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| Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas |
| Sexta, 26 Agosto 2011 18:00 | |||
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Autor: Raphael Draccon Pode dizer-se que, em Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas, Raphael Dracon parte de uma simples questão para dar vida aos seus personagens: o que aconteceu depois? O autor reúne todos estes personagens (e muitos outros) no Reino de Arzallum, muitos deles vivem em Andreanne, a capital do Reino. Arzallum fica em Nova Ether, um mundo que fora assolado pela magia negra praticada por bruxas que se desviaram do caminho do bem.
Autor:
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| Actualizado em Segunda, 19 Março 2012 15:54 |
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| Re:Dividir pack Denise 21.5.2012 17:34 |
Comentários
Para algumas pessoas, estes apartes podem ser originais, mas, na minha opinião, interrompeu inúmeras vezes a história para colocar capítulos com informações que pouco tinham de interesse e que podia ter incluído muito bem no resto da acção.
Portanto, posso ter gostado da história de Maria Hanson e Axel, posso ter gostado da história de João Hanson, posso ter gostado de muita coisa, mas a forma como a história é contada tornou tudo muito mais moroso e com interrupções incómodas.
Resumindo, gostei das personagens, gostei das histórias, muitas já conhecidas, mas não recomendo o livro, que nos engana desde o início, da capa à sinopse. Sei que é o primeiro livro de uma trilogia, mas não tenho a mínima curiosidade para continuar a ler as obras de Raphael Draccon.
Começando pelo estilo de escrita: para além de ser algo que não se lê muito, o autor parece que está a escrever directamente para nós, como hei-de dizer... parece que escreve como fala. Do género conta a história e, a meio, lembra-se de algo e conta isso; depois lembra-se e volta atrás. Parece interessante, mas, se ele se perde, eu também.
No entanto, mais lá para o meio, uma pessoa entra na "onda" e já consegue acompanhar, mas, mesmo assim, para mim foi complicado.
Adorei saber o que acontece às personagens depois do final dos contos que conhecemos, e saber o que se passa na cabeça de cada uma delas para terem as atitudes que tiveram no conto original, é realmente engraçado.
Mas, no geral, apesar de me custar no início, até me pareceu um livro bonzinho de ler.
Numa primeira fase, a intervenção do narrador tornou a leitura desconfortável, talvez devido a não estar habituada a uma presença tão forte por parte da "voz" que guia a narração.
Passadas algumas páginas, o desconforto deu lugar à cativação, fazendo-me recordar os tempos de infância, em que o meu pai me pegava ao colo e me embalava com uma das suas estórias. Essa familiaridade e segurança transmitidas pelo narrador, fazem-nos abstrair do mundo exterior, focando-nos única e exclusivamente no mundo de Nova Ether.
Algo que não consegui ultrapassar durante a leitura, foi o pensamento confuso do autor, passo a explicar:
A sua dedicação a esta obra é notória e, talvez devido ao entusiasmo, o autor deixou-se levar pelo processo criativo, "atropelando" as ideias consoante novas apareciam. Esta evolução desordenada levou a que o fio condutor da acção fosse inconstante e confuso... Ora estávamos perante o reencontro comovente entre uma menina e o seu herói, ora esse mesmo momento era interrompido com informações relativas a outras personagens que podiam esperar pela sua vez de participarem na acção. Este tipo de interrupções foi recorrente durante todo o livro, quebrando a motivação da leitura.
A redundância foi também um factor desencorajador. Mais uma vez, atribuo esse ponto negativo ao entusiasmo do autor para com a sua obra. Já para não falar do português do Brasil que me distraiu imenso.
Entretanto, há que realçar, também, os pontos positivos de "Dragões de Éter":
Uma leitura leve e cheia de fantasia, com um pouco de romance à mistura, que veio dar seguimento a muitas das nossas estórias de infância, tais como: O Capuchinho Vermelho, O Capitão Gancho, A Casa dos Doces, etc.
Raphael Draccon, para além de dar seguimento a todas estas estórias, também as conjugou de forma elegante e perfeitamente natural, traduzindo para o papel o futuro por nós idealizado, largos anos atrás, dos nossos heróis.
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