde conhece Vitória, a herdeira da coroa de Inglaterra a quem ficará para sempre ligada por uma estreita relação de amizade. Aos 15 anos, finda a guerra civil, D. Maria pisa pela primeira vez o solo do seu país. Seria uma boa rainha para aquela gente que a acolhia em festa e uma mulher feliz, mais feliz do que a sua querida mãe. Fracassada a sua união com o tio, agora exilado, casa-se com Augusto de Beauharnais que um ano depois morre de difteria. Maria era teimosa, não desistia assim tão facilmente da sua felicidade e encontra-a junto de D. Fernando de Saxo-Coburgo-Gotha, pai dos seus onze filhos, quatro deles mortos à nascença.

Da mesma autora no Segredo dos Livros:
D. Amélia
Catarina de Bragança

Autor – Isabel Stilwell

Autora:

Isabel Stilwell é jornalista e escritora. Desde o Diário de Notícias, onde começou aos 21 anos, que contribui de forma essencial para o jornalismo português. Fundou e dirigiu a revista Pais & Filhos, foi diretora da revista Notícias Magazine durante 13 anos e diretora do jornal Destak até ao final do ano de 2012, entre muitos outros projetos. Hoje escreve para a revista Máxima e continua a colaborar mensalmente com a revista Pais e Filhos, e quando não está a escrever, vira diariamente os “Dias do Avesso” em conversa com Eduardo Sá, na Antena 1. Paralelamente à sua atividade jornalística, escreveu vários livros de ficção, contos e histórias para crianças, mas a sua grande paixão por romances históricos revelou-se em 2007, com o bestseller Filipa de Lencastre, a que se seguiram Catarina de Bragança e D. Amélia, com crescente sucesso. Em abril de 2012, foi a vez de D. Maria II, que mereceu uma edição especial para o mercado brasileiro. Em outubro de 2013 lança um novo romance histórico intitulado Ínclita Geração, sobre a vida de Isabel de Borgonha, filha de D. Filipa de Lencastre, e em maio de 2015 publica o seu mais recente livro sobre a mãe do nosso primeiro rei, D. Teresa. Em julho de 2015 viu traduzido para inglês o seu primeiro romance histórico, Philippa of Lancaster – English Princess, Queen of Portugal.
Com mais de 200 mil exemplares vendidos, Isabel Stilwell é a autora de romances históricos mais lida em Portugal.

2 comentários
0 likes
Anterior: A Mulher – CasaSeguinte: Ensina o teu filho a estudar

Comentários

  • sofia

    Setembro 18, 2012 às 21:34
    Responder

    Logo nas primeiras páginas, mergulhamos no Brasil daquele tempo e na pequena Maria da Glória, futura rainha de Portugal.Uma narração realista de tudo o que se passa no Paço entre D. Pedro, a sua esposa, as suas amantes - principalmente a Marquesa de Santos - e os seus filhos.Gostei muito da forma como a autora descreveu a vida de D. Maria II, desde a mais tenra infância até ao final do seu reinado, passando pela sua amizade com a famosa rainha Victória.

  • Vanessa Montês

    Agosto 29, 2012 às 23:01
    Responder

    Nunca tinha lido nada desta autora, embora já tivesse ouvido falar imenso da mesma e até tenho um livro dela que me foi oferecido. Foi assim que, tendo-me apaixonado pela belíssima capa e sinopse, descobri mais sobre uma das grandes rainhas de Portugal.Maria da Glória vivia com os pais no Brasil. Filha de D. Pedro IV, rei de Portugal e imperador do Brasil, e de D. Leopoldina, arquiduquesa da Áustria e imperatriz de Brasil, Maria era uma menina adorada pelos pais, que sempre tiveram um carinho paternal muito grande por ela. Era mimada e gostava de impor as suas decisões […] Ler Mais...Nunca tinha lido nada desta autora, embora já tivesse ouvido falar imenso da mesma e até tenho um livro dela que me foi oferecido. Foi assim que, tendo-me apaixonado pela belíssima capa e sinopse, descobri mais sobre uma das grandes rainhas de Portugal.Maria da Glória vivia com os pais no Brasil. Filha de D. Pedro IV, rei de Portugal e imperador do Brasil, e de D. Leopoldina, arquiduquesa da Áustria e imperatriz de Brasil, Maria era uma menina adorada pelos pais, que sempre tiveram um carinho paternal muito grande por ela. Era mimada e gostava de impor as suas decisões a todos, mas, ao mesmo tempo, era uma rapariga terna com os irmãos, decidida e que protegia aqueles que a protegiam. Viveu uma infância que desde cedo a obrigou a crescer, pois Maria era rainha de Portugal desde os seus 7 anos. Cresceu a ver constantemente o seu adorado pai a ter rápidas mudanças de humor (algo que todos diziam que Maria tinha herdado) e a enganar a sua mãe com diversas mulheres. Domitília foi a pior de todas essas mulheres, alguém que fazia do rei gato sapato e este, caidinho por ela, deixava o povo brasileiro descontente com as atitudes que tinha para a sua verdadeira mulher, muito estimada pelo povo.Tendo viajado também desde muito cedo, Maria era uma criança a quem sempre disseram que seria rainha. Esta ideia que lhe tinha sido incutida, fê-la começar a tecer planos para destronar o tio D. Miguel que muitos portugueses preferiam, pois afirmavam que trabalhava mais para o crescimento de Portugal do que D. Pedro, que estava apaixonado pelo Brasil e pela sua amante. Após diversas reviravoltas, Maria acaba por se tornar rainha de Portugal e ter um reinado quase absolutista.Gostei muitíssimo deste livro. D. Maria foi uma rainha para quem o facto de ter sido muito mimada em criança e ter crescido com pessoas constantemente a dizer-lhe que iria ser rainha, lhe cultivou um orgulho fora do normal. Muitas vezes, tal era bom, pois a rainha não se deixava influenciar pelo povo, cuja opinião era muito dispersa e mudava muito rapidamente. Por outro lado, havia alturas em que, quando todos (o povo, os ministros, o marido e até mesmo a rainha Victoria de Inglaterra, de quem era muitíssimo amiga) lhe recomendavam uma coisa, D. Maria, achando que ela é que comandava o país, que ela é que sabia e não eles, conduziu o país para inúmeras guerras civis. O seu marido, um homem que o povo achava submisso e sem opinião, bem como a rainha Victoria, tentavam aplanar as situações, mas a realidade é que a rainha, mesmo gostando imenso dele, não lhe dava conhecimento de metade das suas opiniões. Chegou inclusive a esconder uma gravidez do marido (não era difícil, pois D. Maria, após o nascimento dos seus filhos, foi ficando cada vez mais obesa, tendo inclusive dores no coração, e já ninguém ligava a uns quilos a mais ou a menos), simplesmente porque este iria avisar os médicos e tomar as devidas precauções, algo que ela achava inútil e a irritava profundamente.Para além de conhecermos esta rainha, conhecemos o seu marido, D. Fernando, homem estrangeiro em terras lusitanas, que adorava as artes e que, embora a rainha não ligasse à sua opinião, era um pacifista, cuja opinião era importante para diversos ministros e países estrangeiros, pois todos o achavam mais terra a terra que a rainha. Também adorei conhecer a rainha Victoria, rainha esta que governou imensos anos (mais de 50 anos), tendo o seu reinado sido o mais longo de Inglaterra. Mas não foi por este facto que gostei dela, mas sim pela sua maneira de ser como rainha. Inteligente e tendo sido educada toda a sua vida com aquele propósito, era uma rainha muito melhor preparada do que D. Maria. Mas não se deixava dominar pelo convencimento e pedia a opinião sobre as suas decisões ao marido, aos ministros e até mesmo a D. Fernando, marido da rainha de Portugal. Continuava a querer saber a opinião do povo, coisa que D. Maria desde cedo desistiu de fazer, tendo inclusive parado de ler os jornais. Toda esta sua maneira de ser fez Inglaterra ter durante o seu reinado um crescimento enorme, o que se nota no livro, quando Victoria fala de novas máquinas, novos medicamentos, etc.Outra personagem que me despertou imenso a atenção (de tal forma que, quando acabei o livro, fui pesquisar sobre ela), foi o príncipe herdeiro, Pedro, um rapazinho curioso e com uma grande fome de conhecimento que, ainda criança, já tinha opiniões muito fixas e chegava mesmo a contestar determinadas opiniões da mãe, achando que esta não tomava as decisões certas para ajudar o país. Sem dúvida, um livro que me surpreendeu imenso e que gostei muito de ler! Uma autora que irei seguir. Read Less

Comentar

Siga-nos no Facebook
Facebook Pagelike Widget
Últimos Livros Comentados
Tópicos recentes