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Derrocada
Quarta, 06 Janeiro 2010 16:26

Autor: Ricardo Menéndez Salmón
Páginas: 176
Editora: Porto Editora

Neste segundo livro da trilogia que Salmón dedica ao Mal, uma terrível ameaça recai sobre Promenadia, uma pacata cidade costeira. Um assassino em série, que seduz vítimas e verdugos, actores e espectadores, transforma-se na sombra da comunidade. Os pilares de uma sociedade de escassos valores são infectados pela chaga do Terror – um prenúncio da derrocada – a que ninguém, nem mesmo Manila, o cismático polícia encarregado da investigação dos vários crimes, fica imune.
Um homem perverso que não tem nada a perder; duas famílias que crêem ter perdido tudo; três jovens que encontram na violência uma forma de expulsar o tédio. Em Derrocada, a única justiça é o horror, a única vocação é a atracção pelo Mal.

Do mesmo autor: A Ofensa, considerado pela crítica nacional um dos grandes livros de 2009.

O Autor:
Licenciado em Filosofia pela Universidade de Oviedo, Ricardo Menéndez Salmón (Gijón, 1971) era já autor de uma obra diversificada quando, em 2007, com a publicação de A Ofensa, se transformou numa das referências da nova literatura espanhola. Derrocada veio a lume em 2008, seguindo-se-lhe, em 2009, El Corrector, que a Porto Editora irá também traduzir para português.
Comentários
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maria afonso   |22:19:12 09-03-2010
A pergunta que se impõe: onde é que o autor vai buscar estas ideias para criar estes horrores?
Em Derrocada, livro dividido em duas partes, Salmón debruça-se sobre uma pequena cidade, Promenadia, que é o palco desta história, e é de facto uma cidade costeira, com uma comunidade pacata que é assaltada pela violência de um assassino em série, que mata desenfreadamente vítimas que, supostamente, escolhe ao acaso, dificultando o trabalho da polícia. Na cena do crime deixa sempre um sapato correspondente à vítima que matou anteriormente. O polícia Manila é quem parece mais afectado pelo caso, acabando por ser, ele próprio uma vítima do misterioso assassino. O «assassino dos sapatos» é implacável. Mata inclusivamente a sua mãe, «sem ruído, mas também sem pressa». «Matou-a com mimo, sem cobiça, procurando-se nos olhos dela, enquanto ela aceitava as suas mãos no pescoço como um animal selvagem aceita uma garra…».
Mas este livro não aborda apenas o tema do assassino em série. Numa segunda parte retrata ainda a vida de três jovens rapazes que decidem divertir-se praticando o mal das mais diferentes formas, desde colocar agulhas em pacotes de leite, até provocar um crime ainda maior que vai afectar para sempre a vida das pessoas da pacata cidade.

Este é o segundo livro de uma trilogia. Não li o primeiro mas este é um livro muito bem escrito que, no entanto não me deixou com curiosidade de conhecer os restantes. A escrita do autor é concisa, dura, crua, e, principalmente, eficiente e segura, sabendo a melhor forma de prender o leitor nas diversas fases da obra sem se perder no meio da loucura que vai criando e espalhando. Chegamos ao fim com um suspiro de alívio…
Bom para quem gosta de emoções fortes.

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