Dama de Espadas

 

 

Subtítulo: Crónica dos Loucos Amantes
Autor: Mário Zambujal
Edição: Out/2010
Páginas: 220
ISBN: 9789898452047
Editor: Clube do Autor

 

 

O romance mais divertido do ano
Com o seu admirável ritmo narrativo e clareza de escrita salpicada de humor, Mário Zambujal apresenta-nos Eva Teresa, garota de onze anos, e Filipe, rapaz de dezoito, que namora com a irmã, Rosália. Há uma grande empatia entre a pequena e o futuro cunhado, mas a vida afasta-os com a viagem da família para o Brasil. Eva torna-se mulher e Filipe acaba por se apaixonar por ela, levando-o a viajar ao seu encontro. Entre episódios imprevisíveis que enlaçam mistério e comicidade, ambos só se reencontram em Sintra onde iniciam um romance atribulado.

No seu estilo inconfundível, Mário Zambujal traz-nos uma obra em que se aliam a vontade de saborear cada passo da trama e o prazer da leitura.

Autor – Mário Zambujal

Autor:

Mário Zambujal, jornalista e escritor português, nascido em 1936, trabalhou na televisão e em jornais como A Bola, Diário de Lisboa e Diário de Notícias, em especial na área do desporto. Publicou vários livros de ficção: Crónica dos Bons Malandros, em 1980, que teve grande sucesso e deu origem a uma longa-metragem de Fernando Lopes; Histórias do Fim da Rua, em 1983; À Noite Logo se Vê, em 1986, Talismã em 2015 e Romão e Juliana em 2016, entre outros.

3 comentários
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Comentários

  • Helena

    Dezembro 6, 2010 às 13:41
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    Diferente do que esperava. Esperava um romance divertido, mas este é mais do que isso, porque é exagerado e caricatura as personagens. Dinâmico, sem muitos detalhes ou descrições, lê-se rapidamente. Como é o primeiro livro que leio de Mário Zambujal, não sei se é o seu estilo habitual. Pareceu-me que o único propósito era divertir/ distrair. E creio que, para o autor, foi um exercício de puro gozo e riso, tal como foi para mim ler este livro.

  • Inês Santos

    Novembro 16, 2010 às 22:12
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    Ler o Dama de Espadas é como estar numa taberna, a meia-luz, a ouvir um homem ancião a contar uma das suas histórias de jovem, ou de alguém que conheceu nos seus tempos.Uma história pobre em pormenores, de resolução rápida, com linguagem "portuguesa quase brasileira" (com algum brasileirismo pelo meio), mas com bastante humor e pensamentos típicos do sexo masculino.Achei a personagem principal bastante cómica, tal como as restantes personagens, fazendo o seu papel de "louco" muito bem.Senti a ausência de descrições mais personalizados e em maior número. Apesar da maior parte das cenas ter lugar em solo português, muitas […] Ler Mais...Ler o Dama de Espadas é como estar numa taberna, a meia-luz, a ouvir um homem ancião a contar uma das suas histórias de jovem, ou de alguém que conheceu nos seus tempos.Uma história pobre em pormenores, de resolução rápida, com linguagem "portuguesa quase brasileira" (com algum brasileirismo pelo meio), mas com bastante humor e pensamentos típicos do sexo masculino.Achei a personagem principal bastante cómica, tal como as restantes personagens, fazendo o seu papel de "louco" muito bem.Senti a ausência de descrições mais personalizados e em maior número. Apesar da maior parte das cenas ter lugar em solo português, muitas vezes o escritor não especifica locais ou edifícios, referindo apenas a cidade, o que torna o meio envolvente muito abstracto e vago - dificultando-nos assim um envolvimento mais próximo com o acontecimento.De qualquer maneira, os diálogos são dinâmicos e divertidos, tal como as divagações da personagem principal.Achei que o último terço do livro foi bastante apressado. O escritor podia ter desenvolvido tanto a cena da investigação, como o desenvolvimento do par Filipe/Eva.Como primeiro livro da editora, tenho a dizer que gostei da ideia dos excertos no início de cada capítulo. Claro que atrasa um pouco a leitura, mas é sem dúvida diferente e original.Concluindo, é um livro fácil e rápido de ler, apesar das figuras de estilo, em que soltamos umas risadas e outras vezes muitas exclamações. Read Less

  • Margarida Cruz

    Novembro 7, 2010 às 12:13
    Responder

    Como nos conta a sinopse, "Dama de Espadas" retrata, acima de tudo, a história de amor entre Filipe e Eva Teresa. Embora o autor tenha colocado como história secundária a investigação levada a cabo pelo jornalista Filipe, acabamos por descobrir que essa mesma investigação e o seu percurso no jornal "O Exacto" estão intimamente relacionados com a sua relação com Eva Teresa. Isto leva-nos, portanto, à conclusão de que estamos, pura e simplesmente, perante um romance. De facto, "Dama de Espadas" não é nada mais que isso: um romance, uma história de amor e respectivas peripécias. Antes de mais, quero […] Ler Mais...Como nos conta a sinopse, "Dama de Espadas" retrata, acima de tudo, a história de amor entre Filipe e Eva Teresa. Embora o autor tenha colocado como história secundária a investigação levada a cabo pelo jornalista Filipe, acabamos por descobrir que essa mesma investigação e o seu percurso no jornal "O Exacto" estão intimamente relacionados com a sua relação com Eva Teresa. Isto leva-nos, portanto, à conclusão de que estamos, pura e simplesmente, perante um romance. De facto, "Dama de Espadas" não é nada mais que isso: um romance, uma história de amor e respectivas peripécias. Antes de mais, quero dar os meus parabéns ao Clube do Autor pela fabulosa capa que atribuiu a esta nova obra de Mário Zambujal. Original e apelativa, consegue destacar-se, pela positiva, das restantes "caras literárias" que espreitam das estantes das livrarias.Passando ao conteúdo em si, acho importante referir que esta é o primeiro trabalho literário de Mário Zambujal que leio. Tenho o "Já Não Se Escrevem Cartas de Amor" na estante à espera de ser lido, mas ainda não tive oportunidade e o fazer. Contudo, para além de Mário Zambujal, já tive oportunidade de ler "Amor à Primeira Vista" de Domingos Amaral, outro escritor e jornalista. E, embora só conheça estas duas obras de escritores jornalistas, é impossível deixar de notar as semelhanças que as unem. Ambos os autores se focam nas paixões do protagonista e, como cenário secundário, optam por uma investigação jornalística levada a cabo pelo protagonista que,invariavelmente, em ambas as obras é jornalista. É curioso como duas gerações diferentes de jornalistas optam por este estilo de escrita e histórias tão similares.Ainda assim, a ironia e caricatura de Mário Zambujal é indiscutível. A indicação da capa alude desde logo ao ridículo e exagero do autor: "Crónica dos Loucos Amantes". É, obviamente, de esperar uma história de amor, onde as emoções vividas levam as personagens ao ridículo, à loucura. E esta tendência é notável logo a partir da primeira frase do livro. Mário Zambujal começa a desenhar esta caricatura amorosa bem cedo, embalando o leitor numa história onde reina o exagero e o ridículo. Só os nomes das personagens que vamos conhecendo ao longo da narrativa são, por si, indicativos destes aspectos inerentes à escrita do autor. Embora a história prima por alguma originalidade, a simplicidade, ironia e humildade (presente através do recurso às expressões populares) da escrita de Mário Zambujal prende o leitor na leitura de "Dama de Espadas", da primeira à última página. Confesso que, depois de uma história tão intrigante e cheia de peripécias, o final me surpreendeu, pela negativa. Notou-se alguma pressa no término da história de Filipe e Eva Teresa e aquilo com que nos deparamos nas últimas três páginas do livro soa-nos descabido, impossível... e ridículo. Contudo, acho que tenho uma justificação para este mesmo final ridículo. Afinal, como poderia um livro retratar o ridículo de uma história de amor, se não tivesse um fim igualmente ridículo?Uma última nota vai para o título da obra. Uma vez terminada a sua leitura, fiquei sem compreender o título "Dama de Espadas"... Julgo que a alusão é a Eva Teresa, mas ainda não lhe encontrei um sentido e, por isso, vai ser algo que ainda vai andar a moer e a remoer na minha cabeça por uns tempos. "Dama de Espadas" é, indiscutivelmente, uma crónica. Não uma crónica qualquer, mas sim uma crónica orientada para todas as idades. O estilo literário é diferente de tudo aquilo que estamos habituados a ler, mas, ainda assim, viciante, divertido e delicioso. Gostei! Read Less

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