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| Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas |
| Quarta, 16 Setembro 2009 22:05 | |||
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E como acredita que para tomar uma decisão acertada tem de fazer o contrário daquilo que acha que está correcto, o regresso a casa revela-se impossível. Depois de uma noite na rua, Brito percebe que se não pedir ajuda pode ficar perdido para sempre, mas se o fizer pode arruinar o sonho de uma vida nova.
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| Actualizado em Sexta, 23 Outubro 2009 22:17 |
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| Re:Dividir pack Denise 21.5.2012 17:34 |
Comentários
Mais do que o livro em si, gostei do modo de escrita de Ricardo Adolfo. Nada convencional... É um escritor português que vou ter debaixo de olho.
O que faz um casal e uma criança permanecerem num lugar hostil, onde não conseguem comunicar? O que os levou até lá?
Durante as páginas deste livro somos conduzidos para um mundo de exclusão. Impressionou-me a dificuldade, quase cómica, deste casal de emigrantes para se adaptarem à realidade da sua nova morada, a incapacidade de gerirem algo tão simples como o regresso a casa.
Por outro lado, é interessante notar a aversão que sentem por esses seres na mesma condição, os imigrantes no seu país de origem.
A miséria social atinge até a tomada de decisões simples, levando a um emaranhado de situações cada vez mais complicadas.
Este retrato de uma forma de ser muito comum em Portugal, apesar de interessante, parece esgotar-se sensivelmente a meio do livro. Cansamo-nos de acompanhar as desgraças e desavenças do casal em apuros e sentimos necessidade de os vermos afastarem-se das nossas vidas, para sempre.
Parece-me o tema perfeito para ser trabalhado por Gonçalo M. Tavares. Aqui, talvez um pouco menos conseguido; a certo ponto, cansativo.
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