Dona Flor e os Seus Dois Maridos

Autor: Jorge Amado
Género: Romance
Edição: Mar/2018
Páginas: 512
ISBN: 9789722064583
Editora: Dom Quixote

 

 

Florípedes, mais conhecida por dona Flor, divide o seu tempo entre a direcção da conceituada Escola de Culinária Sabor e Arte, muito apreciada pelas senhoras da sociedade, e o seu casamento com Vadinho, irremediável boémio. A sua vida muda quando Vadinho morre num domingo de Carnaval, a dançar samba mascarado de baiana. Em sete anos de casamento, dona Flor sofrera com o comportamento desregrado de Vadinho, mas amava-o.

Porém, vendo-se viúva aos trinta anos, com o desejo do corpo a incendiar-lhe o recato da alma, acaba por casar-se com o pacato e respeitável farmacêutico Teodoro Madureira, em tudo oposto ao seu defunto marido.
Cerimonioso e equilibrado, Teodoro vive para a farmácia e para os ensaios de fagote. Flor é feliz, mas sente um vazio que não sabe definir. Certa noite, para seu espanto e desassossego, dona Flor encontra Vadinho nu, deitado na cama, rindo e acenando-lhe – o seu primeiro marido tinha regressado do outro mundo para a atormentar, como sempre fizera em vida.
A partir daí, o fantasma do malandro passa a viver com o casal, formando um singular triângulo amoroso. Dividida entre os seus dois maridos, dona Flor vai travar uma espantosa batalha entre o espírito e a matéria.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Com o Mar por Meio – Uma Amizade em Cartas (coautoria)

Autor – Jorge Amado

Autor:

Jorge Amado nasceu em Pirangi, Baía, em 1912 e faleceu a 6 de Agosto de 2001. Viveu uma adolescência agitada, primeiro, na Baía, no início dos seus estudos, depois no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito e começou a dedicar-se ao jornalismo. Em 1935 já se tinha estreado como romancista com O País do Carnaval (1931), Cacau (1933), Suor (1934), seguindo-se Terras do Sem Fim (1943) e S. Jorge dos Ilhéus (1944). Politicamente de esquerda, foi obrigado a emigrar, passando por Buenos Aires, onde escreveu O Cavaleiro da Esperança (1942), biografia de Carlos Prestes, depois pela França, pela União Soviética e outros países, regressando ao Brasil depois de ter estado na Ásia e no Médio Oriente. Em 1951 recebeu o Prémio Estaline, com a designação de “Prémio Internacional da Paz”. A sua obra tem toques de picaresco, sem perder a essência crítica e a poética. Além das já citadas, referimos, na sua vasta produção: Jubiabá (1935), Mar Morto (1936), Capitães da Areia (1937), Seara Vermelha (1946), Os Subterrâneos da Liberdade (1952). Com Gabriela, Cravo e Canela (1958), Os Velhos Marinheiros (1961), Os Pastores da Noite (1964) e Dona Flor e os Seus Dois Maridos (1966), o romancista põe de parte a faceta politizante inicial e se volta para outros temas. Fecundo contador de histórias regionais, Jorge Amado definiu-se, um dia, “apenas um baiano romântico, contador de histórias”. Foi-lhe atribuído o Prémio Camões em 1994.

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