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Dinis - O Rei Civilizador |
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Quarta, 19 Janeiro 2011 22:48 |
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Autores: Helena Barbas, Maria Máxima, José Carlos Fernández, Paulo Loução Edição: Out/2009 Páginas: 224 Editora: Ésquilo
Os autores desta obra aprofundam as vertentes fundamentais da vida e do reinado de D. Dinis através de três conjuntos temáticos: 1 – O Rei Civilizador; 2 – O Rei Poeta; 3 – A influência de Isabel de Aragão e o Culto do Espírito Santo. São vários os enigmas e estimulantes os temas de reflexão a que o reinado de Dinis e Isabel nos desafiam, e que este livro aborda: «Era D. Dinis um confrade templário? Como trovador estava ligado à corrente esotérica dos Fiéis do Amor?
Terá chegado a desejar que o seu filho bastardo Afonso Sanches, também ele poeta, fosse o seu sucessor? O “espírito de liberdade” vivido na Universidade denota uma simpatia de D. Dinis pelas correntes heterodoxas? Terá conseguido, na verdade, ludibriar o Papa ao criar a Ordem de Cristo, sucessora dos Templários? Qual foi o impacto do franciscanismo no seu reinado? Era realmente um poeta de excepção que merece um lugar na história da literatura? Preferia a diplomacia à guerra? A justiça era uma prioridade sua? Enfim, foi o verdadeiro refundador de Portugal? E Dª Isabel, teria simpatia pelo ideal cátaro? Por que só foi canonizada três séculos depois da sua morte, enquanto à sua tia, Isabel da Hungria bastaram uns anos? Por que foi censurado o texto de Pedro Mariz sobre a Rainha Santa? O Culto do Espírito Santo foi criado com base nalguns mistérios templários?» Estamos certos que este livro lança uma nova luz na descoberta de uma personagem histórica tão ampla e fascinante, que não deve ser encaixada à força nos limites das historiografias redutoras.
Autores: Helena Barbas - Professora da Faculdade de Letras da UNL e Crítica Literária Maria Máxima - historiadora José Carlos Fernández - Filósofo, investigador e escritor Paulo Alexandre Loução - Historiador e escritor
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Actualizado em Segunda, 24 Janeiro 2011 17:13 |
Comentários
Está organizado em três partes, que correspondem às três facetas deste importante rei de Portugal: o rei-civilizador, o rei-poeta e o rei-esotérico.
Na primeira parte, salienta-se o papel de D. Dinis na consolidação do reino, após a fase das conquistas encetadas pelos seus antecessores. Na segunda, desenvolve-se o seu papel de trovador e poeta. Na terceira, especula-se sobre a sua ligação a teorias milenaristas, aos templários, ao Quinto Império e ao Culto do Espírito Santo, que é apresentado como o Messias da nova era. Teria sido D. Dinis e sua esposa, a Rainha Santa Isabel, a lançar as ideias que levaram mais tarde à gesta dos descobrimentos. Os portugueses estavam destinados a renovar a Fé, a apressar a vinda do Espírito Santo e a criar as condições para a uma época de paz, com a unificação das principais religiões do mundo.
Um livro interessante, que apresenta a história sob um prisma diferente daquele que é o mais comum e procura ver mais além do que o óbvio, na vida deste grande Rei.
Peguei neste livro com intenção de conhecer um pouco mais dele, como homem e como rei. No entanto, fiquei um pouco desiludida. Por ter sido escrito a 4 mãos (ou serão 8?), é uma manta de retalhos muitas vezes a abordar o mesmo assunto (mesmo com diferentes perspectivas), mas que se torna fastidioso ao fim de algum tempo. Não se trata de um romance histórico, mas sim de um conjunto de documentos escrito por pessoas diferentes, com formações diferentes também, e que um pouco artificialmente , na minha opinião, alguém resolveu juntar num livro só.
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